quinta-feira, março 25, 2010

A CRUZ VERMELHA PORTUGUESA SEUS PRÉSTIMOS NESTA REGIÃO

Por: Fernando Engenheiro
A Cruz Vermelha Portuguesa foi fundada em 11 de Fevereiro de 1865, com sede em Lisboa na Praça do Comércio. Rapidamente se criaram Delegações suas nas mais diversas cidades e vilas de Portugal, nas quais se incluía Funchal, Macau e Ponta Delgada.
A Cruz Vermelha, como organização internacional de socorro e caridade, foi fundada pelo jovem genebrês Henri Dunant que, horrorizado pelo quadro desolador dos campos semeados de feridos na Batalha de Solferino (1859), travada entre os hostes de Napoleão III e os Austríacos, concebeu a ideia e pôs em prática a fundação de uma associação de caridade e socorro aos feridos.
A sua ideia foi imitada por outros países e ampliados os seus objectivos depois da Primeira Grande Guerra Mundial (1914/1918). Desde então, a Cruz Vermelha achou-se presente em todas as calamidades: guerras, epidemias, acidentes, terramotos, inundações, incêndios, etc. A organização presta assistência médica aos necessitados, reparte medicamentos pelos países que enfrentam uma contenda, intercede para suavizar as condições dos prisioneiros, negocia a troca de prisioneiros de guerra e actua como intermediário entre estes e as suas famílias.
Raros os países do mundo civilizado onde não existem delegações nacionais e regionais, que celebram, muitas vezes, assembleias para organizar a assistência ao próximo num sentido cada vez mais efectivo. Prova disso é a criação de hospitais, dispensários, bancos de sangue para transfusão, postos de guarda nas estradas e nos espectáculos com grande afluência de p equipas de transporte de feridos e enfermos para centros hospitalares próprios ou alheios, etc.
A Cruz Vermelha tem a sua sede em Genebra, no antigo edifício da Sociedade das Nações. Adoptou como emblema a bandeira suíça com as cores invertidas, ou seja, uma cruz vermelha sobre fundo branco. Nalguns países é utilizado outro símbolo mas a organização é a mesma. Por exemplo: no mundo muçulmano no lugar da cruz é usado o crescente vermelho e no mundo judaico é usada a estrela de David, em vermelho sobre o mesmo fundo branco.
A Câmara Municipal de Peniche, a partir de 1911 , ainda administrada por Comissão Administrativa que se seguiu à Implantação da Republica, quis manifestar o apreço por aquela benemérita instituição, fazendo-se sócia colaboradora. Refira se que, por Portaria datada de 31/12/1920, o Ministério do Interior, presidido pelo ministro Liberato Damião Ribeiro Pinto, reconhecendo os bons serviços prestados por este Município àquela organização, agraciou-o com um Diploma, datado de 1/2/1921, da Cruz Vermelha de Dedicação, acompanhado do respectivo galardão em esmalte com as 5 quinas.
Teve o núcleo inicial da Cruz Vermelha Portuguesa em Peniche uma preciosa colaboração com a sub-comissão da Cruzada das Mulheres Portuguesas, sediada em Peniche, que tinha como Presidente D. Etelvina d'Assunção Guizado, em actividade directa ou indirectamente relacionada com a Primeira Grande Guerra Mundial (1914/1918) realizando peditórios a favor da famílias pobres dos militares mobilizados.
A Câmara Municipal de Peniche, quando completou vinte anos da sua Ligação à organização como sócia colaboradora, voltou a ser agraciada pelo Ministério do Interior pelos bons serviços prestados ao próximo, desta vez com a “Cruz Vermelha de Mérito conforme diploma passado por aquela entidade a 8/1/1931 , sendo ministro António Lopes Mateus.
Com a criação dos Bombeiros Voluntários de Peniche, em 1929, novas ideias surgiram e se concretizaram nos transportes de doentes em viaturas próprias com que alguns elementos passaram a colaborar com esta humanitária instituição.
A Cruz Vermelha Portuguesa, nos tempos mais difíceis, nunca deixou de colaborar com a Comissão Municipal de Assistência deste Concelho sempre que lhe era possível com o envio de medicamentos para os mais necessitados.
São exemplo disso as remessas de estreptomicina para os doentes afectados pela tuberculose (documento de despesa da Comissão Municipal de Assistência de Peniche datado de
11/6/1952)..
Em tempos mais recentes é igualmente notável a acção desenvolvida pelo Núcleo da Cruz Vermelha no Concelho de Peniche que, nunca interrompendo a sua meritória actuação, se encontra em fase de renovação.
A Cruz Vermelha é, assim, entre nós, uma das instituições de beneficência que, com o seu voluntariado, estão sempre prontas a prestar apoio aos mais carenciados.

