segunda-feira, maio 12, 2014

Soldados da Paz com Sede em Peniche Parte XII (Década de 2000-2009)

Texto:Fernando Engenheiro

ANO 2004
Mais um ano que se aproximava e logo nos primeiros dias de Junho começaram os preparativos para o 75° aniversario dos Bombeiros Voluntários de Peniche (BVP), que se celebrou no dia 20 com a presença do ministro da Administração interna, presidente do Serviço Nacional de Bombeiros, Protecção Civil, governador civil do distrito de Leiria, presidente da Câmara Municipal de Peniche, coordenador distrital de Operações de Socorro, para além de outras individualidades convidadas, que quiseram honrar a colectividade com as suas presenças.
Para festejarem as bodas de diamante dos BVP, realizou-se a 12 de Junho nesta cidade um desfile de fanfarras com inicio as 15h00 no largo junto ao tribunal e a terminar em frente do quartel, onde se encontravam responsáveis pela direcção da associação e comando do corpo de bombeiros, para além de um considerável número de espectadores que apreciaram e aplaudiram a actuação dos respectivos intervenientes. A população ao longo do percurso deu o seu apoio e manifestou-se satisfeito com a realização deste evento. Desfilaram pela seguinte ordem as fanfarras das associações Cadaval, Caneças, Ourém, Seixal, Nazaré, Benedita, Vila Franca de Xira, Alcanena, Torres Novas, Bombarral, Marinha Grande, Rio Maior, Carcavelos/São Domingos de Rana, Leiria e Caldas da Rainha. A encerrar a efeméride desfilou a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peniche que fechou com chave de ouro este feliz acontecimento.
No próprio dia festivo (20 de Junho) a corporação celebrou a efeméride com um conjunto de actividades, entre elas a inauguração de uma nova Sala de Planeamento e Operações, uma helipista, bem como ocorreu o baptismo de uma nova ambulância. O ponto alto das celebrações foi a sessão solene evocativa do aniversario, cerimonia que foi presidida pelo ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes. Por último, refira-se que nesta sessão solene, o comando procedeu a condecoração de alguns bombeiros com medalhas de ouro e prata, para além de promover diversos soldados da paz de aspirantes a bombeiros.
No mesmo ano, a partir de Outubro, os BVP passaram a ser dotados de um novo grupo energético e respectivas ferramentas para 0 seu veiculo de salvamento e assistência técnica. O equipamento, no Protecção Civil, constituindo uma mais-valia para o socorro as populações, vindo assim suprir uma lacuna que se verificava há já alguns meses, desde a avaria, sem reparação possível, do anterior equipamento, já na época com duas décadas de uso.

Ano 2005
Mais uma sumptuosa festa decorreu no dia 16 de Junho, data em que se comemorou o 76° aniversário da fundação dos BVP com pompa e circunstância. Dias depois, a população de Peniche e concelho teve conhecimento da inauguração, nas instalações do quartel, de um consultório médico na área da medicina geral administrada pelo médico José Correia Botelho de Sousa, beneficiando os sócios dos BVP numa redução de 10% sobre as consultas realizadas. Também no mesmo espaço passou a funcionar uma clínica de medicina dentaria, ortodentia (correcção de dentes) e implantes dentários, beneficiando também os sócios da instituição, tendo 21 disposição um rastreio gratuito assim como de uma redução de 10 % sobre os tratamentos a realizar.
Muito perto do fim deste ano comemorou-se o 10° aniversário da secção destacada dos BVP em Serra D’El-Rei. Para assinalar o acto que teve lugar na sede da secção destacada naquela vila no dia 18 de Dezembro, foi organizado um programa festivo que incluiu o toque da sirene, seguindo-se a formatura geral com toda a corporação dos BVP, incluindo a fanfarra com 0 seu traje de gala. Seguiu-se uma sessão solene onde estiveram presentes o vice-presidente da Câmara Municipal de Peniche, Delfim Campos, presidente da Junta de Freguesia de Serra D’El-Rei, Jorge Amador, e outras entidades civis.
Ainda durante esta sessão solene foi anunciada a entrega de uma viatura, marca ‘Unimog' para combate aos fogos, por Mário Monserrate, vice-presidente da direcção dos BVP.

ANO 2006
Logo nos primeiros dias do mês de Janeiro de 2006, o governador civil de Leiria distribuiu equipamentos de protecção individual a todas as associações humanitárias de bombeiros voluntários do distrito, numa cerimonia que se realizou no salão nobre do Governo Civil e que contou com a presença do governador José Miguel Medeiros, do comandante operacional distrital José Manuel Moura e comandantes das associações de bombeiros voluntários de todo o distrito. Estes equipamentos oferecidos pelo Governo eram necessários ao combate de incêndios e a outras situações de emergência, englobaram casacos, calças, capacetes, máscaras para aparelho respiratório e aparelhos respiratório-carbono e representaram um apoio global no valor de 65.628 euros. À Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche, foram oferecidos oito casacos de protecção individual - tipo ‘nomexf'. A distribuição dos equipamentos foi definida tendo em consideração as necessidades especificas de cada corporação, após um levantamento realizado pelo Centro Distrital de Operações de Socorro.

Pouco mais há a destacar durante este ano que mereça maior apreço, a não ser o costumado aniversario, o 77°, realizado na data própria, tendo sido recordados todos aqueles que trabalharam em prol do bem a favor daquela instituição humanitária.

ANO 2007
Durante este ano realizou-se a nova campanha de angariação de sócios com o objectivo de atingir os 10 mil associados, pois a instituição contava até final do ano anterior com o apoio de sensivelmente 6.000 sócios, dos quais 4.000 mantinham as quotas regularizadas. A instituição sempre contou com o apoio e sensibilidade em especial da nossa população de Peniche e seu concelho para uma causa que é de todos e para todos.
Honrando a memoria do chefe-equiparado Pedro Manuel da Trindade Pinto Gomes, falecido a 29 de Maio de 2007, foi aprovado por unanimidade, neste ano em curso, não se realizarem as festividades do 78° aniversario na data própria, 16 de Junho, tendo em consideração o espaço curto do falecimento daquele membro, lutador permanente para 0 engrandecimento da instituição humanitária, pois nesta data encontravam—se de luto todos os membros que constituíam aquele órgão de paz e amor pelo próximo.

AN0 2008
Os estatutos da ABVP, aprovados na assembleia geral realizada no dia 14 de Dezembro de 2002, pese embora estarem em vigor de então para ca até a presente data, não foram elaborados segundo as normas legais então vigentes, ou seja, os estatutos redigidos para substituir os iniciais, datados de 8 de Setembro de 1932 e aprovados pelo Governo Civil de Leiria, em 23 do mesmo mês, não foram objecto de escritura publica, e por esse facto, não foi nem é possível obter a legalização dos mesmos através da Conservatória do Registo Comercial e Predial de Peniche. Entretanto, têm servido de norma para todos os actos de administração, fiscalização e supervisão dos órgãos sociais. Detectada a anomalia, havia agora que regular estes estatutos por não terem sido objecto de escritura pública e consequentemente registados na competente Conservatória do Registo Comercial.
A mesa da assembleia geral, a direcção e o conselho fiscal da AHBVP tornaram público que todos os associados pediam, requerendo a partir da publicação do aviso datado de 19 de Maio de 2008, consultar o projecto dos novos estatutos, elaborados de harmonia com as disposições contidas no Decreto Lei n°. 32/2007, de 13 de Agosto, cujos exemplares se encontravam patentes na secretaria-geral e nos locais onde habitualmente são afixadas as notas informativas. Assim, em assembleia geral extraordinária realizada no dia 13 de Agosto de 2008, no seguimento das decisões tomadas numa outra assembleia geral ordinária, realizada no dia 28 de Março de 2008, no que respeita a alteração dos estatutos daquela associação, em conformidade com as normas contidas na lei acima citada e porque se encontra elaborado o competente projecto, cujo contendo esteve exposto nos locais próprios, para exame de todos os associados e obtenção de eventuais reparos ou sugestões, reuniu com a seguinte ordem de trabalhos ponto 1 - Apreciação, discussão e votação do projecto de estatutos, contendo a reforma das normas estatuárias, de harmonia com o mencionado decreto; ponto 2 - Votação da ‘delegação de poderes e conferir a representantes dos actuais órgãos sociais, para intervir na necessária escritura pública e em todos os actos anteriores, para a completa regularização dos novos estatutos. Finalmente, na assembleia geral extraordinária realizada no dia 6 de Setembro foram aprovados os estatutos a que aquela associação humanitária se passou a reger.
As cerimónias do aniversario desta instituição humanitária não foram esquecidas nestes meus apontamentos, agora a comemorar os 79 anos de existência ao serviço do bem comum, cuja efeméride teve lugar na data própria de 16 de Junho e outros dias próximos ao fim-de-semana que se seguiu.

