No seguimento do texto anterior falo-vos hoje dos Estaleiros António Malheiros em Peniche de Cima. Foram muitas as embarcações de pesca e não só construídas neste estaleiro, situado logo à entrada de Peniche e em frente à Fábrica de Conservas Júdice Fialho. Estas fotos que agradeço à sua filha Romana, além de importantes para a memória colectiva de uma Cidade e de uma Região, são importantes também para a história da pesca e das actividades com ela relacionadas, durante centenas de anos. Hoje, perante estas e outras fotos anteriores, é-nos difícil aceitar o que se está, há largos anos, a passar com as actividades relacionadas com o mar. Um dos primeiros golpes de misericórdia na vida desta Maravilhosa Vila, agora cidade, começou no dia em que toda a actividade piscatória foi retirada da Ribeira Velha, esquecendo-se de por ali deixar alguma dessa actividade e que chamava muito turismo àquele local. Se há alguma coisa que Peniche tem em abundância é MAR e por isso mesmo continuo a não entender a insistência em apenas se propagandear uma determinada actividade em desprimor de outras. Não é assim que podemos ter uma Região competitiva e estarmos à altura das outras Vilas e Cidades costeiras na Região Centro. Fomos largamente ultrapassados. Não falo de incúria ou desleixo mas simplesmente do desconhecimento da “Arte Turística de Bem Vender o Produto”.
Fotos & Texto: Carlos Alberto Tiago
sábado, novembro 01, 2014
Construção Naval em Peniche 2
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sábado, novembro 01, 2014
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quarta-feira, outubro 22, 2014
Construção Naval em Peniche
Peniche foi durante muitos anos muito forte em construção naval, em particular no que à pesca diz respeito. Pelo que sei, a construção naval em Peniche, deve remontar ao século XVII ou XVIII. A seguir aos anos quarenta ainda tive a felicidade de conhecer alguns deles que se dedicaram à construção de barcos de pesca e mesmo de recreio. Retenho ainda na memória o Estaleiro do Zé Carriço. Era o que se encontrava “mais à mão” a caminho da praia. Não retenho na memória qualquer construção em particular, pois como miúdos ligávamos mais a outras coisas. Vagamente, ao ver algumas fotos, relembro as cheias do início dos anos 50. Aliás, em três das fotos, podemos observar o que aconteceu nessa altura contribuindo para um enorme prejuízo para o estaleiro na perda de muita madeira que desapareceu no mar. Noutra foto “mais recente” e da qual me recordo bem, podemos ver encostado à Avenida do Mar o velho Cabo Avelar Pessoa. As fotos publicadas pertencem a sua filha, Guida Minó, à qual agradeço publicamente a cedência das mesmas.
Texto & Fotos: Carlos Alberto Tiago
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quarta-feira, outubro 22, 2014
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segunda-feira, maio 12, 2014
Soldados da Paz com Sede em Peniche Parte XII (Década de 2000-2009)
ANO 2004
Mais um ano que se aproximava e logo
nos primeiros dias de Junho começaram os preparativos para o 75°
aniversario dos Bombeiros Voluntários de Peniche (BVP), que se
celebrou no dia 20 com a presença do ministro da Administração
interna, presidente do Serviço Nacional de Bombeiros, Protecção
Civil, governador civil do distrito de Leiria, presidente da Câmara
Municipal de Peniche, coordenador distrital de Operações de
Socorro, para além de outras individualidades convidadas, que
quiseram honrar a colectividade com as suas presenças.
Para festejarem as bodas de diamante
dos BVP, realizou-se a 12 de Junho nesta cidade um desfile de
fanfarras com inicio as 15h00 no largo junto ao tribunal e a terminar
em frente do quartel, onde se encontravam responsáveis pela direcção
da associação e comando do corpo de bombeiros, para além de um
considerável número de espectadores que apreciaram e aplaudiram a
actuação dos respectivos intervenientes. A população ao longo do
percurso deu o seu apoio e manifestou-se satisfeito com a realização
deste evento. Desfilaram pela seguinte ordem as fanfarras das
associações Cadaval, Caneças, Ourém, Seixal, Nazaré, Benedita,
Vila Franca de Xira, Alcanena, Torres Novas, Bombarral, Marinha
Grande, Rio Maior, Carcavelos/São Domingos de Rana, Leiria e Caldas
da Rainha. A encerrar a efeméride desfilou a Fanfarra dos Bombeiros
Voluntários de Peniche que fechou com chave de ouro este feliz
acontecimento.
No próprio dia festivo (20 de Junho) a
corporação celebrou a efeméride com um conjunto de actividades,
entre elas a inauguração de uma nova Sala de Planeamento e
Operações, uma helipista, bem como ocorreu o baptismo de uma nova
ambulância. O ponto alto das celebrações foi a sessão solene
evocativa do aniversario, cerimonia que foi presidida pelo ministro
da Administração Interna, Figueiredo Lopes. Por último, refira-se
que nesta sessão solene, o comando procedeu a condecoração de
alguns bombeiros com medalhas de ouro e prata, para além de promover
diversos soldados da paz de aspirantes a bombeiros.
No mesmo ano, a partir de Outubro, os
BVP passaram a ser dotados de um novo grupo energético e respectivas
ferramentas para 0 seu veiculo de salvamento e assistência técnica.
O equipamento, no Protecção Civil, constituindo uma mais-valia
para o socorro as populações, vindo assim suprir uma lacuna que se
verificava há já alguns meses, desde a avaria, sem reparação
possível, do anterior equipamento, já na época com duas décadas
de uso.
Ano 2005
Mais uma sumptuosa festa decorreu no
dia 16 de Junho, data em que se comemorou o 76° aniversário da
fundação dos BVP com pompa e circunstância. Dias depois, a
população de Peniche e concelho teve conhecimento da inauguração,
nas instalações do quartel, de um consultório médico na área da
medicina geral administrada pelo médico José Correia Botelho de
Sousa, beneficiando os sócios dos BVP numa redução de 10% sobre as
consultas realizadas. Também no mesmo espaço passou a funcionar uma
clínica de medicina dentaria, ortodentia (correcção de dentes) e
implantes dentários, beneficiando também os sócios da instituição,
tendo 21 disposição um rastreio gratuito assim como de uma redução
de 10 % sobre os tratamentos a realizar.
Muito perto do fim deste ano
comemorou-se o 10° aniversário da secção destacada dos BVP em
Serra D’El-Rei. Para assinalar o acto que teve lugar na sede da
secção destacada naquela vila no dia 18 de Dezembro, foi organizado
um programa festivo que incluiu o toque da sirene, seguindo-se a
formatura geral com toda a corporação dos BVP, incluindo a fanfarra
com 0 seu traje de gala. Seguiu-se uma sessão solene onde estiveram
presentes o vice-presidente da Câmara Municipal de Peniche, Delfim
Campos, presidente da Junta de Freguesia de Serra D’El-Rei, Jorge
Amador, e outras entidades civis.
Ainda durante esta sessão solene foi
anunciada a entrega de uma viatura, marca ‘Unimog' para combate aos
fogos, por Mário Monserrate, vice-presidente da direcção dos BVP.