terça-feira, março 23, 2010

Costa Marítima Portuguesa: Nazaré


Fotos: Galeria de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
http://www.flickr.com/photos/biblarte/

domingo, março 21, 2010

Costa Marítima Portuguesa: Nazaré


Fotos: Galeria de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
http://www.flickr.com/photos/biblarte/

sábado, março 20, 2010

A CAPELA DE SANTA BÁRBARA NA FORTALEZA DE PENICHE

Por: Fernando Engenheiro
De frente para o então designado terreiro da antiga Fortaleza da Praça Militar de Peniche, está bem distinta a Capela de Santa Bárbara, o ex-libris daquele antigo espaço militar.
Num plano relativamente elevado, o acesso ao adro do pequeno templo faz-se por duas escadarias laterais onde somos confrontados por um cruzeiro em pedra, visível por todo o recinto - velho baluarte de fé dos humildes, a convidar para um minuto de recolhimento.
O frontispício. de uma simplicidade invulgar, sem arrebites pretensiosos, apresenta-se como uma simples parede de muralha, contrastando com a beleza arquitectónica e decorativa do seu interior.
Poucas ou nenhumas são as referências à Capela no projecto da construção da Fortaleza de Peniche e até ao Palácio do Governador, no que respeita às memórias descritivas das suas obras.
De qualquer modo não duvidamos que sempre existiu um espaço onde os seus militares encontrassem o seu conforto espiritual, nas horas de major aflição, perante as atribuições que lhes estavam confiadas.
Nos elementos que me foi possível consultar, sou confrontado com a designação do seu primeiro Orago: “São Francisco de Assis Refiro-me ao livro de registos dos falecidos a partir de 1595, a fls. 17 V., no ano de 1616, de onde transcrevo: “Maria Vaz, viúva falleceo a 25 de Maio está enterrada em São Francisco da Praça té porfazer seus officios.
Em mapas antigos que tenho consultado a Fortaleza de Peniche aparece referenciada como “Fortaleza de São Francisco Nada me surpreende esta nobre designação, tomando em consideração o grande apreço que o Conde de Atouguia D. Luís de Ataíde e seus sucessores tinham pela instituição religiosa criada por São Francisco. Recordemos a fundação do Convento do Bom Jesus de Peniche e que, a seu pedido, ali foram depositados os seus restos mortais,bem como a colaboração dada ao Convento de S. Bernardino e outras benfeitorias ao longo do condado daquela distinta família.
Mas foi a partir de 1773, com a grande colaboração dos dinheiros da “Renda da Imposição que se destinava em parte ao bom funcionamento do Município, que se procedeu à grande remodelação da Capela na Fortaleza que chegou até aos nossos dias.
Passo a transcrever o documento em que a Coroa autoriza a servirem-se do dinheiro para o fim em vista:
MANDADO - O Douctor José António da Silva e Caminha de Miranda do Dezembargo de El-Rey e Nosso Senhor e seu Provedor da Comarca de Leiria o disse e mando de Alexandre Ribeiro da Gama Arrematante de Renda da Impozição desta Villa de Peniche que visto este meu mandado indo primeiro por mim e assinada em seu cumprimento do dinheiro que pára na sua mão produzida da mesma Renda da Imposição farão pronptos os pagamentos dos materiais que forem necessários para a obra da Ermida da Cidadella da Fortaleza desta Villa e também dos operários que trabalharem na ditta obra pellas folhas formadas pello Escrivão do ponto de baixo da aprovação e inspecção do Ilustrissimo e Excelentíssimo Governador desta Praça Lourenço de Mello da Silva e Sôa e tão bem assignadas pello Escrivão do Almoxarifado pello que respeita do exercício dos dittos operários e certeza dos dias que trabalhar Com os recibos das partes a quem se