ANO 2009
Decorria o mês de Janeiro daquele ano em que se realizaram as eleições para os órgãos sociais da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria para o triénio de 2009/ 2011. Foram eleitos para presidente da mesa da assembleia geral, José Maria Oliveira Ferreira (Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mos); para presidente da direcção, Nélio José Gomes (Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pataias) e para presidente do conselho fiscal, José Jorge da Franca (Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Bombarral). Para vice-presidente da direcção foi eleito Reinaldo Alberto Ramos Gomes (Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Peniche). Assim, depois da saída do comandante Jacinto Pedrosa, esta instituição voltou a ter assento nos órgãos da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria.

Obedecendo ao cumprimento estipulado ainda nos primeiros estatutos, tiveram lugar no dia 16 de Junho de 2009, as comemorações dos 80 anos ao serviço da comunidade dos soldados da paz. A efeméride foi assinalada com um conjunto de iniciativas, no domingo, dia 21 de Junho, dia em que os bombeiros saíram a rua em ambiente de festa. O programa de comemorações iniciou-se no dia 20 de Junho, sábado, com a exposição de viaturas antigas da corporação, em pleno centro da cidade, na Praga Jacob Rodrigues Pereira, num convite a população para conhecerem de perto o espólio do núcleo museológico da associação, e que pode ser visitado nas instalações da nova unidade. No domingo, dia 21, decorreram as celebrações oficiais, com a celebração de uma missa em homenagem a todos os bombeiros, seguindo-se uma romagem ao Cemitério Municipal de Santana, onde foi prestada homenagem póstuma a todos os soldados da paz já falecidos. Seguiu-se outro dos momentos altos das comemorações, com o desfile pelas principais ruas da cidade, com a fanfarra da associação, bombeiros e frota da corporação, com especial destaque para algumas viaturas antigas, carros que, de acordo com o presidente José Augusto Silva Rosa, foram recuperados pela instituição, veículos que vieram assim enriquecer o património desta instituição humanitária.
As comemorações incluíram ainda uma sessão solene nas instalações do quartel, em que se realizaram os tradicionais discursos alusivos a efeméride e se procedeu a entrega de medalhas de assiduidade aos soldados da paz de Peniche.
Presentes nesta cerimonia, para além dos bombeiros, familiares e amigos, estiveram ainda representantes das diversas entidades oficiais, desde o Governo Civil de Leiria, Liga Portuguesa de Bombeiros, Autoridade Nacional de Protecção Civil e Município de Peniche, entre outras entidades. Neste dia de festa, os responsáveis pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Peniche aproveitaram a ocasião para, publicamente, fazerem um agradecimento, a todas as pessoas, instituições, empresas e cidadãos em geral, que "têm contribuído, ao longo dos anos, para o crescimento desta importante instituição do concelho de Peniche”.


Soldados da Paz com Sede em Peniche Parte XI (Década de 2000-2009)

Texto:Fernando Engenheiro 
ANO DE 2000
Decorriam os primeiros meses do ano 2000, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche pretendia agora alterar os seus estatutos atendendo aos obstáculos que depararam em determinados assuntos a resolver, por não estarem adequados aos tempos presentes para aquela época. Foi elaborado pelos órgãos sociais da ABVP, um projecto de alteração dos estatutos, cuja apreciação e votação ocorreu em assembleia geral extraordinária que se realizou em 12 de Maio daquele ano, já com as informações que se encontravam a disposição dos associados na secretaria da colectividade, nos exemplares do referido projecto de alterações e dos estatutos vigentes.
No mesmo ano realizaram-se, na altura própria, a 16 de Junho, as costumadas comemorações, agora os 71 anos de existência da associação. A tradição manteve-se com a alvorada, com os três toques que soaram da sirene, a romagem ao cemitério, a missa na Igreja Paroquial de São Pedro e a sessão solene no quartel da corporação, onde se destacou a entrega de medalhas de cobre, prata e ouro aos diversos elementos, por antiguidade que constituem aquela corporação.

ANO DE 2001 .
Em 2001, estava bem patente em todos os membros daquela instituição humanitária a ultima assembleia geral, considerada uma das mais participadas de sempre. A reunião então marcada ao abrigo dos estatutos realizou-se em Março, tendo por objectivo aprovar as contas do ano anterior da associação e eleger os novos corpos sociais, mas veio a ficar marcada pela discussão acesa sobre a forma como a direcção cessante geriu a associação. Com uma movimentação financeira que ultrapassava os 117 mil contos/ano, a ABVP tinha naquele momento cerca de 6 mil sócios, numero que demonstrava bem a grandeza da organização fundada há 72 anos.
Reunidos em plenário, os sócios presentes, entre sócios contribuintes e sócios/bombeiros e por isso membros da corporação, aprovaram por larga maioria (com oito obtenções) as contas de gerência da associação. Durante a reunião, os cerca de 60 associados que compareceram nesta assembleia aprovaram ainda a actualização do sistema de quotas, a aplicar a partir de 2002, através da fixação da quota mínima de um euro/mês, a contar a partir de 1 de Janeiro do ano seguinte.

Ainda no seguimento da ordem de trabalhos, o plenário elegeu os novos corpos sociais para o mandato (direcção, conselho fiscal e mesa da assembleia) tendo apenas sido apresentada uma única lista ao sufrágio. Assim, a maioria expressa da assembleia sufragou a única lista candidata, elegendo para presidente da direcção Evaristo da Silva Cavalheiro (secretário da antiga direcção), António José Leitão para presidente da mesa da assembleia geral e Armando Faria para presidente do conselho fiscal. Foi proposta 21 mesa a votação de um voto de confiança a direcção recém eleita, votação que foi esmagadora, com 48 votos a favor e apenas um voto contra.
Nesta assembleia foi ainda aprovado, por unanimidade, um voto de louvor ao anterior presidente da direcção, Júlio Alberto São Bento Correia, que pretendeu distinguir todo o trabalho desenvolvido por este dirigente a frente dos destinos da ABVP. De salientar ainda que desta assembleia geral saiu uma recomendação para a nova direcção e que apontava para a necessidade de alterar os estatutos vigentes, regras que datavam de 1932 e por isso careciam de actualização.
Aproximou-se o dia 16 de Junho, dia de festa para os soldados da paz de Peniche e o mundo que os rodeiam. A AHBVP comemorou nesse dia o seu 72° aniversario ao serviço da comunidade. Ao longo do dia, bombeiros, familiares, amigos e dirigentes da associação, entre muitos outros convidados, juntaram-se para assinalar mais um aniversario desta associação do concelho, com mais de seis mil sócios. Para além das cerimónias habituais, durante todo o dia, destaco uma sessão solene onde se aproveitou a efeméride para atribuir diversas medalhas de bronze, prata e ouro a bombeiros e dirigentes que se destacaram ao longo dos últimos anos na vida da corporação, para além de se proceder a cerimonia de recrutamento de novos cadetes a jovens bombeiros ao serviço da associação. Destaco também nesta sessão o reconhecimento público a ajuda do Município a esta associação, citando como exemplo, a oferta de uma nova ambulância, ao serviço da corporação e que simboliza um “grato presente" em dia de aniversario.
Como já vinha sendo costume decorreu a 18 de Agosto, num restaurante da nossa cidade, um jantar/ convívio em que participaram cerca de 70 pessoas, entre bombeiros, empregados e membros dos órgãos sociais da AHBVP. A iniciativa deste evento coube a comissão organizadora do encontro anual de confraternização dos BVP e órgãos sociais da associação, constituída por onze elementos do corpo de bombeiros dos quadros activos e de honra, que têm estatutos próprios, criada com o objectivo de confraternizar e homenagear um colega. Lembramos aqui que em 1999 foi homenageado o ajudante de comando Elísio Carriço. Neste convívio foram homenageados dois elementos que muito deram a esta associação pelo seu valioso trabalho e dedicação ao longo de vários anos, motivos destacados pelo comandante da corporação.
Tratou-se do ex-presidente da direcção, Júlio Alberto São Bento Correia e António Antunes dos Santos, este conhecido pelo ‘Toni'. A testemunhar a eleição de homenagem foi destinada, a cada um dos homenageados, uma salva de prata emoldurada, com inscrições pessoais de felicitações alusivas aos respectivos titulares. Não foi possível a presença de Júlio Alberto por já se encontrar em precário estado de saúde; sabemos que pouco tempo depois a vida o ceifou para sempre no nosso meio.