ANO 2006
Logo nos primeiros dias do mês de
Janeiro de 2006, o governador civil de Leiria distribuiu equipamentos
de protecção individual a todas as associações humanitárias de
bombeiros voluntários do distrito, numa cerimonia que se realizou no
salão nobre do Governo Civil e que contou com a presença do
governador José Miguel Medeiros, do comandante operacional distrital
José Manuel Moura e comandantes das associações de bombeiros
voluntários de todo o distrito. Estes equipamentos oferecidos pelo
Governo eram necessários ao combate de incêndios e a outras
situações de emergência, englobaram casacos, calças, capacetes,
máscaras para aparelho respiratório e aparelhos
respiratório-carbono e representaram um apoio global no valor de
65.628 euros. À Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche,
foram oferecidos oito casacos de protecção individual - tipo
‘nomexf'. A distribuição dos equipamentos foi definida tendo em
consideração as necessidades especificas de cada corporação, após
um levantamento realizado pelo Centro Distrital de Operações de
Socorro.
Pouco mais há a destacar durante este
ano que mereça maior apreço, a não ser o costumado aniversario, o
77°, realizado na data própria, tendo sido recordados todos aqueles
que trabalharam em prol do bem a favor daquela instituição
humanitária.
ANO 2007
Durante este ano realizou-se a nova
campanha de angariação de sócios com o objectivo de atingir os 10
mil associados, pois a instituição contava até final do ano
anterior com o apoio de sensivelmente 6.000 sócios, dos quais 4.000
mantinham as quotas regularizadas. A instituição sempre contou com
o apoio e sensibilidade em especial da nossa população de Peniche e
seu concelho para uma causa que é de todos e para todos.
Honrando a memoria do
chefe-equiparado Pedro Manuel da Trindade Pinto Gomes, falecido a 29
de Maio de 2007, foi aprovado por unanimidade, neste ano em curso,
não se realizarem as festividades do 78° aniversario na data
própria, 16 de Junho, tendo em consideração o espaço curto do
falecimento daquele membro, lutador permanente para 0 engrandecimento
da instituição humanitária, pois nesta data encontravam—se de
luto todos os membros que constituíam aquele órgão de paz e amor
pelo próximo.
AN0 2008
Os estatutos da ABVP, aprovados na
assembleia geral realizada no dia 14 de Dezembro de 2002, pese embora
estarem em vigor de então para ca até a presente data, não foram
elaborados segundo as normas legais então vigentes, ou seja, os
estatutos redigidos para substituir os iniciais, datados de 8 de
Setembro de 1932 e aprovados pelo Governo Civil de Leiria, em 23 do
mesmo mês, não foram objecto de escritura publica, e por esse
facto, não foi nem é possível obter a legalização dos mesmos
através da Conservatória do Registo Comercial e Predial de Peniche.
Entretanto, têm servido de norma para todos os actos de
administração, fiscalização e supervisão dos órgãos sociais.
Detectada a anomalia, havia agora que regular estes estatutos por não
terem sido objecto de escritura pública e consequentemente
registados na competente Conservatória do Registo Comercial.
A mesa da assembleia geral, a direcção
e o conselho fiscal da AHBVP tornaram público que todos os
associados pediam, requerendo a partir da publicação do aviso
datado de 19 de Maio de 2008, consultar o projecto dos novos
estatutos, elaborados de harmonia com as disposições contidas no
Decreto Lei n°. 32/2007, de 13 de Agosto, cujos exemplares se
encontravam patentes na secretaria-geral e nos locais onde
habitualmente são afixadas as notas informativas. Assim, em
assembleia geral extraordinária realizada no dia 13 de Agosto de
2008, no seguimento das decisões tomadas numa outra assembleia geral
ordinária, realizada no dia 28 de Março de 2008, no que respeita a
alteração dos estatutos daquela associação, em conformidade com
as normas contidas na lei acima citada e porque se encontra elaborado
o competente projecto, cujo contendo esteve exposto nos locais
próprios, para exame de todos os associados e obtenção de
eventuais reparos ou sugestões, reuniu com a seguinte ordem de
trabalhos ponto 1 - Apreciação, discussão e votação do projecto
de estatutos, contendo a reforma das normas estatuárias, de harmonia
com o mencionado decreto; ponto 2 - Votação da ‘delegação de
poderes e conferir a representantes dos actuais órgãos sociais,
para intervir na necessária escritura pública e em todos os actos
anteriores, para a completa regularização dos novos estatutos.
Finalmente, na assembleia geral extraordinária realizada no dia 6 de
Setembro foram aprovados os estatutos a que aquela associação
humanitária se passou a reger.
As cerimónias do aniversario desta
instituição humanitária não foram esquecidas nestes meus apontamentos, agora a comemorar os 79
anos de existência ao serviço do bem comum, cuja efeméride teve
lugar na data própria de 16 de Junho e outros dias próximos ao
fim-de-semana que se seguiu.
ANO 2009
Decorria o mês de Janeiro daquele ano
em que se realizaram as eleições para os órgãos sociais da
Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria para o triénio de
2009/ 2011. Foram eleitos para presidente da mesa da assembleia
geral, José Maria Oliveira Ferreira (Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de Porto de Mos); para presidente da direcção,
Nélio José Gomes (Associação Humanitária dos Bombeiros
Voluntários de Pataias) e para presidente do conselho fiscal, José
Jorge da Franca (Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários
do Bombarral). Para vice-presidente da direcção foi eleito Reinaldo
Alberto Ramos Gomes (Associação Humanitária dos Bombeiros
Voluntários de Peniche). Assim, depois da saída do comandante
Jacinto Pedrosa, esta instituição voltou a ter assento nos órgãos
da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria.
Obedecendo ao cumprimento estipulado
ainda nos primeiros estatutos, tiveram lugar no dia 16 de Junho de 2009, as comemorações dos 80
anos ao serviço da comunidade dos soldados da paz. A efeméride foi assinalada com um
conjunto de iniciativas, no domingo, dia 21 de Junho, dia em que os
bombeiros saíram a rua em ambiente de festa. O programa de
comemorações iniciou-se no dia 20 de Junho, sábado, com a
exposição de viaturas antigas da corporação, em pleno centro da
cidade, na Praga Jacob Rodrigues Pereira, num convite a população
para conhecerem de perto o espólio do núcleo museológico da
associação, e que pode ser visitado nas instalações da nova
unidade. No domingo, dia 21, decorreram as celebrações oficiais,
com a celebração de uma missa em homenagem a todos os bombeiros,
seguindo-se uma romagem ao Cemitério Municipal de Santana, onde foi
prestada homenagem póstuma a todos os soldados da paz já falecidos.
Seguiu-se outro dos momentos altos das comemorações, com o desfile
pelas principais ruas da cidade, com a fanfarra da associação,
bombeiros e frota da corporação, com especial destaque para algumas
viaturas antigas, carros que, de acordo com o presidente José
Augusto Silva Rosa, foram recuperados pela instituição, veículos
que vieram assim enriquecer o património desta instituição
humanitária.
As comemorações incluíram ainda uma
sessão solene nas instalações do quartel, em que se realizaram os
tradicionais discursos alusivos a efeméride e se procedeu a entrega
de medalhas de assiduidade aos soldados da paz de Peniche.
Presentes nesta cerimonia, para além
dos bombeiros, familiares e amigos, estiveram ainda representantes
das diversas entidades oficiais, desde o Governo Civil de Leiria,
Liga Portuguesa de Bombeiros, Autoridade Nacional de Protecção
Civil e Município de Peniche, entre outras entidades. Neste dia de
festa, os responsáveis pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Peniche aproveitaram a ocasião para, publicamente,
fazerem um agradecimento, a todas as pessoas, instituições,
empresas e cidadãos em geral, que "têm contribuído, ao
longo dos anos, para o crescimento desta importante instituição do
concelho de Peniche”.