houverem de fazer os ditos pagamentos que deixar ficar em seu poder para me apresentar e por elles levar em conta toda a despeza que fizer a respeito do dinheiro que pâra em seu poder por ser assim conforme as ordens de Sua Magestade expedidas pello Illustrissimo e Excelentíssimo Senhor Marquez de Pombal Ministro e Secretário de Estado e Inspector Geral do Regio Erario e nelle seu lugar-tenente immediatto à pessoa de Sua Magestade. Dado e passado nesta Villa de Peniche em aos vinte e cinco dias do mez de Maio de mil settecentos e setenta e hum annos - por que n houve couza que mais devessem providenciar nem pessoa que requeresse nesta Vereação a derão os dittos oficiais por finda e mandar se cumprisse e fazer este termo de encerramento que assinarão. Angelo Joaquim Freire de Araujo, Escrivão da Câmara o escrevi”
Trata-se de um pequeno templo, com dimensões razoáveis, com o Altar Mor muito ao estilo Joanino (D. João V). Tem ao centro, em lugar de destaque o seu novo Orago, dentro de um baldaquino envidraçado, SANTA BÁRBARA, Protectora da guarnição da praça - evocada contra a trovoada, particularmente contra os raios e, por extensão, contra os azares das armas de fogo.
É ladeada esta imagem, em guarda de honra, pelas imagens de São Francisco Xavier e São Francisco de Assis (peças bem trabalhadas, almofadadas e policromadas). Ao fundo dois palanques, em pisos separados, sendo o primeiro piso destinado aos oficiais das diversas patentes militares e o segundo ao Governador da Praça, com acesso à sua residência (Palácio do Governador).
Embora com todo o seu esplendor, todo aquele espaço está presentemente preparado para as celebrações religiosas e, também, para outras actividades (conferências e exposições periódicas das mais diversas) sem ofensa à sua dignidade de espaço sagrado.
APONTAMENTOS DIVERSOS:
Transcrição de documento a solicitar ao Patriarcado a celebração de festividades na Capela:
Emminentissimo e Reverendíssimo Senhor - Manuel Joaquim Marques, Coronel e Governador da praça de Peniche, desejando festejar a Imagem de Santa Bárbara que se venera na sua Capella na Cidadella da mesma praça no limite da freguesia de S. Pedro, no dia quatro do próximo mez de Dezembro, com missa solene e Exposição, e não a podendo fazer sem licença de V Em Reverendíssima por isso: Pede a Vossa Excia. Revma haja por bem conceder-lha.
Praça de Peniche, 15 Novembro 1887
(a) Manuel Joaquim Marques
Segue informação do Pároco da Freguesia de S. Pedro, Joaquim José da Cunha:
“Parece-me justa a pretensão do suplicante, em virtude de a Capela estar muito asseada e ser bastante espaçosa e em boas condições para a Exposição com a decência e referência necessária. (a) O Pároco, Joaquim José da Cunha.
Foi este espaço sagrado testemunho das mais diversas ocorrências em abono da religião cristã. Era nesta Capela, perante o altar de Deus que aos membros da guarnição militar das patentes mais diversas, sempre que ascendiam ao posto militar imediato, eram colocadas as suas insígnias pelo superior acima do agraciado.
O grande Pregador o Beneficiado Francisco Rafael da Silveira Malhão, natural da Vila de Óbidos, em 1858, nas festas que a guarnição militar desta praça fez a Santa Barbara, Patrona dela, foi autor e pregador do sermão (livro dos sermões do Padre Malhão, fls.40 v. a 56 v.)
Recordando o passado e conversas tidas com o já falecido Senhor José Maria de Carvalho Oliveira, Tesoureiro Municipal que ainda muitos recordarão, devo referir que nesta Capela ele casou, em 9 de Dezembro de 1923, com D. Adelaide Sampaio Bret, sobrinha do Coronel Manuel Ferreira Bret.
Muito mais havia para dizer deste espaço.