AN0 DE 2002
Com vista A criação do Núcleo de Mergulho do nosso distrito; para formar bombeiros mergulhadores com o objectivo de socorrer náufragos quando ocorrem acidentes ao longo da nossa costa, por indicação do Serviço Nacional de Bombeiros, através da Inspecção do Distrito de Leiria, realizou-se no dia 17 de Fevereiro o primeiro exercício do Plano de Operações de Mergulho.
Participaram neste exercício 21 bombeiros e três acompanhantes, também bombeiros, que navegaram até à ilha da Berlenga em sete botes, onde se exercitaram em algumas operações de mergulho, em representação das seguintes corporações de bombeiros do distrito: Peniche, Óbidos, Caldas da Rainha, São Martinho do Porto, Nazaré, Marinha Grande e Pombal. Após este acto de formação no mar e depois do regresso a terra, os bombeiros mergulhadores participaram também numa missão organizada com o fim de se fazer uma análise 51 forma como decorreu esta preparação, onde cada um teceu os comentários que lhes pareceu mais convenientes de modo a serem eliminadas lacunas no futuro em outros exercícios de mergulho. Predispuseram-se assim os nossos bombeiros a receber formação adequada de modo a poderem salvar vidas também no mar.
Aproximou-se o grande dia festivo daquela colectividade, dia 16 de Junho, data em que foi comemorado o 73° aniversario. A efeméride foi assinalada em ambiente de festa, com pompa e circunstancia, com as cerimónias habituais, onde incluiu a sessão solene no quartel da associação. A presidir a sessão estiveram o governador civil José Leitão, nosso conterrâneo, para além do presidente da Câmara Municipal de Peniche, Jorge Gonçalves, presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros, Duarte Caldeira, inspector e comandante distrital, entre muitos outros convidados. Nesta cerimónia simbólica de aniversário, o comando da corporação procedeu à entrega de varias medalhas a bombeiros distinguidos, bem como a diversas promoções de alguns soldados da paz que integraram a corporação, em que destaco os bombeiros agraciados com a medalha de ouro: Paulo, Nuno e Virgolino. Ficou marcado este aniversario com a prenda de uma viatura auto-escada oferecida pelo então emigrante em Franca, natural de Peniche, Mário Monserrate, perfeitamente operacional, viatura que foi transportada a partir de Franca, próximo de Paris, com a colaboração de uma corporação de bombeiros franceses.
Fez a entrega no decorrer da sessão o benfeitor Mário Monserrate acompanhado de sua família, a quem todas as entidades presentes agradeceram este gesto exemplar de servir o próximo.
Também meses depois, a direcção dos Bombeiros Voluntários de Peniche foi surpreendida com a oferta de uma ambulância a entregar oportunamente pela Caixa de Crédito Agrícola de Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche que veio reforçar o parque de viaturas do serviço de saúde da instituição humanitária, que lutava com bastantes dificuldades para obter uma nova unidade. Tratou-se de uma ambulância ‘Mercedes; modelo ‘Sprinter; de tecto alto e devidamente equipada para proporcionar um serviço de qualidade a quem dela viesse a necessitar.

ANO DE 2003
Foi já no final do mês de Março que a associação recebeu duas novas ambulâncias. Uma viatura foi destinada ao serviço de fisioterapia, montada com elevador para poder colocar nela os doentes em cadeiras de rodas, para além de ter ainda capacidade de transporte para mais cinco pessoas sentadas. Esta unidade foi adquirida em consequência da campanha de angariação de fundos levados a efeito, no ano transacto, na cidade de Peniche e zona rural. O seu custo foi de 35.929,05 euros. A outra viatura foi destinada, essencialmente, a evacuação de doentes do Hospital de Peniche para os hospitais centrais, a qual esta equipada com material adequado a doentes transportados em situações graves, com condições para serem acompanhados por médicos e/ou enfermeiros, consoante o estado do doente e a prescrição clínica. Esta unidade veio também proporcionar a prestação de um melhor serviço. O seu custo foi de 41.26153 euros e foi oferecida, como atrás foi referido, pela Caixa de Crédito Agrícola das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche.
Em Junho, a corporação assinalou o 74° aniversário. Do programa destaca-se a celebração da Eucaristia, a que presidiu o capelão nacional dos bombeiros, Pe. José Manuel, tendo a cerimonia sido animada pelo coro dos escuteiros locais que deu considerável relevo ao acto. Após este respeitável acontecimento, teve lugar em frente a Igreja Paroquial de São Pedro o baptismo de três viaturas que tinham sido postas recentemente ao serviço desta colectividade, solenidade realizada também pelo referido capelão. Uma viatura, como já tinha sido referenciada, destinada ao serviço de fisioterapia, oferecida pela população deste concelho, tendo apadrinhado o acto o presidente da Câmara, Jorge Gonçalves, na qualidade de representante do povo. Outra destinada para fazer evacuações de doentes do Hospital de Peniche para outros hospitais, oferta da Caixa de Crédito Agrícola de Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche, tendo sido padrinho Carlos Félix Charrinho, então director do Balcão de Peniche da referida instituição bancaria.
A terceira oferta, de Mário Monserrate e filho, seus padrinhos da viatura no acto do baptismo do referido veiculo. Seguiu-se a romagem ao cemitério onde foi colocada uma palma de flores, pelo presidente da Câmara, no talhão dos bombeiros, onde foram guardados momentos de meditação. No regresso ao quartel houve desfile apeado e motorizado, em que participaram os elementos da fanfarra e do corpo de bombeiros, com todas as viaturas da corporação, percorrendo algumas ruas principais da cidade. A sessão solene teve inicio as 12h00 com a entrega de medalhas a elementos do quadro de honra do corpo de bombeiros, a bombeiros do quadro activo, a um elemento da fanfarra e a um director. O responsável pela fanfarra, motorista auxiliar Pedro Gomes, recebeu as divisas equiparadas a chefe pelo seu desempenho na promoção da fanfarra que tem dignificado a associação em algumas actuações realizadas em determinadas localidades do país. Na mesma sessão foi feita a entrega do casaco anti-fogo ao governador civil, oferta do corpo dos bombeiros, atendendo ao interesse demonstrado pelo responsável nas linhas de combate a incêndios, onde era na altura visível a sua presença.


terça-feira, maio 06, 2014

quarta-feira, abril 30, 2014

PENICHE 1970 Porto de Pesca III


 http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt

PENICHE 1970 Porto de Pesca II


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Peniche 1970 Porto de Pesca


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terça-feira, abril 29, 2014

Forte de São João Baptista das Berlengas Anos 1930.....


 Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa
http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt