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segunda-feira, maio 12, 2014
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Soldados da Paz com Sede em Peniche Parte XI (Década de 2000-2009)
ANO DE 2000
Decorriam os primeiros meses do ano
2000, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche pretendia agora alterar os seus
estatutos atendendo aos obstáculos que depararam em determinados
assuntos a resolver, por não estarem adequados aos tempos presentes
para aquela época. Foi elaborado pelos órgãos sociais da ABVP, um
projecto de alteração dos estatutos, cuja apreciação e votação
ocorreu em assembleia geral extraordinária que se realizou em 12 de
Maio daquele ano, já com as informações que se encontravam a
disposição dos associados na secretaria da colectividade, nos
exemplares do referido projecto de alterações e dos estatutos
vigentes.
No mesmo ano realizaram-se, na altura
própria, a 16 de Junho, as costumadas comemorações, agora os 71
anos de existência da associação. A tradição manteve-se com a
alvorada, com os três toques que soaram da sirene, a romagem ao
cemitério, a missa na Igreja Paroquial de São Pedro e a sessão
solene no quartel da corporação, onde se destacou a entrega de
medalhas de cobre, prata e ouro aos diversos elementos, por
antiguidade que constituem aquela corporação.
ANO DE 2001 .
Em 2001, estava bem patente em todos os
membros daquela instituição humanitária a ultima assembleia geral,
considerada uma das mais participadas de sempre. A reunião então
marcada ao abrigo dos estatutos realizou-se em Março, tendo por
objectivo aprovar as contas do ano anterior da associação e eleger
os novos corpos sociais, mas veio a ficar marcada pela discussão
acesa sobre a forma como a direcção cessante geriu a associação.
Com uma movimentação financeira que ultrapassava os 117 mil
contos/ano, a ABVP tinha naquele momento cerca de 6 mil sócios,
numero que demonstrava bem a grandeza da organização fundada há 72
anos.
Reunidos em plenário, os sócios
presentes, entre sócios contribuintes e sócios/bombeiros e por isso membros da corporação, aprovaram por
larga maioria (com oito obtenções)
as contas de gerência da associação. Durante a reunião, os cerca
de 60 associados que compareceram nesta assembleia aprovaram ainda a
actualização do sistema de quotas, a aplicar a partir de 2002,
através da fixação da quota mínima de um euro/mês, a contar a
partir de 1 de Janeiro do ano seguinte.
Ainda no seguimento da ordem de
trabalhos, o plenário elegeu os novos corpos sociais para o mandato
(direcção, conselho fiscal e mesa da assembleia) tendo apenas sido
apresentada uma única lista ao sufrágio. Assim, a maioria expressa
da assembleia sufragou a única lista candidata, elegendo para
presidente da direcção Evaristo da Silva Cavalheiro (secretário da
antiga direcção), António José Leitão para presidente da mesa da
assembleia geral e Armando Faria para presidente do conselho fiscal.
Foi proposta 21 mesa a votação de um voto de confiança a direcção
recém eleita, votação que foi esmagadora, com 48 votos a favor e
apenas um voto contra.
Nesta assembleia foi ainda aprovado,
por unanimidade, um voto de louvor ao anterior presidente da
direcção, Júlio Alberto São Bento Correia, que pretendeu
distinguir todo o trabalho desenvolvido por este dirigente a frente
dos destinos da ABVP. De salientar ainda que desta assembleia geral
saiu uma recomendação para a nova direcção e que apontava para a
necessidade de alterar os estatutos vigentes, regras que datavam de
1932 e por isso careciam de actualização.
Aproximou-se o dia 16 de Junho, dia de
festa para os soldados da paz de Peniche e o mundo que os rodeiam. A
AHBVP comemorou nesse dia o seu 72° aniversario ao serviço da
comunidade. Ao longo do dia, bombeiros, familiares, amigos e
dirigentes da associação, entre muitos outros convidados,
juntaram-se para assinalar mais um aniversario desta associação do
concelho, com mais de seis mil sócios. Para além das cerimónias
habituais, durante todo o dia, destaco uma sessão solene onde se
aproveitou a efeméride para atribuir diversas medalhas de bronze,
prata e ouro a bombeiros e dirigentes que se destacaram ao longo dos
últimos anos na vida da corporação, para além de se proceder a
cerimonia de recrutamento de novos cadetes a jovens bombeiros ao
serviço da associação. Destaco também nesta sessão o
reconhecimento público a ajuda do Município a esta associação,
citando como exemplo, a oferta de uma nova ambulância, ao serviço
da corporação e que simboliza um “grato presente" em dia de
aniversario.
Como já vinha sendo costume decorreu a
18 de Agosto, num restaurante da nossa cidade, um jantar/ convívio
em que participaram cerca de 70 pessoas, entre bombeiros, empregados
e membros dos órgãos sociais da AHBVP. A iniciativa deste evento
coube a comissão organizadora do encontro anual de confraternização
dos BVP e órgãos sociais da associação, constituída por onze
elementos do corpo de bombeiros dos quadros activos e de honra, que
têm estatutos próprios, criada com o objectivo de confraternizar e
homenagear um colega. Lembramos aqui que em 1999 foi homenageado o
ajudante de comando Elísio Carriço. Neste convívio foram
homenageados dois elementos que muito deram a esta associação pelo
seu valioso trabalho e dedicação ao longo de vários anos, motivos
destacados pelo comandante da corporação.
Tratou-se do ex-presidente da direcção,
Júlio Alberto São Bento Correia e António Antunes dos Santos, este
conhecido pelo ‘Toni'. A testemunhar a eleição de homenagem foi
destinada, a cada um dos homenageados, uma salva de prata emoldurada,
com inscrições pessoais de felicitações alusivas aos respectivos
titulares. Não foi possível a presença de Júlio Alberto por já
se encontrar em precário estado de saúde; sabemos que pouco tempo
depois a vida o ceifou para sempre no nosso meio.
AN0 DE 2002
Com vista A criação do Núcleo de
Mergulho do nosso distrito; para formar bombeiros mergulhadores com o
objectivo de socorrer náufragos quando ocorrem acidentes ao longo da
nossa costa, por indicação do Serviço Nacional de Bombeiros,
através da Inspecção do Distrito de Leiria, realizou-se no dia 17
de Fevereiro o primeiro exercício do Plano de Operações de
Mergulho.
Participaram neste exercício 21
bombeiros e três acompanhantes, também bombeiros, que navegaram até à ilha da Berlenga em sete botes, onde
se exercitaram em algumas operações de mergulho, em representação
das seguintes corporações de bombeiros do distrito: Peniche,
Óbidos, Caldas da Rainha, São Martinho do Porto, Nazaré, Marinha
Grande e Pombal. Após este acto de formação no mar e depois do
regresso a terra, os bombeiros mergulhadores participaram também
numa missão organizada com o fim de se fazer uma análise 51 forma
como decorreu esta preparação, onde cada um teceu os comentários
que lhes pareceu mais convenientes de modo a serem eliminadas lacunas
no futuro em outros exercícios de mergulho. Predispuseram-se assim
os nossos bombeiros a receber formação adequada de modo a poderem
salvar vidas também no mar.
