
A Cruz Vermelha Portuguesa foi fundada em 11 de Fevereiro de 1865, com sede em Lisboa na Praça do Comércio. Rapidamente se criaram Delegações suas nas mais diversas cidades e vilas de Portugal, nas quais se incluía Funchal, Macau e Ponta Delgada.
A Cruz Vermelha, como organização internacional de socorro e caridade, foi fundada pelo jovem genebrês Henri Dunant que, horrorizado pelo quadro desolador dos campos semeados de feridos na Batalha de Solferino (1859), travada entre os hostes de Napoleão III e os Austríac

A sua ideia foi imitada por outros países e ampliados os seus objectivos depois da Primeira Grande Guerra Mundial (1914/1918). Desde então, a Cruz Vermelha achou-se presente em todas as calamidades: guerras, epidemias, acidentes, terramotos, inundações, incêndios, etc. A organização presta assistência médica aos necessitados, reparte medicamentos pelos países que enfrentam uma contenda, intercede para suavizar as condições dos prisioneiros, negocia a troca de prisioneiros de guerra e actua como intermediário entre estes e as suas famílias.
Raros os países do mundo civilizado onde não existem delegações nacionais e regionais, que celebram, muitas vezes, assembleias para organizar a assistência ao próximo num sentido cada vez mais efectivo. Prova disso é a criação de hospitais, dispensários, bancos de sangue para transfusão, postos de guarda nas estradas e nos espectáculos com grande afluência de p equipas de transporte de feridos e enfermos para centros hospitalares próprios ou alheios, etc.
A Cruz Vermelha tem a sua sede em Genebra, no antigo edifício da Sociedade das Nações. Adoptou como emblema a bandeira suíça com as cores invertidas, ou seja, uma cruz vermelha sobre fundo branco. Nalguns países é utilizado outro símbolo mas a organização é a mesma. Por exemplo: no mundo muçulmano no lugar da cruz é usado o crescente vermelho e no mundo judaico é usada a estrela de David, em vermelho sobre o mesmo fundo branco.
A Câmara Municipal de Peniche, a partir de 1911 , ainda administrada por Comissão Administrativa que se seguiu à Implantação da Republica, quis manifestar o apreço por aquela benemérita instituição, fazendo-se sócia colaboradora. Refira se que, por Portaria datada de 31/12/19

Teve o núcleo inicial da Cruz Vermelha Portuguesa em Peniche uma preciosa colaboração com a sub-comissão da Cruzada das Mulheres Portuguesas, sediada em Peniche, que tinha como Presidente D. Etelvina d'Assunção Guizado, em actividade directa ou indirectamente relacionada com a Primeira Grande Guerra Mundial (1914/1918) realizando peditórios a favor da famílias pobres dos militares mobilizados.
A Câmara Municipal de Peniche, quando completou vinte anos da sua Ligação à organização como sócia colaboradora, voltou a ser agraciada pelo Ministério do Interior pelos bons serviços prestados ao próximo, desta vez com a “Cruz Vermelha de Mérito conforme diploma passado por aquela entidade a 8/1/1931 , sendo ministro António Lopes Mateus.
Com a criação dos Bombeiros Voluntários de Peniche, em 1929, novas ideias surgiram e se concretizaram nos transportes de doentes em viaturas próprias com que alguns elementos passaram a colaborar com esta humanitária instituição.
A Cruz Vermelha Portuguesa, nos tempos mais difíceis, nunca deixou de colaborar com a Comissão Municipal de Assistência deste Concelho sempre que lhe era possível com o envio de medicamentos para os mais necessitados.
São exemplo disso as remessas de estreptomicina para os doentes afec

11/6/1952)..
Em tempos mais recentes é igualmente notável a acção desenvolvida pelo Núcleo da Cruz Vermelha no Concelho de Peniche que, nunca interrompendo a sua meritória actuação, se encontra em fase de renovação.
A Cruz Vermelha é, assim, entre nós, uma das instituições de beneficência que, com o seu voluntariado, estão sempre prontas a prestar apoio aos mais carenciados.
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