quinta-feira, abril 24, 2014

Soldados Da Paz com Sede em Peniche Parte X (Década de 1990 a 1999

Texto:Fernando Engenheiro 
ANO DE 1998
Foi no principio deste ano, mais propriamente a 17 de Janeiro, que teve lugar no Quartel dos BVP a cerimonia da tomada de posse de dois elementos desta corporação. Assim, foram empossados os chefes Vítor Pedro de Almeida Gonçalves Pereira e Carlos Alberto Remigio Garcia, respectivamente nos cargos de segundo comandante e ajudante de comando. Estiveram representadas a edilidade camarária, bem corno as mais diversas entidades concelhias civis e militares, além de representantes com ligações directas aos bombeiros portugueses. Os empossados, conscientes das suas novas atribuições, tornaram em consideração as referências elogiosas sabendo que, a partir daquele momento, lhes caiam novas responsabilidades. Também passados alguns dias, após 14 anos de desempenho das funções de conselheiro regional dos Bombeiros de Lisboa e Vale do Tejo, o comandante desta associação, Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, foi nomeado conselheiro superior dos Bombeiros Voluntários. Com esta nova nomeação, no topo dos órgãos que voluntariamente servem a causa dos bombeiros, ficara cumprida uma missão da qual bem se pode orgulhar.
Ao longo do ano de 1998, recordamos o aniversario festejado no dia 21 de Junho, que comemorou no dia 16 do referido mês, 69 anos da sua fundação. Teve como programa as cerimonias religiosas habituais, presididas pelo capelão da instituição humanitária, Pe. José Luís Guerreiro.
Foi prestada homenagem no Cemitério Municipal de Santana, tendo sido deposta uma palma de flores na campa que simboliza o bombeiro, cujo acto foi executado pelo presidente de Câmara Municipal, presidente da direcção e comandante.
Também o presidente da Junta de Freguesia de Serra de El-rei colocou uma palma de flores na campa da bombeira falecida em serviço em Agosto de 1996, Amélia Alexandre, quando prestava serviço na secção destacada naquela sede de freguesia. No salão de festas deu-se inicio a sessão solene que decorreu em ambiente festivo, a que assistiram bombeiros e seus familiares. No final foi servido um almoço volante no parque de viaturas do quartel. Meses mais tarde, a 4 de Outubro, realizou-se no salão nobre dos Paços do Concelho, uma reunião extraordinária onde foi efectuada a cerimonia da entrega da medalha de benen1e-réncia da Câmara Municipal, a titulo póstumo, a José António da Lídia Belo, tendo recebido a medalha das mãos do presidente da Câmara Municipal, Jorge Gonçalves, a viúva do benemérito, Lucília da Silva Salvador Belo.
Participaram na efeméride em representação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche e a convite da Câmara Municipal, Júlio Alberto São Bento Correia e Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, respectivamente, presidente da direcção e comandante da instituição.
Também no decorrer deste mês, no dia 18, realizou-se no Quartel dos BVP, uma cerimónia com o objectivo de serem efectuadas promoções a 35 bombeiros, após a prestação de provas com aproveitamento decorridas oportunamente. Deste modo, foram promovidos a subchefe, o bombeiro de 1° classe, António Sousinha Brás; a bombeiros de 1° classe, os seguintes bombeiros de 2° classe: José Antunes Alexandre, Nuno Miguel Leitão, Carlos Manuel Resende, Alexandre Miguel Barradas, José António Rodrigues e Rui Pedro Gomes. A bombeiros de 2° classe, os seguintes bombeiros de 3°classe: Rui Manuel Nobre, Rui Filipe Duarte, Carlos Manuel Marques, António Augusto Pinheiro, Eddy Leal Dias, Carlos Manuel Santos, Luís Miguel Florindo, David José Serafim, Nuno Alexandre Domingos, Telmo Filipe Moldes, Rui Alexandre Petinga, Rogério Paulo Henriques, António Manuel Viola, Paulo Jorge Pinho, João Carlos Fortunato e Susana Luísa Leal. A bombeiros de 3° classe: Bruno Alexandre Fortunato, Luís António Sousa, António Paulo Novo, Sandra Paula Pereira, Lucília Maria Henriques, Augusto José Costa, Nuno Luís Monteiro, Marco José Figueiras, Nuno Filipe Oliveira, Ana Rita Fernandes, Teresa Isabel Caetano e Ana Filipa Machado. A seu pedido e por reunir as condições necessárias, passa do Quadro Honorário ao Quadro Activo, o bombeiro de la. classe Paulo Fernando Leitão. Após este acto, que decorreu com muita ordem, seguiu-se uma série de intervenções em que foram oradores o comandante da corporação, o comandante da Zona Operacional, Sales Henriques, o representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, Carlos Baptista, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Gonçalves, que teceram algumas considerações elogiosas aos bombeiros pela sua dedicação a uma causa tão nobre, ao serviço do nosso concelho e do pais, quando chamados a intervir em situações de sinistros. Terminada a cerimonia teve lugar um almoço convívio onde confraternizaram bombeiros, convidados e dirigentes.
ANO DE 1999
Peniche e seu concelho estiveram em festa no dia 13 de Março de 1999 e não era caso para menos. Em pouco mais de três anos, a um sábado, é concretizado o grande sonho da associação para esta cidade e seu concelho. Naquela tarde procedeu-se a cerimonia do arrear das bandeiras do antigo quartel, pelo comandante em exercício Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, pelo graduado mais antigo Joaquim Rogério e pelo presidente da direcção Júlio Alberto São Bento Correia. Já pela tarde fora, com a presença do Presidente da Republica, Jorge Sampaio, acompanhado por altas personalidades civis e militares, entre as quais se encontrava o secretario do Estado da Administração Interna, Armando Vara, foi inaugurado o novo quartel, acto que se seguiu uma sessão solene.
Esta obra, iniciada a 3 de Maio de 1996 e concluída pouco tempo antes da sua inauguração, foi participada pela Câmara Municipal, por fundos estatais e população, esta última que deu a sua comparticipação 9.950.677$00 (até ao fim do ano de 1998). Desta verba, recordo aqui o exemplo da Escola Secundária de Peniche, dos seus alunos de Religião e Moral, com a entrega aos BVP para ajuda das obras do novo quartel ou para seu equipamento, da importância de 601.000$00.
Ao nível de quartéis de bombeiros, até então esta uma das melhores obras da nossa região, equipada com material adequado ao seu objectivo, com capacidade para ser apetrechada de meios técnicos para poder cumprir cabalmente a sua missão. Do seu Corpo de Bombeiros fazem parte um grupo de homens e senhoras vocacionadas para dar resposta as necessidades da população deste concelho, quer no que concerne a extinção de incêndios, quer no que se relaciona com a prestação de socorros a doentes e sinistrados. O emblema da associação colocado na fachada principal do novo quartel dos BVP é uma excelente pega de louça artística oferecida pelo seu autor, Álvaro José de Oliveira Mendes, de Caldas da Rainha, que assim com a sua arte e o seu meritório gesto, quis homenagear a terra natal de sua esposa, Maria José de Carvalho Nicolau de Oliveira Mendes. O edifício passou a marcar a sua presença com mais dignidade com aquela nobre peça estampada na fachada principal do edifício, símbolo dos bombeiros, designado por ‘Phénix' que corresponde o renascer das cinzas. Para o novo edifício, quiseram os nossos bombeiros seguir a antiquíssima tradição e praxe mundialmente difundida, adoptando um orago ou padroeiro de cariz religioso. Talvez por na sua biografia estar incluída a fama de um milagre na extinção de um incêndio urbano e pelas curas do mal ardente, a escolha recaiu em São Marçal, Bispo da Igreja. A Veneranda imagem deste doutor da Igreja encontra-se dentro do edifício do novo quartel, em lugar de destaque, tendo sido adquirida a titulo de oferta aos BVP pela Agência Funerária de Peniche, de Eugénio Margarido e Filhos. Mais um ano que passou após o Último aniversario ainda comemorado no edifício da Rua dos Bombeiros Voluntários (antiga Rua do Matinho) que ali funcionou durante 17 anos, nos anos que decorreram de 1972 a 1999. Deixamos para trás com saudades daquele espaço implantada a sua construção numa zona nobre da cidade.
Realizaram-se as cerimonias costumadas com a celebração da Eucaristia na Igreja Paroquial de São Pedro, presidida pelo capelão da corporação, Pe. José Luís Guerreiro. No final daquele acto religioso, o comandante Jacinto Teodósio Pedrosa, em nome da Liga Nacional dos Bombeiros, impôs a medalha de ouro, pelos 15 anos de serviço, ao Pe. José Luís Guerreiro. Logo de seguida, junto ao átrio da referida igreja, procedeu-se ao baptismo de três novas viaturas como sinal de um bom desempenho da missão e para um melhor serviço junto da comunidade, em todas as situações da vida. Estas viaturas são instrumentos ao serviço dos homens, de suas vidas e seus bens. A caminho da nova unidade, em cortejo, com os elementos da corporação e das viaturas, seguiu-se a sessão solene, onde se salientaram as deliberações da reunião de direcção em atribuir ao Parque de Viaturas das Ambulâncias o nome de Jorge dos Santos Carvalho, pelo acompanhamento técnico gratuito das obras do novo quartel e pela dedicação à corporação. A Sala de Comunicações foi atribuído o nome do ajudante Carlos Garcia, pela instalação de todo o equipamento da mesma.
Seguiu-se a atribuição de condecorações de assiduidade e tempo de serviço. Feita a chamada dos distinguidos procedeu-se a imposição das condecorações aos seguintes elementos: medalha de cobre com cinco anos de assiduidade: António Augusto Antunes Pinheiro (bombeiro de 2° classe); Eddy Leal Dias (bombeiro de 2° classe); Nuno Alexandre Castro Domingos (bombeiro de 2° Classe); Rui Alexandre Rodrigues Petinga (bombeiro de 2° classe); David José Dias Serafim (bombeiro de 2° classe); Luís Miguel Silva Nicolau (bombeiro de 3° classe); Manuel José Santana Rocha (bombeiro de 3° classe); Ricardo António Pinheiro Lourenço (bombeiro de 3° classe); Sérgio Paulo Sousa Martins (bombeiro de 3° classe); Nuno Jorge Santana Rocha (bombeiro de 3° classe) e Evaristo Silva Cavalheiro (secretario da direcção). A medalha de prata, com 10 anos de assiduidade, foi entregue aos seguintes bombeiros: Carlos Manuel Costa Resende e Alexandre Miguel Vicente Barradas, José António Carriço Lopez Rodrigues e Rui Pedro Leitão Gomes (bombeiros de 1°classe); Paulo Jorge Resende da Costa e Humberto Jorge Antunes Alexandre (bombeiros de 3°classe); Horácio Leandro Duarte (vogal da direcção). A medalha de ouro, com 15 anos de assiduidade, foi atribuída a: José Luís Santos Rodrigues (ajudante capelão); António Agostinho Godinho Coelho e Silva (ajudante médico); António Manuel Sousinha Brás (subchefe); Joaquim Livio Franco Nobre (bombeiro de 3° classe) e Júlio Alberto São Bento Correia (presidente da direcção). Por último, foi atribuída a medalha de ouro, com 20 anos de assiduidade, a: Carlos Alberto Remigio Garcia (ajudante de comando); Remigio Manuel Codinha Santos (bombeiro de 3° classe) e Pedro Manuel Trindade Pinto Gomes (Motorista auxiliar).
Foi a partir desta sessão solene que muitos elementos presentes tiveram conhecimento a titulo oficial daquilo que já algum tempo era conversa de caserna, a passagem do comandante Jacinto Teodósio Pedrosa ao Quadro Honorário. Os rumores concretizaram-se, ficando toda a unidade mais pobre com a saída daquela tão responsável personalidade, que tanto deu em prol do bem comum.
Na despedida das suas funções, o comandante Jacinto Pedrosa deixou bem claro um aviso, afirmando que enquanto viver e os bombeiros precisarem, estará sempre presente e ao seu serviço.
Apesar de ter passado ao Quadro Honorário, enquanto desempenhar as funções nos órgãos dos bombeiros, lutará sempre, como até a data, não deixando dizimar nem amachucar o associativismo e o voluntariado desta instituição que tão bons serviços têm prestado à região e ao país.
No fim deste acto, foi transmitida a deliberação da Liga dos Bombeiros Portugueses que, por reconhecimento dos serviços prestados, mesmo após a sua passagem ao Quadro Honorário, foi aprovada a atribuição do crachá de ouro ao ajudante de comando do Quadro Honorário, Joaquim Rogério, com uma grande ovação da assistência.
Havia agora que preencher aquele alto cargo da corporação. Pouco tempo depois, a ABVP congratulou-se com o novo elemento, Carlos Alberto Remigio Garcia, ajudante de comando, ao preencher o lugar vago do comandante daquela corporação, deixado pelo anterior, por motivos de doença, actividade que já vinha a exercer interinamente há já alguns meses, mostrando bem os seus vastos conhecimentos em especial no que respeita a casos de incêndios.
Ainda em 1999, também Peniche foi palco de uma concentração de bombeiros a nível nacional no dia 21 de Novembro, facto que honrou todos os responsáveis da instituição e penicheiros em geral. Tratou-se do IX Encontro Nacional dos Bombeiros do Quadro Honorário, encontro onde estiveram presentes cerca de 950 bombeiros de todo o pais, com três centenas de acompanhantes, aproximadamente, incluindo motoristas, convidados e elementos deste corpo de bombeiros, membros dos órgãos sociais, cujo número ascendeu a 1.400 participantes nesta festividade, que decorreu com dignidade e disciplina. Os participantes representaram 15 federações distritais do território continental, não tendo participado apenas as federações de Faro, Viana do Castelo e Vila Real. O convívio decorreu em ambiente de animação e amizade entre todos.