Aproximou-se o grande dia festivo
daquela colectividade, dia 16 de Junho, data em que foi comemorado o
73° aniversario. A efeméride foi assinalada em ambiente de festa,
com pompa e circunstancia, com as cerimónias habituais, onde incluiu
a sessão solene no quartel da associação. A presidir a sessão
estiveram o governador civil José Leitão, nosso conterrâneo, para
além do presidente da Câmara Municipal de Peniche, Jorge Gonçalves,
presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros, Duarte
Caldeira, inspector e comandante distrital, entre muitos outros
convidados. Nesta cerimónia simbólica de aniversário, o comando da
corporação procedeu à entrega de varias medalhas a bombeiros distinguidos, bem como a diversas
promoções de alguns soldados da paz que integraram a corporação,
em que destaco os bombeiros agraciados com a medalha de ouro: Paulo,
Nuno e Virgolino. Ficou marcado este aniversario com a prenda de uma
viatura auto-escada oferecida pelo então emigrante em Franca,
natural de Peniche, Mário Monserrate, perfeitamente operacional,
viatura que foi transportada a partir de Franca, próximo de Paris,
com a colaboração de uma corporação de bombeiros franceses.
Fez a entrega no decorrer da sessão o
benfeitor Mário Monserrate acompanhado de sua família, a quem todas
as entidades presentes agradeceram este gesto exemplar de servir o
próximo.
Também meses depois, a direcção dos
Bombeiros Voluntários de Peniche foi surpreendida com a oferta de
uma ambulância a entregar oportunamente pela Caixa de Crédito
Agrícola de Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche que veio reforçar o
parque de viaturas do serviço de saúde da instituição
humanitária, que lutava com bastantes dificuldades para obter uma
nova unidade. Tratou-se de uma ambulância ‘Mercedes; modelo
‘Sprinter; de tecto alto e devidamente equipada para proporcionar
um serviço de qualidade a quem dela viesse a necessitar.
ANO DE 2003
Foi já no final do mês de Março que
a associação recebeu duas novas ambulâncias. Uma viatura foi destinada ao serviço de fisioterapia,
montada com elevador para poder colocar nela os doentes em cadeiras
de rodas, para além de ter ainda capacidade de transporte para mais
cinco pessoas sentadas. Esta unidade foi adquirida em consequência
da campanha de angariação de fundos levados a efeito, no ano
transacto, na cidade de Peniche e zona rural. O seu custo foi de
35.929,05 euros. A outra viatura foi destinada, essencialmente, a
evacuação de doentes do Hospital de Peniche para os hospitais
centrais, a qual esta equipada com material adequado a doentes
transportados em situações graves, com condições para serem
acompanhados por médicos e/ou enfermeiros, consoante o estado do
doente e a prescrição clínica. Esta unidade veio também
proporcionar a prestação de um melhor serviço. O seu custo foi de 41.26153 euros e foi oferecida, como
atrás foi referido, pela Caixa de Crédito Agrícola das Caldas da
Rainha, Óbidos e Peniche.
Em Junho, a corporação assinalou o
74° aniversário. Do programa destaca-se a celebração da
Eucaristia, a que presidiu o capelão nacional dos bombeiros, Pe.
José Manuel, tendo a cerimonia sido animada pelo coro dos escuteiros
locais que deu considerável relevo ao acto. Após este respeitável acontecimento, teve lugar em frente a Igreja Paroquial de São Pedro
o baptismo de três viaturas que tinham sido postas recentemente ao serviço desta
colectividade, solenidade realizada também pelo referido capelão.
Uma viatura, como já tinha sido referenciada, destinada ao serviço
de fisioterapia, oferecida pela população deste concelho, tendo
apadrinhado o acto o presidente da Câmara, Jorge Gonçalves, na
qualidade de representante do povo. Outra destinada para fazer
evacuações de doentes do Hospital de Peniche para outros hospitais,
oferta da Caixa de Crédito Agrícola de Caldas da Rainha, Óbidos e
Peniche, tendo sido padrinho Carlos Félix Charrinho, então
director do Balcão de Peniche da referida instituição bancaria.
A terceira oferta, de Mário Monserrate
e filho, seus padrinhos da viatura no acto do baptismo do referido
veiculo. Seguiu-se a romagem ao cemitério onde foi colocada uma
palma de flores, pelo presidente da Câmara, no talhão dos
bombeiros, onde foram guardados momentos de meditação. No regresso
ao quartel houve desfile apeado e motorizado, em que participaram os
elementos da fanfarra e do corpo de bombeiros, com todas as viaturas
da corporação, percorrendo algumas ruas principais da cidade. A
sessão solene teve inicio as 12h00 com a entrega de medalhas a
elementos do quadro de honra do corpo de bombeiros, a bombeiros do
quadro activo, a um elemento da fanfarra e a um director. O
responsável pela fanfarra, motorista auxiliar Pedro Gomes, recebeu
as divisas equiparadas a chefe pelo seu desempenho na promoção da
fanfarra que tem dignificado a associação em algumas actuações
realizadas em determinadas localidades do país.
Na mesma sessão foi feita a entrega do casaco anti-fogo ao
governador civil, oferta do corpo dos bombeiros, atendendo ao
interesse demonstrado pelo responsável nas linhas de combate a
incêndios, onde era na altura visível a sua presença.
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terça-feira, maio 06, 2014
PENICHE 1970 Porto de Pesca VII
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sexta-feira, maio 02, 2014
PENICHE 1970 Porto de pesca & Portinho do Meio VI
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quinta-feira, maio 01, 2014
PENICHE 1970 Porto de Pesca V
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PENICHE 1970 Porto de Pesca IV
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quarta-feira, abril 30, 2014
PENICHE 1970 Porto de Pesca III
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PENICHE 1970 Porto de Pesca II
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terça-feira, abril 29, 2014
Forte de São João Baptista das Berlengas Anos 1930.....
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quinta-feira, abril 24, 2014
Soldados Da Paz com Sede em Peniche Parte X (Década de 1990 a 1999
Texto:Fernando Engenheiro
ANO DE 1998
Foi no principio deste ano, mais
propriamente a 17 de Janeiro, que teve lugar no Quartel dos BVP a cerimonia da tomada de posse de dois
elementos desta corporação. Assim, foram empossados os chefes Vítor
Pedro de Almeida Gonçalves Pereira e Carlos Alberto Remigio Garcia, respectivamente nos cargos de segundo comandante e ajudante de
comando. Estiveram representadas a edilidade camarária, bem corno as
mais diversas entidades concelhias civis e militares, além de
representantes com ligações directas aos bombeiros portugueses. Os
empossados, conscientes das suas novas atribuições, tornaram em
consideração as referências elogiosas sabendo que, a partir
daquele momento, lhes caiam novas responsabilidades. Também passados
alguns dias, após 14 anos de desempenho das funções de conselheiro
regional dos Bombeiros de Lisboa e Vale do Tejo, o comandante desta
associação, Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, foi nomeado
conselheiro superior dos Bombeiros Voluntários. Com esta nova
nomeação, no topo dos órgãos que voluntariamente servem a causa
dos bombeiros, ficara cumprida uma missão da qual bem se pode
orgulhar.
Ao longo do ano de 1998, recordamos o
aniversario festejado no dia 21 de Junho, que comemorou no dia 16 do
referido mês, 69 anos da sua fundação. Teve como programa as
cerimonias religiosas habituais, presididas pelo capelão da
instituição humanitária, Pe. José Luís Guerreiro.
Foi prestada homenagem no Cemitério
Municipal de Santana, tendo sido deposta uma palma de flores na campa que simboliza o
bombeiro, cujo acto foi executado pelo presidente de Câmara Municipal, presidente da direcção e
comandante.