quinta-feira, março 18, 2010

Costa Marítima Portuguesa : Nazaré


Fotos: Galeria de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
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quarta-feira, março 17, 2010

Costa Marítima Portuguesa: Nazaré


Foto: Galeria de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
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segunda-feira, março 15, 2010

Costa Marítima Portuguesa: Lisboa


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domingo, março 14, 2010

Costa Marítima Portuguesa: Ericeira


Fotos: Galeria de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
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sábado, março 13, 2010

Costa Marítima Portuguesa: Nazaré


Fotos: Galeria de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

terça-feira, março 09, 2010

CAPELA DE SÃO VICENTE FERRER QUE EXISTIU JUNTO A IGREJA DE NOSSA SENHORA DA AJUDA EM PENICHE

Por: Fernando Engenheiro
Diz Augusto Barbosa de Pinho Leal, no seu livro histórico “Portugal Antigo e Moderno, publicado em 1875, (Vol. 6 pàg.s 617 a 654) sobre Peniche, por informações fornecidas pelo sócio da firma editora desta obra, Henrique de Araújo Tavares, com residência fixa em Peniche, proprietário e comerciante, figura de grande prestigio, sobre esta capela o seguinte: “Foi a primeira igreja cristã de Peniche e consta que foi mesquita mourisca (depois de ser templo gótico) e que D. Afonso Henriques a mandou purificar em 1150. Estando muito arruinada mudou-se o Santíssimo para a da Ajuda (que até então era uma capela) pelos anos de 1550).
Na mesma informação ainda relata o seguinte: “Parece que a primitiva paroquial era a Igreja de S. Vicente, ao pé do Baluarte deste nome e da actual Igreja da Ajuda, e da qual ainda existem ruínas,
de paredes muito grossas e com mais de dois metros de altura em partes”.
Depois de consultar alguns elementos, em especial sobre a vida do orago desta capela, constatei que S. Vicente nasceu em Espanha (Valência) em 1350 e faleceu em Vannes ( França) em 1419, que a sua canonização se verificou, com a presença do Papa Calixto III, em 1455, e que a Bula de concessão foi expedida 2 anos depois, jâ pelo Papa Pio II.
Não ponho de parte a existência daquele pequeno templo antes da nacionalidade portuguesa e a sua purificação a partir do rei conquistador, mas com outro patrono, não se sabendo qual o santo escolhido. Isto considerando que a canonização de S. Vicente Ferrer só teve lugar em 1455 e que, possivelmente, o seu lugar neste espaço sagrado lhe terá sido destinado algum tempo depois de subir aos altares.
Com a construção da Paroquial de Nossa Senhora de Ajuda, cujo início data de 1505, e porque durante aquele século as outras paroquiais se edificaram, naquele pequeno tempo não se terão celebrado grandes actos litúrgicos, já que o seu espaço não satisfazia a afluência dos fiéis.
Ainda com referência ao templo de Nossa Senhora da Ajuda, se dizia em 1560: “Jâ aos moradores da chamada Ribeira de Peniche era custozo acommodarem-se nesta Igreja; e hú só Parocho não bastava a tanto Povo’.
Foi esta Capela lugar de oração por longos anos aos pés da Virgem dos Remédios, protectora de todos os males dos fiéis que aqui se deslocavam em grandes romarias, os “Círios” que chegaram aos nossos dias.
Era costume na época haver periodicamente uma visita aos templos, sendo encarregado de exercer essa funções nesta área, o prior da Paroquial Igreja de Santiago da Vila de Torres Vedras, que também era Vigário da Vara.
Numa das visitas que fez a Peniche, que ficou registado no Livro de Visitações de 1621/1667, fls. 26 v., de 2 de Abril de 1631 , lê-se o seguinte:
‘Pela grande indecência com que está a ermida do bem aventurado S. Vicente por falta de não ter portas, encomendo muito particularmente, aos oficiais da dita confraria, que com toda a brevidade possível, mandem fazer umas portas para a dita ermida, e não lhes mando isto, com penas por ficar do seu zelo, que ainda o farão melhor do que aqui se lhe manda
Não foram cumpridas as obrigações estipuladas e, a partir daqui, foi o começo da ruína total.
Pouco tempo se passou sem que todo o seu espólio, incluindo as imagens tivessem de ir para lugar mais seguro, tendo sido escolhida a Paroquial de Peniche de Cima.
Num documento, ainda de 1655, se diz que, por imposição do Padre Cura, o ermitão era obrigado a zelar pelos transeuntes que acompanhavam os Círios, . sob pena de condenação em quatro mil réis (ermitão), não deixar dormir na igreja (Ajuda) e na ermida (S. Vicente) fechando as portas à noite e abrindo de manhã.
Passo a transcrever o documento do Livro de Visitações de 1621/1667, fls. 42 v., de 21/6/1 655:
«Foi advertido da indecência com que foi tirada a Virgem de Nossa Senhora dos Remédios, sendo sob pena de excomunhão. Se não tire a dita Virgem fora da igreja, sem ordem do Rev. Vigário da Vara, do mesmo se guardará nas outras imagens, para efeito de se evitar indecências, o ermitão desta igreja, seja advertido, não consinta com a indecência na ermida que está junto desta igreja e quando vier gente de romaria aqui a esta ermida, como desta igreja, há os efeitos e resguardo conveniente, e o Padre Cura tem grande cuidado destas coisas».
É natural que dentro destas datas a imagem fosse trasladada para a capela de Vera Cruz, hoje denominada de Nossa Senhora dos Remédios.
Na época pouca importância deram ao valor histórico que aquele padrão poderia ter como base do culto cristão por estas bandas, o que hoje ajudaria muito a compreender os seus primeiros habitantes.
Sem qualquer conservação, abandonado o pequeno templo ao sabor das intempéries, o terramoto de 1 de Novembro de 1775 arrasou-o por completo.
Ainda na década de 70 do século passado eram bem visíveis, antes da urbanização do actual jardim, vestígios dos alicerces com a ocupação de 105 metros quadrados (no caminho que se dirigia às traseiras da Igreja de Nossa Senhora de Ajuda — no seguimento do actual muro de vedação de propriedade particular). Tudo nos leva a crer ter sido ah a capela, salvo melhor opiniào.
A Veneranda Imagem de São Vicente, colocada lado a lado com a de São Pedro Gonçalves Telmo, em capela própria na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, passou a fazer parte da extinta Associação de Socorros Mútuos do Montepio do Corpo Santo, bem como a de Nossa Senhora da Boa Viagem e a do Orago da capela.
Refiro ainda que das obrigações da Irmandade do Corpo Santo fazia parte a celebração de uma missa de 3 padres com o Santíssimo Exposto, no dia de S. Vicente, anualmente a vinte e dois de Janeiro.