Antes de encerrar esta década, de 1990 a 1999, com todo o seu trajecto das mais diversas ocorrências passadas durante aquele espaço de tempo, há que lamentar a perda de alguns elementos que serviram as mais diversas atribuições desta instituição "Do Bem Fazer”, bem como outros estranhos ao corpo dos bombeiros, que de qualquer modo deram a sua contribuição. Assim, durante este período, partiu Eduardo José da Silva Gomes, bombeiro de 3°classe. Este soldado da paz quis antecipar a morte pelas suas próprias mãos a 1 de Janeiro de 1994, aos 21 anos, fazendo parte daquela corporação desde 12 de Julho de 1988. O seu corpo ficou em câmara ardente no salão do quartel da associação, tendo sido ali celebrada missa no dia 3, pelo ajudante de comando, Pe. José Luís Guerreiro. Foi prestada guarda de honra no quartel até a saída do corpo do malogrado bombeiro, para o Cemitério Municipal de Santana, onde foi sepultado em talhão privado dos Soldados da Paz. A corporação dos BVP viu ainda partir o subchefe António Filipe Neves, incorporado a 11 de Outubro de 1943, tendo falecido a 30 de Junho de 1994; chefe José Alexandre, incorporado a 10 de Novembro de 1956, falecido a 9 de Janeiro de 1995; director Nelson Rocha, entre 1974 e 1995, falecido a 21 de Junho de 1995. Todos jazem no talhão dos BVP no Cemitério de Santana. Em 1996, a bombeira de 3° classe, Amélia Maria Ferreira Alexandre, que pertenceu :1 Secção de Serra de El-Rei, viria a falecer, no dia 26 de Agosto, no Hospital de Santa Maria em Lisboa, na sequência de um trágico acidente, ocorrido no dia 24, pelas 12h00, na Estrada Municipal que liga o lugar de Serra de El-Rei ao de Casais de Mestre Mendo, na primeira curva no sentido Sul/Norte, quando ia combater um incêndio naquelas imediações. A falecida foi transladada do hospital para o quartel de Serra de El-Rei, onde foram celebradas as exéquias por sua alma. Seguiu para o Cemitério Municipal de Santana, em Peniche, onde foi inumada no talhão privado dos BVP. Não vou esquecer nesta mesma década, mais propriamente a 4 de Maio de 1994, o falecimento, na Austrália, para onde tinha emigrado, do grande benemérito que não esqueceu aquela instituição humanitária, José António da Lídia Belo, trasladado para o Cemitério Municipal de Santana, onde foi inumado a 15 de Maio de 1994.

quarta-feira, março 19, 2014

SOLDADOS DA PAZ coma Sede em Peniche Parte IX ( Década de 1990 a 1999 )