Também o presidente da Junta de
Freguesia de Serra de El-rei colocou uma palma de flores na campa da bombeira falecida em serviço
em Agosto de 1996, Amélia Alexandre, quando prestava serviço na secção destacada naquela
sede de freguesia. No salão de festas deu-se inicio a sessão solene que decorreu em ambiente
festivo, a que assistiram bombeiros e seus familiares. No final foi
servido um almoço volante no parque de viaturas do quartel. Meses
mais tarde, a 4 de Outubro, realizou-se no salão nobre dos Paços do
Concelho, uma reunião extraordinária onde foi efectuada a cerimonia
da entrega da medalha de benen1e-réncia da Câmara Municipal, a
titulo póstumo, a José António da Lídia Belo, tendo recebido a
medalha das mãos do presidente da Câmara Municipal, Jorge
Gonçalves, a viúva do benemérito, Lucília da Silva Salvador Belo.
Participaram na efeméride em
representação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche e a convite da Câmara Municipal, Júlio
Alberto São Bento Correia e Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa,
respectivamente, presidente da direcção e comandante da
instituição.
Também no decorrer deste mês, no dia
18, realizou-se no Quartel dos BVP, uma cerimónia com o objectivo de
serem efectuadas promoções a 35 bombeiros, após a prestação de
provas com aproveitamento decorridas oportunamente. Deste modo, foram
promovidos a subchefe, o bombeiro de 1° classe, António Sousinha
Brás; a bombeiros de 1° classe, os seguintes bombeiros de 2°
classe: José Antunes Alexandre, Nuno Miguel Leitão, Carlos Manuel
Resende, Alexandre Miguel Barradas, José António Rodrigues e Rui
Pedro Gomes. A bombeiros de 2° classe, os
seguintes bombeiros de 3°classe: Rui Manuel Nobre, Rui Filipe
Duarte, Carlos Manuel Marques, António Augusto Pinheiro, Eddy Leal
Dias, Carlos Manuel Santos, Luís Miguel Florindo, David José
Serafim, Nuno Alexandre Domingos, Telmo Filipe Moldes, Rui Alexandre
Petinga, Rogério Paulo Henriques, António Manuel Viola, Paulo Jorge
Pinho, João Carlos Fortunato e Susana Luísa Leal. A bombeiros de 3°
classe: Bruno Alexandre Fortunato, Luís António Sousa, António Paulo Novo,
Sandra Paula Pereira, Lucília Maria Henriques, Augusto José Costa,
Nuno Luís Monteiro, Marco José Figueiras, Nuno Filipe Oliveira, Ana
Rita Fernandes, Teresa Isabel Caetano e Ana Filipa Machado. A seu
pedido e por reunir as condições necessárias, passa do Quadro
Honorário ao Quadro Activo, o bombeiro de la. classe Paulo Fernando
Leitão. Após este acto, que decorreu com muita ordem, seguiu-se uma
série de intervenções em que foram oradores o comandante da
corporação, o comandante da Zona Operacional, Sales Henriques, o
representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, Carlos Baptista, o
presidente da Câmara Municipal, Jorge Gonçalves, que teceram
algumas considerações elogiosas aos bombeiros pela sua dedicação
a uma causa tão nobre, ao serviço do nosso concelho e do pais,
quando chamados a intervir em situações de sinistros. Terminada a
cerimonia teve lugar um almoço convívio onde confraternizaram
bombeiros, convidados e dirigentes.
ANO DE 1999
Peniche e seu concelho estiveram em
festa no dia 13 de Março de 1999 e não era caso para menos. Em
pouco mais de três anos, a um sábado, é concretizado o grande
sonho da associação para esta cidade e seu concelho. Naquela tarde
procedeu-se a cerimonia do arrear das bandeiras do antigo quartel,
pelo comandante em exercício Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, pelo
graduado mais antigo Joaquim Rogério e pelo presidente da direcção
Júlio Alberto São Bento Correia. Já pela tarde fora, com a
presença do Presidente da Republica, Jorge Sampaio, acompanhado por
altas personalidades civis e militares, entre as quais se encontrava
o secretario do Estado da Administração Interna, Armando Vara, foi
inaugurado o novo quartel, acto que se seguiu uma sessão solene.
Esta obra, iniciada a 3 de Maio de
1996 e concluída pouco tempo antes da sua inauguração, foi
participada pela Câmara Municipal, por fundos estatais e população,
esta última que deu a sua comparticipação 9.950.677$00 (até ao
fim do ano de 1998). Desta verba, recordo aqui o exemplo da Escola
Secundária de Peniche, dos seus alunos de Religião e Moral, com a
entrega aos BVP para ajuda das obras do novo quartel ou para seu
equipamento, da importância de 601.000$00.
Ao nível de quartéis de bombeiros,
até então esta uma das melhores obras da nossa região, equipada
com material adequado ao seu objectivo, com capacidade para ser
apetrechada de meios técnicos para poder cumprir cabalmente a sua
missão. Do seu Corpo de Bombeiros fazem parte um grupo de homens e
senhoras vocacionadas para dar resposta as necessidades da população
deste concelho, quer no que concerne a extinção de incêndios, quer
no que se relaciona com a prestação de socorros a doentes e
sinistrados. O emblema da associação colocado na fachada principal
do novo quartel dos BVP é uma excelente pega de louça artística
oferecida pelo seu autor, Álvaro José de Oliveira Mendes, de Caldas
da Rainha, que assim com a sua arte e o seu meritório gesto, quis
homenagear a terra natal de sua esposa, Maria José de Carvalho
Nicolau de Oliveira Mendes. O edifício passou a marcar a sua
presença com mais dignidade com aquela nobre peça estampada na
fachada principal do edifício, símbolo dos bombeiros, designado por
‘Phénix' que corresponde o renascer das cinzas. Para o novo edifício, quiseram os
nossos bombeiros seguir a antiquíssima tradição e praxe
mundialmente difundida, adoptando um orago ou padroeiro de cariz
religioso. Talvez por na sua biografia estar incluída a fama de um
milagre na extinção de um incêndio urbano e pelas curas do mal
ardente, a escolha recaiu em São Marçal, Bispo da Igreja. A
Veneranda imagem deste doutor da Igreja encontra-se dentro do
edifício do novo quartel, em lugar de destaque, tendo sido adquirida
a titulo de oferta aos BVP pela Agência Funerária de Peniche, de
Eugénio Margarido e Filhos. Mais um ano que passou após o Último
aniversario ainda comemorado no edifício da Rua dos Bombeiros
Voluntários (antiga Rua do Matinho) que ali funcionou durante 17
anos, nos anos que decorreram de 1972 a 1999. Deixamos para trás com
saudades daquele espaço implantada a sua construção numa zona
nobre da cidade.
Realizaram-se as cerimonias
costumadas com a celebração da Eucaristia na Igreja Paroquial de
São Pedro, presidida pelo capelão da corporação, Pe. José Luís
Guerreiro. No final daquele acto religioso, o comandante Jacinto
Teodósio Pedrosa, em nome da Liga Nacional dos Bombeiros, impôs a
medalha de ouro, pelos 15 anos de serviço, ao Pe. José Luís
Guerreiro. Logo de seguida, junto ao átrio da referida igreja,
procedeu-se ao baptismo de três novas viaturas como sinal de um bom
desempenho da missão e para um melhor serviço junto da comunidade,
em todas as situações da vida. Estas viaturas são instrumentos ao
serviço dos homens, de suas vidas e seus bens. A caminho da nova
unidade, em cortejo, com os elementos da corporação e das viaturas,
seguiu-se a sessão solene, onde se salientaram as deliberações da
reunião de direcção em atribuir ao Parque de Viaturas das
Ambulâncias o nome de Jorge dos Santos Carvalho, pelo acompanhamento
técnico gratuito das obras do novo quartel e pela dedicação à
corporação. A Sala de Comunicações foi atribuído o nome do
ajudante Carlos Garcia, pela instalação de todo o equipamento da
mesma.