Artigo: Fernando Engenheiro
ANO DE 1996

A 22 de Março de 1996 realizou-se a assembleia geral da AHBVP, no salão de festas da sede da instituição, tendo o comandante Jacinto Pedrosa tecido algumas considerações elogiosas acerca da pessoa que durante 19 anos, de forma digna responsável, assumiu a presidência da assembleia geral, tendo demonstrado apego e grande dedicação a causa a que se entregou totalmente patenteando franca amizade aos bombeiros da sua terra. Ao ser convidado para continuar a exercer o cargo que vinha ocupando, nitidamente comovido, declinou o convite. Trata-se do grande amigo desta casa, Francisco Mamede Cardoso Júnior, para quem foi proposto um voto de louvor, que mereceu aprovação unânime com aclamação.
Empossada a nova direcção, o novo presidente, Júlio Alberto São Bento Correia, congratulou-se com a entrada de novos elementos, designadamente, António José Barradas Leitão, João Fernando Correia Costa Vargas e Humberto João Prioste Bruno Machado, a quem desejou o gosto e empenho por esta casa, digna da maior dedicação e aprego de todos os penichenses.
Meses depois, jé então com a nova direcção em plena actividade, continuaram, a exemplos dos anos anteriores, a comemorar mais um aniversario desta brilhante instituição humanitária, que comemorou os 67 anos de idade a 16 de Junho de 1996. Assim, a direcção e o comando levaram a efeito a comemoração de mais um aniversario. Do programa, ainda na memoria de muitos, destacamos na véspera do aniversario, dia 15, em Serra d'El-Rei, localidade onde foi montado um simulacro em que se deitou fogo a uma viatura, tendo sido executados os trabalhos inerentes a extinção do incêndio provocado e simulado o salvamento das pessoas hipoteticamente envolvidas no sinistro. Colaboraram nestes exercícios os bombeiros adstritos à secção destacada na localidade serrana.
No dia seguinte, com poucas alterações dos anos anteriores, seguiram-se o cortejo ao Cemitério Municipal de Santana com os elementos que compõem o corpo de bombeiros e fanfarra.
Seguiu-se o cortejo pelas ruas principais da cidade, direito à Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, onde foi celebrada a Eucaristia pelo reverendo ajudante do comando, Pe. José Luís Guerreiro, que efusivamente referiu, na homilia, a importância dos bombeiros numa terra e a acção por eles desenvolvida que se considera bastante meritória, arriscando, por vezes, a própria vida para salvar a vida do seu semelhante. Terminado o acto religioso, seguiu-se a sessão solene no salão de festas da sede da ABVP.
No decorrer das cerimonias salientou-se um louvor a dois bombeiros que, meses antes, salvaram dois surfistas em perigo de vida no mar da Praia do Baleal. Com a agressividade do mar, retratada por uma ondulação de seis a sete metros, era já imprevisível conseguir-se o salvamento daqueles jovens de 16 e 17 anos, que, com destreza e desconhecimento do perigo a que se impuseram quando praticavam desporto em condições tão negativas. Alertado o Quartel dos Bombeiros de Peniche, cerca das 12h30 do dia 7 de Janeiro de 1996, com rapidez, todo o pessoal com material e equipamento necessários, se fez deslocar para as praias mais próximos dos surfistas, entre Peniche de Cima e Baleal, onde dois dos três jovens se afastavam mais da praia, correndo o risco de se esmagarem contra as rochas. Foi então que os bombeiros José António Lopez Rodrigues, de 22 anos, e Rui Gomes, de 24, largaram o bote a água, com muita dificuldade, devido a violência do mar, acompanhados do sota-patrão, Jacinto Neves, em serviço no Instituto de Socorros a Náufragos, com sede em Peniche. Algum tempo depois, os dois bombeiros foram distinguidos com o prémio ’Bombeiro do Ano - Diário de Noticias' tendo sido seleccionados por um júri constituídos pelo major Júlio Gomes (Serviço Nacional de Bombeiros), Anselmo Silva (Liga dos Bombeiros Portugueses), Isabel Rodrigues e Fernando Pires (Diário de Noticias). A referida distinção foi entregue numa festa realizada no dia 4 de Fevereiro no Espaço 2-A Aguiar de Alpoim, em Lisboa, como consta de um diploma, bem como foi atribuído um prémio com o valor monetário global de 250 mil escudos, a dividir igualmente pelos dois.
Na sessão solene foram colocadas divisas e entregues machados a 28 bombeiros que aguardavam promoção, por outros elementos do corpo de bombeiros e familiares, em casos especiais. e a seu pedido. Também foram colocadas medalhas por assiduidade a bombeiros graduados e membros dos órgãos sociais da associação medalha de cobre aos que se dedicaram há mais de 5 anos; de prata, aos que permanecessem há mais de 10 anos; de ouro, aos que perfizeram 15 anos; e ainda de ouro aqueles que têm mais de 20 anos de dedicação a instituição.
A Câmara Municipal de Peniche tinha em conta a comparticipação a dar aquela instituição, durante o decorrer das obras do novo quartel em construção na Avenida do Porto de Pesca. Para isso tinha necessidade de por em andamento o loteamento de terrenos municipais na Prageira (Avenidas do Porto de Pesca e Monsenhor Manuel Bastos de Sousa) para construções particulares, a fim de obter fundos, para satisfazer o que ficou acordado em reunião camarária e que pouco tempo depois satisfez a deliberação em causa.
Também no decorrer deste ano, o comandante Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, pela sua valentia e o seu bairrismo a terra que abraçou, levou-o ao longo do seu voluntariado ao serviço dos Bombeiros Voluntários de Peniche a ser reconhecido pelas mais diversas entidades oficiais pelos relevantes serviços prestados à instituição.
Na cidade das Caldas da Rainha, entre os dias de 23 a 27 de Outubro de 1996 teve lugar a realização do XXXVI Congresso Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses.
No último dia decorreu a cerimónia em que foi condecorado aquele ilustre comandante desta corporação com o crachá de ouro, por relevantes serviços prestados à nobre causa dos Bombeiros Portugueses. Segundo o artigo 3° do Regulamento de Condecorações, o crachá é destinado a galardoar serviços altamente relevantes, de carácter eminentemente geral e de incontestável contributo para a causa dos Bombeiros. Este alto galardão foi colocado pelo Chefe da Casa Militar, general Faria Leal, em representação do Presidente da República. Também a Câmara Municipal, poucos dias depois, quis vincular mais uma vez a sua gratidão, deliberando em reunião de 4 de Novembro de 1996, atribuir aquela personalidade a medalha de honra do Município de Peniche, cunhada em ouro, com as seguintes razões para o fazer, que foram presentes na mesa da reunião, em que fundamentou aquela atribuição: As funções que o Senhor Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa exerceu como Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria, durante 10 anos, prestigiando a instituição perante o País; As funções que exerceu como Conselheiro Regional dos Bombeiros da Região de Lisboa e Vale do Tejo, durante 10 anos; A atribuição do mais alto galardão da Liga dos Bombeiros Portugueses, o crachá de ouro, concedido ao Senhor Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, pela sua dedicação, pela forma desinteressada como do longo da sua vida defendeu os valores do Humanismo e da Solidariedade; A dedicação que do longo dos últimos 25 anos, vem prestando à Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche, quer como seu dirigente, quer como Comandante do seu Corpo de Bombeiros e por conseguinte do Concelho de Peniche; Considerando que à Autarquia, como representante do Povo deste Concelho, compete o reconhecimento e o agradecimento público pela devoção do trabalho desenvolvido em prol da Sociedade pelo Senhor Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa’
ANO DE 1997
Decorre já desde 0 principio desta década a campanha de angariação de fundos para a construção do novo quartel na Avenida do Porto de Pesca a tornejar para a Rua da Ponte Velha. Embora a construção desta obra tivesse inicio em Maio de 1996 estava prevista a sua conclusão para Novembro de 1997, 0 que não aconteceu. O seu valor foi orçado em cerca de 200 mil contos, o que na prática, não é difícil de crer, que este montante se elevaria em algumas dezenas de milhares de contos. Foi sempre com optimismo que foram conseguidas verbas para a sua conclusão, em termos de construção civil. Tínhamos também a certeza que o edifício carecia de equipamentos adequados a sua estrutura, cujos custos também foram avultados, ficando a cargo do Município de Peniche todo o seu recheio. Foi esta obra subsidiada pelo Estado através do PIDDAC - Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, segundo protocolo assinado, bem como pela Câmara Municipal, sempre pronta no que estava ao seu alcance, na sua contribuição. Para além dos apoios públicos, um benfeitor legou aos bombeiros da terra um donativo de 30.000 contos. Foi concretamente o nosso saudoso amigo José António da Lidia Belo.
As direcções à frente dos destinos daquela instituição humanitária enviaram esforços no sentido de angariarem fundos, através de acções tendentes a recolha de dinheiro que fez rentabilizar, através de uma conta bancária especifica com o objectivo de o aplicar nas obras do quartel. Citamos, entre outros donativos, a receita do Festival da Sardinha no Verão de 1995, uma percentagem na exploração dos parcómetros e nas receitas do parque de estacionamento do Baleal. Não obstante as actividades desenvolvidas, em prol de uma causa comum a todos os cidadãos, também os munícipes deste concelho deram o seu contributo para que a obra se concretizasse.
Ainda em 1997, alguns bombeiros da corporação de Peniche participaram num curso de Técnicas de Resgate em Montanhas que decorreu no período compreendido entre 15 de Fevereiro e 9 de Março, com aproveitamento.
Este curso teve a finalidade de proporcionar o resgate de vitimas em falésias e fogos, o que veio a ser mais um meio de intervenção na resolução de tais situações sinistras.
Foram feitas algumas instruções na nossa costa, tendo a prova final sido realizada junto ao Cabo Carvoeiro, a qual se realizou com êxito.
Em Março do mesmo ano, o comandante Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa foi mais uma vez homenageado, a 27 de Março de 1997, no Hotel Atlântico Golfe em Peniche/Consolação, onde lhe foi prestada homenagem pelo Rotary Clube de Peniche. Nesta distinção foi posto em destaque o empenho e dedicação que o comandante Pedrosa, ao longo da sua vida, nunca regateou a causa pública, não só nas suas funções de bombeiro mas também nas numerosas outras tarefas de serviço à comunidade em que se empenhou.
Meses mais tarde, a AHBVP comemorou o seu 68° aniversário no dia 22 de Junho. Como vem sendo hábito, esta efeméride assinalou de forma simplista, mas muito significativa, mais um ano de dedicação à causa pública por parte da direcção, comando e corporação da instituição. Por outro lado, consideraram importantes os seus responsáveis proporcionar anualmente uma festa que dê oportunidade ao convívio e fraternidade de todos os componentes desta dedicada família de bombeiros, pela sua abnegação e espírito de sacrifício que, voluntariamente, se entrega a uma causa tão sublime e que se traduz no lema bem conhecido: “Vida por vida”.
Do programa do aniversário, destacamos: no dia 21, sábado, durante a manhã foram descerradas duas Lápides.
Uma no quartel em Serra d’El-Rei, com a homenagem a titulo póstumo A bombeira de terceira classe, falecida em Agosto do ano anterior, quando ia apagar um incêndio nas imediações de Ferrel, Amélia Maria Ferreira Alexandre. O parque de viaturas da secção serrana ficou com a designação do seu nome. Perante formatura geral do corpo de bombeiros e fanfarra, o presidente de Câmara Municipal de Peniche, João Augusto Tavares Barradas, convidou o viúvo da saudosa bombeira a fazer 0 descerramento da lapide. Usou da palavra Jacinto Pedrosa, na qualidade de comandante da corporação, preferindo algumas palavras de muito apreço e dedicação à bombeira Amélia assim como a todos os elementos do referido corpo.
No dia 22, domingo, as comemorações tiveram lugar na cidade de Peniche. Após a celebração da Eucaristia na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, em frente ao referido templo, o celebrante, Pe. José Luís Guerreiro, ajudante de comando, procedeu a bênção de três viaturas, duas das quais, ambulâncias, foram apadrinhadas pelos "Bombeiros do Ano" Rui Pedro Leitão Gomes e José António Lopez Rodrigues, e um auto-tanque pesado, em que foi padrinho o secretário da direcção, José Joaquim Vitorino Pedrosa. Toda a comitiva, bem como os soldados da paz, regressaram ao quartel depois das cerimonias no Cemitério Municipal de Santana, junto ao talhão dos bombeiros falecidos, onde foi depositada uma coroa de flores e prestadas as honras fúnebres habituais pelo corpo de bombeiros e a fanfarra que acompanha a instituição em casos especiais. O momento alto das comemorações culminou com a habitual sessão solene, depois das formalidades em que o presidente da assembleia geral, António José Leitão, abriu a sessão. De seguida, o comandante-interino, Francisco Zaragoza, leu a ordem do dia, seguindo-se a atribuição de medalhas por assiduidade, aos membros dos órgãos sociais e bombeiros, de harmonia com os anos de serviço de cada um. Assim, foram entregues medalhas de cobre, prata e ouro, respectivamente aos que tinham 5, 10, 15 e 20 anos. A medalha de 5 anos foi entregue ao bombeiro Paulo Jorge Valverde; de 10 anos ao secretário da assembleia geral, Carlos Jorge Amaral Domingos, e ao bombeiro Nuno Miguel Leitão. Medalha de 15 anos aos bombeiros Paulo Ablum Santana e António Fernandes, e, ainda, ao motorista Virgolino Ferreira; de 20 anos ao sub-chefe Vítor Pedro Pereira e aos bombeiros José Manuel Pereira, José António da Silva e José António Mendonça. Na mesma cerimonia foram entregues as medalhas aos Bombeiros do Ano e ao sota-patrão Jacinto Neves (ISN), pela sua arrojada acção demonstrada em salvamentos no ano de 1996, bem como a entrega da medalha de honra do município, em ouro, ao presidente da direcção da associação, Júlio Alberto São Bento Correia, pelo presidente da Câmara Municipal, João Augusto Tavares Barradas, que fez a entrega da medalha igual ao comandante da corporação, Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, cumprindo assim uma deliberação camarária do ano anterior.