Seguiu-se a atribuição de
condecorações de assiduidade e tempo de serviço. Feita a chamada
dos distinguidos procedeu-se a imposição das condecorações aos
seguintes elementos: medalha de cobre com cinco anos de assiduidade:
António Augusto Antunes Pinheiro (bombeiro de 2° classe); Eddy Leal
Dias (bombeiro de 2° classe); Nuno Alexandre Castro Domingos
(bombeiro de 2° Classe); Rui Alexandre Rodrigues Petinga (bombeiro
de 2° classe); David José Dias Serafim (bombeiro de 2° classe);
Luís Miguel Silva Nicolau (bombeiro de 3° classe); Manuel José
Santana Rocha (bombeiro de 3° classe); Ricardo António Pinheiro
Lourenço (bombeiro de 3° classe); Sérgio Paulo Sousa Martins
(bombeiro de 3° classe); Nuno Jorge Santana Rocha (bombeiro de 3°
classe) e Evaristo Silva Cavalheiro (secretario da direcção). A
medalha de prata, com 10 anos de assiduidade, foi entregue aos
seguintes bombeiros: Carlos Manuel Costa Resende e Alexandre Miguel
Vicente Barradas, José António Carriço Lopez Rodrigues e Rui Pedro
Leitão Gomes (bombeiros de 1°classe); Paulo Jorge Resende da Costa
e Humberto Jorge Antunes Alexandre (bombeiros de 3°classe); Horácio
Leandro Duarte (vogal da direcção). A medalha de ouro, com 15 anos
de assiduidade, foi atribuída a: José Luís Santos Rodrigues
(ajudante capelão); António Agostinho Godinho Coelho e Silva
(ajudante médico); António Manuel Sousinha Brás (subchefe);
Joaquim Livio Franco Nobre (bombeiro de 3° classe) e Júlio Alberto
São Bento Correia (presidente da direcção). Por último, foi
atribuída a medalha de ouro, com 20 anos de assiduidade, a: Carlos
Alberto Remigio Garcia (ajudante de comando); Remigio Manuel Codinha
Santos (bombeiro de 3° classe) e Pedro Manuel Trindade Pinto Gomes
(Motorista auxiliar).
Foi a partir desta sessão solene que
muitos elementos presentes tiveram conhecimento a titulo oficial
daquilo que já algum tempo era conversa de caserna, a passagem do
comandante Jacinto Teodósio Pedrosa ao Quadro Honorário. Os rumores
concretizaram-se, ficando toda a unidade mais pobre com a saída
daquela tão responsável personalidade, que tanto deu em prol do bem
comum.
Na despedida das suas funções, o
comandante Jacinto Pedrosa deixou bem claro um aviso, afirmando que
enquanto viver e os bombeiros precisarem, estará sempre presente e
ao seu serviço.
Apesar de ter passado ao Quadro
Honorário, enquanto desempenhar as funções nos órgãos dos
bombeiros, lutará sempre, como até a data, não deixando dizimar
nem amachucar o associativismo e o voluntariado desta instituição
que tão bons serviços têm prestado à região e ao país.
No fim deste acto, foi transmitida a
deliberação da Liga dos Bombeiros Portugueses que, por
reconhecimento dos serviços prestados, mesmo após a sua passagem ao
Quadro Honorário, foi aprovada a atribuição do crachá de ouro ao
ajudante de comando do Quadro Honorário, Joaquim Rogério, com uma
grande ovação da assistência.
Havia agora que preencher aquele alto
cargo da corporação. Pouco tempo depois, a ABVP congratulou-se com
o novo elemento, Carlos Alberto Remigio Garcia, ajudante de comando,
ao preencher o lugar vago do comandante daquela corporação, deixado
pelo anterior, por motivos de doença, actividade que já vinha a
exercer interinamente há já alguns meses, mostrando bem os seus
vastos conhecimentos em especial no que respeita a casos de
incêndios.
Ainda em 1999, também Peniche foi
palco de uma concentração de bombeiros a nível nacional no dia 21
de Novembro, facto que honrou todos os responsáveis da instituição
e penicheiros em geral. Tratou-se do IX Encontro Nacional dos
Bombeiros do Quadro Honorário, encontro onde estiveram presentes
cerca de 950 bombeiros de todo o pais, com três centenas de
acompanhantes, aproximadamente, incluindo motoristas, convidados e
elementos deste corpo de bombeiros, membros dos órgãos sociais,
cujo número ascendeu a 1.400 participantes nesta festividade, que
decorreu com dignidade e disciplina. Os participantes representaram
15 federações distritais do território continental, não tendo
participado apenas as federações de Faro, Viana do Castelo e Vila
Real. O convívio decorreu em ambiente de animação e amizade entre
todos.

Antes de encerrar esta década, de 1990
a 1999, com todo o seu trajecto das mais diversas ocorrências
passadas durante aquele espaço de tempo, há que lamentar a perda de
alguns elementos que serviram as mais diversas atribuições desta
instituição "Do Bem Fazer”, bem como outros estranhos ao corpo dos bombeiros, que de qualquer modo deram a sua contribuição. Assim, durante este período, partiu Eduardo José da Silva Gomes, bombeiro de 3°classe. Este soldado da paz quis antecipar a morte pelas suas próprias mãos a 1 de Janeiro de 1994, aos 21 anos, fazendo parte daquela corporação desde 12 de Julho de 1988. O seu corpo ficou em câmara ardente no salão do quartel da associação, tendo sido ali celebrada missa no dia 3, pelo ajudante de comando, Pe. José Luís Guerreiro. Foi prestada guarda de honra no quartel até a saída do corpo do malogrado bombeiro, para o Cemitério Municipal de Santana, onde foi sepultado em talhão privado dos Soldados da Paz. A corporação dos BVP viu ainda partir o subchefe António Filipe Neves, incorporado a 11 de Outubro de 1943, tendo falecido a 30 de Junho de 1994; chefe José Alexandre, incorporado a 10 de Novembro de 1956, falecido a 9 de Janeiro de 1995; director Nelson Rocha, entre 1974 e 1995, falecido a 21 de Junho de 1995. Todos jazem no talhão dos BVP no Cemitério de Santana. Em 1996, a bombeira de 3° classe, Amélia Maria Ferreira Alexandre, que pertenceu :1 Secção de Serra de El-Rei, viria a falecer, no dia 26 de Agosto, no Hospital de Santa Maria em Lisboa, na sequência de um trágico acidente, ocorrido no dia 24, pelas 12h00, na Estrada Municipal que liga o lugar de Serra de El-Rei ao de Casais de Mestre Mendo, na primeira curva no sentido Sul/Norte, quando ia combater um incêndio naquelas imediações. A falecida foi transladada do hospital para o quartel de Serra de El-Rei, onde foram celebradas as exéquias por sua alma. Seguiu para o Cemitério Municipal de Santana, em Peniche, onde foi inumada no talhão privado dos BVP. Não vou esquecer nesta mesma década, mais propriamente a 4 de Maio de 1994, o falecimento, na Austrália, para onde tinha emigrado, do grande benemérito que não esqueceu aquela instituição humanitária, José António da Lídia Belo, trasladado para o Cemitério Municipal de Santana, onde foi inumado a 15 de Maio de 1994.
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Cabo Carvoeiro
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quinta-feira, abril 24, 2014
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quarta-feira, março 19, 2014
SOLDADOS DA PAZ coma Sede em Peniche Parte IX ( Década de 1990 a 1999 )
Artigo: Fernando
Engenheiro
ANO DE 1996
A 22 de Março de 1996 realizou-se a
assembleia geral da AHBVP, no salão de festas da sede da instituição, tendo o comandante
Jacinto Pedrosa tecido algumas considerações elogiosas acerca da pessoa que durante 19 anos, de forma
digna responsável, assumiu a presidência da assembleia geral, tendo
demonstrado apego e grande dedicação a causa a que se entregou
totalmente patenteando franca amizade aos bombeiros da sua terra. Ao
ser convidado para continuar a exercer o cargo que vinha ocupando,
nitidamente comovido, declinou o convite. Trata-se do grande amigo
desta casa, Francisco Mamede Cardoso Júnior, para quem foi proposto
um voto de louvor, que mereceu aprovação unânime com aclamação.
Empossada a nova direcção, o novo
presidente, Júlio Alberto São Bento Correia, congratulou-se com a
entrada de novos elementos, designadamente, António José Barradas
Leitão, João Fernando Correia Costa Vargas e Humberto João Prioste
Bruno Machado, a quem desejou o gosto e empenho por esta casa, digna
da maior dedicação e aprego de todos os penichenses.
Meses depois, jé então com a nova
direcção em plena actividade, continuaram, a exemplos dos anos anteriores, a comemorar mais um
aniversario desta brilhante instituição humanitária, que comemorou os 67 anos de idade a 16 de
Junho de 1996. Assim, a direcção e o comando levaram a efeito a comemoração de mais um
aniversario. Do programa, ainda na memoria de muitos, destacamos na
véspera do aniversario, dia 15, em Serra d'El-Rei, localidade onde
foi montado um simulacro em que se deitou fogo a uma viatura, tendo
sido executados os trabalhos inerentes a extinção do incêndio
provocado e simulado o salvamento das pessoas hipoteticamente
envolvidas no sinistro. Colaboraram nestes exercícios os bombeiros
adstritos à secção destacada na localidade serrana.
No dia seguinte, com poucas alterações
dos anos anteriores, seguiram-se o cortejo ao Cemitério Municipal de
Santana com os elementos que compõem o corpo de bombeiros e
fanfarra.
Seguiu-se o cortejo pelas ruas
principais da cidade, direito à Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, onde foi celebrada a
Eucaristia pelo reverendo ajudante do comando, Pe. José Luís Guerreiro, que efusivamente referiu, na
homilia, a importância dos bombeiros numa terra e a acção por eles desenvolvida que se considera
bastante meritória, arriscando, por vezes, a própria vida para salvar a vida do seu semelhante.
Terminado o acto religioso, seguiu-se a sessão solene no salão de
festas da sede da ABVP.
No decorrer das cerimonias salientou-se
um louvor a dois bombeiros que, meses antes, salvaram dois surfistas
em perigo de vida no mar da Praia do Baleal. Com a agressividade do
mar, retratada por uma ondulação de seis a sete metros, era já
imprevisível conseguir-se o salvamento daqueles jovens de 16 e 17
anos, que, com destreza e desconhecimento do perigo a que se
impuseram quando praticavam desporto em condições tão negativas.
Alertado o Quartel dos Bombeiros de Peniche, cerca das 12h30 do dia 7
de Janeiro de 1996, com rapidez, todo o pessoal com material e
equipamento necessários, se fez deslocar para as praias mais
próximos dos surfistas, entre Peniche de Cima e Baleal, onde dois
dos três jovens se afastavam mais da praia, correndo o risco de se
esmagarem contra as rochas. Foi então que os bombeiros José António
Lopez Rodrigues, de 22 anos, e Rui Gomes, de 24, largaram o bote a
água, com muita dificuldade, devido a violência do mar,
acompanhados do sota-patrão, Jacinto Neves, em serviço no Instituto
de Socorros a Náufragos, com sede em Peniche. Algum tempo depois, os
dois bombeiros foram distinguidos com o prémio ’Bombeiro do Ano -
Diário de Noticias' tendo sido seleccionados por um júri
constituídos pelo major Júlio Gomes (Serviço Nacional de
Bombeiros), Anselmo Silva (Liga dos Bombeiros Portugueses), Isabel
Rodrigues e Fernando Pires (Diário de Noticias). A referida
distinção foi entregue numa festa realizada no dia 4 de Fevereiro
no Espaço 2-A Aguiar de Alpoim, em Lisboa, como consta de um
diploma, bem como foi atribuído um prémio com o valor monetário
global de 250 mil escudos, a dividir igualmente pelos dois.
Na sessão solene foram colocadas
divisas e entregues machados a 28 bombeiros que aguardavam promoção,
por outros elementos do corpo de bombeiros e familiares, em casos
especiais. e a seu pedido. Também foram colocadas medalhas por
assiduidade a bombeiros graduados e membros dos órgãos sociais da
associação medalha de cobre aos que se dedicaram há mais de 5
anos; de prata, aos que permanecessem há mais de 10 anos; de ouro,
aos que perfizeram 15 anos; e ainda de ouro aqueles que têm mais de 20 anos de
dedicação a instituição.
A Câmara Municipal de Peniche tinha em
conta a comparticipação a dar aquela instituição, durante o
decorrer das obras do novo quartel em construção na Avenida do
Porto de Pesca. Para isso tinha necessidade de por em andamento o
loteamento de terrenos municipais na Prageira (Avenidas do Porto de
Pesca e Monsenhor Manuel Bastos de Sousa) para construções
particulares, a fim de obter fundos, para satisfazer o que ficou
acordado em reunião camarária e que pouco tempo depois satisfez a
deliberação em causa.
Também no decorrer deste ano, o
comandante Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, pela sua valentia e o
seu bairrismo a terra que abraçou, levou-o ao longo do seu
voluntariado ao serviço dos Bombeiros Voluntários de Peniche a ser
reconhecido pelas mais diversas entidades oficiais pelos relevantes
serviços prestados à instituição.
Na cidade das Caldas da Rainha, entre
os dias de 23 a 27 de Outubro de 1996 teve lugar a realização do
XXXVI Congresso Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses.
No último dia decorreu a cerimónia em
que foi condecorado aquele ilustre comandante desta corporação com
o crachá de ouro, por relevantes serviços prestados à nobre causa
dos Bombeiros Portugueses. Segundo o artigo 3° do Regulamento de
Condecorações, o crachá é destinado a galardoar serviços
altamente relevantes, de carácter eminentemente geral e de
incontestável contributo para a causa dos Bombeiros. Este alto
galardão foi colocado pelo Chefe da Casa Militar, general Faria
Leal, em representação do Presidente da República. Também a
Câmara Municipal, poucos dias depois, quis vincular mais uma vez a
sua gratidão, deliberando em reunião de 4 de Novembro de 1996,
atribuir aquela personalidade a medalha de honra do Município de
Peniche, cunhada em ouro, com as seguintes razões para o fazer, que
foram presentes na mesa da reunião, em que fundamentou aquela
atribuição: As funções que o Senhor Jacinto Teodósio Ribeiro
Pedrosa exerceu como Presidente da Federação dos Bombeiros do
Distrito de Leiria, durante 10 anos, prestigiando a instituição
perante o País;
As funções que exerceu como Conselheiro Regional dos Bombeiros da
Região de Lisboa e Vale do Tejo, durante 10 anos; A atribuição do
mais alto galardão da Liga dos Bombeiros Portugueses, o crachá de
ouro, concedido ao Senhor Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, pela sua
dedicação, pela forma desinteressada como do longo da sua vida
defendeu os valores do Humanismo e da Solidariedade; A dedicação
que do longo dos últimos 25 anos, vem prestando à Associação dos
Bombeiros Voluntários de Peniche, quer como seu dirigente, quer como
Comandante do seu Corpo de Bombeiros e por conseguinte do Concelho de
Peniche; Considerando que à Autarquia, como
representante do Povo deste Concelho, compete o reconhecimento e o
agradecimento público pela devoção do trabalho desenvolvido em
prol da Sociedade pelo Senhor Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa’
ANO DE 1997
Decorre já desde 0
principio desta década a campanha de angariação de fundos para a
construção do novo quartel na Avenida do Porto de Pesca a tornejar
para a Rua da Ponte Velha. Embora a construção desta obra tivesse
inicio em Maio de 1996 estava prevista a sua conclusão para Novembro
de 1997, 0 que não aconteceu. O seu valor foi orçado em cerca de
200 mil contos, o que na prática, não é difícil de crer, que este
montante se elevaria em algumas dezenas de milhares de contos. Foi
sempre com optimismo que foram conseguidas verbas para a sua
conclusão, em termos de construção civil. Tínhamos também a
certeza que o edifício carecia de equipamentos adequados a sua
estrutura, cujos custos também foram avultados, ficando a cargo do
Município de Peniche todo o seu recheio. Foi esta obra subsidiada
pelo Estado através do PIDDAC - Programa de Investimentos e Despesas
de Desenvolvimento da Administração Central, segundo protocolo
assinado, bem como pela Câmara Municipal, sempre pronta no que
estava ao seu alcance, na sua contribuição.