sábado, março 15, 2014

Soldados da Paz com sede em Peniche Parte VIII (década de 1990 a 1999)

Texto: Fernando Engenheiro
ANO DE 1994
Neste ano, mais uma fornada de novos soldados da paz aderiu ao corpo de bombeiros desta associação humanitária cerca de uma dezena de novos elementos. Estes rapazes, conscientes da necessidade de aumentar e rejuvenescer os efectivos, disponibi1izaram para servir uma causa tão sublime que foi reconhecida ao longo das suas nobres actividades par toda a população do nosso concelho. Assim, estes voluntários frequentaram a escola, onde receberam formação para serem admitidos coma bombeiros de terceira classe, tendo obtido aproveitamento, os quais passaram a pertencer ao Quadro Activo. Para simbolizar a efeméride, a direcção e comando promoveram uma cerimónia, que teve lugar a 23 de Janeiro de 1994, com a recepção às entidades com guarda de honra e uma sessão solene, onde, no decorrer da cerimónia das promoções, foram entregues aos novos bombeiros, machados e capacetes, par graduados e convidados, tendo sida chamados os seguintes elementos: Nuno Fernando Santos, cujas divisas lhe foram colocadas pela subchefe Joaquim Miguel; Luís Miguel Nicolau, recebeu divisas do subchefe Vítor Pedra; Carlos José Machado, com divisas colocadas pelo bombeiro de 2° classe José Manuel Reis; Eddy Leal Dias, recebeu as divisas do bombeiro José António Lopez; Josefino Conceição Soares, do subchefe Zaragoza; Jorge Filipe Caetano, pelo subchefe Malheiros; Manuel José Rocha, pela subchefe José Jorge; Fernando José Miranda, pela bombeiro de 2 classe Marçalo; António Augusto Pinheiro, pela ajudante do Quadro Honorário Joaquim Rogério; e João Fernando Baptista, que recebeu as divisas do chefe do Quadro Honorário José Alexandre.
Nesta cerimónia foi também promovido a subchefe o bombeiro de 1° classe Carlos Alberto Remigio Garcia, cujas divisas foram colocadas por Joaquim Barradas Leitão, vice-presidente desta associação.
Foi ainda promovido a chefe o até então subchefe Zaragoza, tendo as divisas sida colocadas pelo comandante Sales Henriques, de Caldas da Rainha. Proposto e homologado pela Inspecção Regional de Bombeiros de Lisboa e Vale do Tejo (IRBLVT) para o posto de ajudante de comando, o chefe Zaragoza, colocou as divisas o presidente da Assembleia Municipal, António José Leitão.
Também proposta e homologada pela IRBLVT para o posta de segundo-comandante, o ajudante de comando Francisco Sarreira, colocou as divisas o presidente da Câmara Municipal, João Augusto Tavares Barradas. Durante a sessão usaram da palavra os comandantes Sales Henriques, Jacinto Pedrosa e, ainda, o presidente da Câmara. Encerrou a sessão o presidente da Assembleia Geral.
A 21 de Abril de 1994 foram adquiridas duas ambulâncias com o patrocínio da Câmara Municipal e do Serviço Nacional de Bombeiros, uma delas para substituir outra que não oferecia as melhores condições. A segunda veio preencher uma lacuna que existia no parque de viaturas, dado que esta corporação não dispunha de ambulância que possibilitasse o transporte de doentes em cadeiras de rodas. Esta viatura foi dotada de um sistema hidráulico instalado na retaguarda, que permitiu a prestação de mais um serviço a tais deficientes.
A Câmara Municipal de Peniche, em sua reunião de 14 de Junho de 1994, apresentou uma carta, com a referência 144/D/94, de 7 de Junho, da Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche, remetendo fotocópia da acta da reunião da sua direcção realizada em 5 de Maio último, na qual é referido que a viúva de José António da Lidia Belo a informou de que o seu marido, recentemente falecido, deixou àquela associação um donativo 30.000.000$00 (trinta mil contos) para ser aplicado no novo quartel, a construir logo que possível. Propõe, ainda que a Câmara Municipal distinga, como melhor julgar, aquele conterrânea, de modo a ser perpetuada a sua nobre acção. Trocadas impressões, considerando que este penichense, emigrante na Austrália, apesar de enorme distância física que o separava da sua terra natal, nunca a esqueceu, apoiando financeiramente, em diversas ocasiões e de forma significativa, a Associação dos Bombeiros Voluntários e do Lar de Santa Maria, comportamentos que importa realçar e reconhecer publicamente, a Câmara deliberou, por escrutino secreto, par unanimidade, atribuir-lhe, a titulo póstumo, a Medalha de Mérito Municipal de Benemerência cunhada em prata dourada.
Também dias antes, a 7 de Junho, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche convocou nos termos das disposições estatutárias, a assembleia geral extraordinária, a fim de reunir na sede, pelas 21h30 no dia 25 desse mês para, em conformidade com os estatutos, deliberar, sob proposta da direcção, a fim de eleger, como sócio honorário a título póstumo, José António da Lídia Belo, falecido na Austrália a 4 de Maio deste ano e sepultado em Peniche no cemitério Municipal de Santana, para onde tinha sido trasladado a 15 de Maio. De referir que se associou a esta homenagem a Liga dos Bombeiros Portugueses, com a atribuição da sua medalha de ouro. Além de todas estas homenagens, o seu nome ficou bem patente no novo parque de viaturas de incêndios, um pequeno gesto para quem tanto contribuiu para aquela instituição humanitária, mas com muito significado de grande apreço por aquele benemérito.
Mais um ano passou e a data do aniversário da ABVP chegou. Foi no dia 16 de Junho de 1929 que nasceram os Bombeiros em Peniche. Assim, a direcção e comando, como têm feito anualmente, promoveram a comemoração do 65° aniversário da sua fundação, que teve lugar nos dias 18 e 19 de Junho, na nossa cidade, aproveitando-se o fim de semana. Do programa comemorativo destacamos: no sábado, dia 18, pelas 17h00, procedeu-se à plantação de palmeiras pelas filhos dos nossos bombeiros, embora desalinhadas, continuam em grande desenvolvimento nos terrenos destinados ao futuro parque de trânsito do Alto de Santana, situado entre o Cemitério e a CERCIP. Esta plantação revestiu-se de excepcional entusiasmo, especialmente por parte dos plantadores que, estamos certos, jamais esquecerão uma missão tão sublime. No domingo, dia 19, a efeméride foi assinalada com a alvorada, hastear da bandeira e seguiu-se a celebração da Eucaristia na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, cabendo ao ajudante de comando e capelão desta corporação, Pe. José Luís Guerreiro, a celebração da respectiva missa, tendo sido condecorado durante a cerimónia religiosa pelo presidente da Câmara Municipal e comandante Jacinto Pedrosa, com a medalha de prata, simbolizando os 10 anos ao serviço desta associação humanitária. Após a celebração foi feita a bênção de três viaturas, em frente da citada igreja, onde se descerraram placas com a indicação dos nomes dos padrinhos das três ambulâncias. Foi deste modo que os responsáveis pela associação pensaram homenagear três dos sócios mais antigos. António Rodrigues Tormenta, Augusto Santana Veloso e Luís Correia Peixoto. Na Sessão Solene realizada no quartel foram entregues distintivos de promoções a elementos do corpo de bombeiros e atribuídas medalhas de, 10 e 15 anos de assiduidade, a membros dos corpos sociais e bombeiros. De destacar a entrega da medalha da cidade de Peniche ao vice-presidente desta associação, Joaquim Barradas Leitão.