Para além dos apoios públicos, um benfeitor legou aos bombeiros da
terra um donativo de 30.000 contos. Foi concretamente o nosso saudoso
amigo José António da Lidia Belo.
As direcções à
frente dos destinos daquela instituição humanitária enviaram
esforços no sentido de angariarem fundos, através de acções
tendentes a recolha de dinheiro que fez rentabilizar, através de uma
conta bancária especifica com o objectivo de o aplicar nas obras do
quartel. Citamos, entre outros donativos, a receita do Festival da
Sardinha no Verão de 1995, uma percentagem na exploração dos
parcómetros e nas
receitas do parque de estacionamento do Baleal. Não obstante as
actividades desenvolvidas, em prol de uma causa comum a todos os
cidadãos, também os munícipes deste concelho deram o seu
contributo para que a obra se concretizasse.
Ainda em 1997,
alguns bombeiros da corporação de Peniche participaram num curso de
Técnicas de Resgate em Montanhas que decorreu no período
compreendido entre 15 de Fevereiro e 9 de Março, com aproveitamento.
Este curso teve a
finalidade de proporcionar o resgate de vitimas em falésias e fogos,
o que veio a ser mais um meio de intervenção na resolução de tais
situações sinistras.
Foram feitas
algumas instruções na nossa costa, tendo a prova final sido
realizada junto ao Cabo Carvoeiro, a qual se realizou com êxito.
Em Março do mesmo
ano, o comandante Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa foi mais uma vez
homenageado, a 27 de Março de 1997, no Hotel Atlântico Golfe em
Peniche/Consolação, onde lhe foi prestada homenagem pelo Rotary
Clube de Peniche. Nesta distinção foi posto em destaque o empenho e
dedicação que o comandante Pedrosa, ao longo da sua vida, nunca
regateou a causa pública, não só
nas suas funções de bombeiro mas também nas numerosas outras
tarefas de serviço à comunidade em que se empenhou.
Meses mais tarde, a
AHBVP comemorou o seu 68° aniversário no dia 22 de Junho. Como vem
sendo hábito, esta efeméride assinalou de forma simplista, mas
muito significativa, mais um ano de dedicação à causa pública por
parte da direcção, comando e corporação da instituição. Por
outro lado, consideraram importantes os seus responsáveis
proporcionar anualmente uma festa que dê oportunidade ao convívio e
fraternidade de todos os componentes desta dedicada família de
bombeiros, pela sua abnegação e espírito de sacrifício que,
voluntariamente, se entrega a uma causa tão sublime e que se traduz
no lema bem conhecido: “Vida por vida”.
Do programa do
aniversário, destacamos: no dia 21, sábado, durante a manhã foram
descerradas duas Lápides.
Uma no quartel em
Serra d’El-Rei, com a homenagem a titulo póstumo A bombeira de
terceira classe, falecida em Agosto do ano anterior, quando ia apagar
um incêndio nas imediações de
Ferrel, Amélia Maria Ferreira Alexandre. O parque de viaturas da
secção serrana ficou com a designação do seu nome. Perante
formatura geral do corpo de bombeiros e fanfarra, o presidente de
Câmara Municipal de Peniche, João Augusto Tavares Barradas,
convidou o viúvo da saudosa bombeira a fazer 0 descerramento da
lapide. Usou da palavra Jacinto Pedrosa, na qualidade de comandante
da corporação, preferindo algumas palavras de muito apreço e
dedicação à bombeira Amélia assim como a todos os elementos do
referido corpo.
No dia 22, domingo,
as comemorações tiveram lugar na cidade de Peniche. Após a
celebração da Eucaristia na
Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, em frente ao referido
templo, o celebrante, Pe. José Luís Guerreiro, ajudante de comando,
procedeu a bênção de três viaturas, duas das quais, ambulâncias,
foram apadrinhadas pelos "Bombeiros do Ano" Rui Pedro
Leitão Gomes e José António Lopez Rodrigues, e um auto-tanque
pesado, em que foi padrinho o secretário da direcção, José
Joaquim Vitorino Pedrosa. Toda a comitiva, bem como os soldados da
paz, regressaram ao
quartel depois das cerimonias no Cemitério Municipal de Santana,
junto ao talhão dos bombeiros
falecidos, onde foi depositada uma coroa de flores e prestadas as
honras fúnebres habituais pelo
corpo de bombeiros e a fanfarra que acompanha a instituição em
casos especiais. O momento alto das
comemorações culminou com a habitual sessão solene, depois das
formalidades em que o presidente
da assembleia geral, António José Leitão, abriu a sessão. De
seguida, o comandante-interino,
Francisco Zaragoza, leu a ordem do dia, seguindo-se a atribuição de
medalhas por assiduidade, aos membros dos órgãos sociais e
bombeiros, de harmonia com os anos de serviço de cada um. Assim,
foram entregues medalhas de cobre, prata e ouro, respectivamente aos
que tinham 5, 10, 15 e 20 anos. A medalha de 5 anos foi entregue ao
bombeiro Paulo Jorge Valverde; de 10 anos ao secretário da
assembleia geral, Carlos Jorge Amaral Domingos, e ao bombeiro Nuno
Miguel Leitão. Medalha de 15 anos aos bombeiros Paulo Ablum Santana
e António Fernandes, e, ainda, ao motorista Virgolino Ferreira; de
20 anos ao sub-chefe Vítor Pedro Pereira e aos bombeiros José
Manuel Pereira, José António da Silva e José António Mendonça.
Na mesma cerimonia foram entregues as medalhas aos Bombeiros do Ano e
ao sota-patrão Jacinto Neves (ISN), pela sua arrojada acção
demonstrada em salvamentos no ano de 1996, bem como a entrega da
medalha de honra do município, em ouro, ao presidente da direcção
da associação, Júlio Alberto São Bento Correia, pelo presidente
da Câmara Municipal, João Augusto Tavares Barradas, que fez a
entrega da medalha igual ao comandante da corporação, Jacinto
Teodósio Ribeiro Pedrosa, cumprindo assim uma
deliberação camarária do ano anterior.
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quarta-feira, março 19, 2014
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