Ainda durante o ano de 1994, em Agosto, a direcção e comando da ABVP encetou todos os esforços no sentido de prestar um serviço de qualidade à comunidade onde estão inseridos. Para o efeito, procuraram apetrechar-se com material adequado à necessidade da corporação com o objectivo de conseguirem maior operacionalidade no âmbito das suas funções. Deste modo, a 17 de Agosto, o Serviço Nacional de Bombeiros fez a entrega de um barco com atrelado para o seu transporte e quatro equipamentos de mergulho completos para serem utilizados pelos bombeiros desta corporação nas operações de salvamento, na área de socorros a náufragos.

ANO DE 1995
Não havendo nada em especial até ao aniversário da ABVP que mereça a maior menção, destaco as comemorações do 66° aniversário que tiveram lugar no dia 16 de Junho. Assim, às 8h00, realizou-se a alvorada, seguindo-se a cerimónia do hastear da bandeira, perante a formatura geral. Seguiu-se a celebração da missa na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, pelo ajudante de comando e capelão, Pe. José Luís Guerreiro. Após a celebração eucarística no largo em frente da referida igreja pelo mesmo sacerdote, procedeu-se à bênção de quatro novas viaturas subsidiadas pelo Município. Seguiu-se a romagem ao Cemitério Municipal de Santana, tendo sido colocadas flores no talhão reservado aos bombeiros perante formatura. Terminado este sentido acto, todos os romeiros regressaram. ao quartel, onde, pelas 11h30, foi feita a recepção às entidades oficiais.
A sessão solene teve início às 12h00, cuja abertura foi feita pelo então presidente da direcção Júlio Alberto São Bento Correia, que já não está entre nós. Seguidamente foi dada a palavra ao comandante da corporação Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa. Como habitualmente nesta cerimónia se incorpora a entrega de medalha por assiduidade aos elementos do corpo de bombeiros e corpos sociais da associação. Assim, receberam medalhas de cobre (5 anos): director Vidaùl Rosa Gabriel; bombeiros de 3° classe Francisco António Silva Ribeiro e Carlos Manuel Martins Santos; bombeiros auxiliares António Manuel Vieira Nobre e Joaquim João Conchacha Bulhôes; motorista auxiliar José Manuel Tavares Belo..Medalha de prata (10 anos): director José Augusto da Silva Rosa; bombeiros de 2° classe Jorge Manuel Faneca Franco e José Antunes Alexandre; bombeiro de 3° classe Júlio Manuel Nazaré Santos; bombeiro auxiliar: Carlos José Antunes Santos. Medalha de ouro (15 anos): director José Joaquim Vitorino Pedrosa; bombeiros de 1° classe: Rui Adelino Chagas Mesquita e Fernando Baptista Pereira; bombeiro de 3° classe: António Antunes Santos; motoristas auxiliares: Vítor Manuel Silva Resende e António Romão Justina Canhoto.
No mesmo ano, a 4 de Agosto, a ABVP publicou o anúncio para o concurso público de adjudicação da empreitada do novo quartel-sede. A empreitada em causa referia-se à totalidade da obra, compreendendo os trabalhos de construção civil e todos os trabalhos complementares previstos no projecto, pelo preço base de 197.314.756$00, com exclusão do IVA. Arredondando a conta, a empreitada teve o custo inicial previsto na ordem. dos 200.000 contos. Decorridos pouco mais de dois meses, a Câmara Municipal de Peniche, na sequência de deliberações anteriores sobre a cedência de terreno para a implantação da futura sede dos BVP deliberou ceder à associação, pelo valor simbólico de 5.000$00, a parcela de terreno, com 12.800 m2, sita na Prageira, junto à Rua da ponte Velha com destino à construção do quartel da associação, não lhe podendo ser dada outra utilização sem prévia autorização da Câmara, sob pena da mesma reverter gratuitamente para o Município, bem como as benfeitorias entretanto introduzidas.
Durante o ano de 1995 a instituição não parou no seu progresso a favor das povoações rurais mais distantes da sede do concelho. Assim, na última quinzena do ano, mais propriamente a 17 de Dezembro, procedeu-se à inauguração da Secção dos Bombeiros Voluntários em Serra D’El-Rei, em edifício construído para o fim em vista, num espaço adquirido pelo Município, bem como a comparticipação. de toda a sua construção em parte às expensas da autarquia. Esta povoação viu assim. realizada uma das grandes aspirações que pairava no seu espírito há já vários anos. Com esta. nova delegação, a Freguesia de Serra D’El-Rei e as aldeias mais próximas ficaram enriquecidas, atendendo a que se lhes poderá prestar socorro mais rapidamente, em caso de acidentes, doenças graves ou aquando da deflagração de fogos. Por outro lado, a situação geográfica desta localidade permite com mais eficácia, em termos de rapidez, combater incêndios da área florestal que se situa a norte, direito ao mar. No aspecto social, a existência dum quartel de bombeiros, não só valoriza a terra onde está inserido, como também complementa urna série de serviços púbicos que foram criados e estão a prestar um bom serviço à população.
Respeitando o protocolo com uma sessão solene no próprio edifício, a cerimónia foi aberta pelo primeiro-secretario da assembleia geral da ABVR Carlos Jorge Amaral Domingos. Seguiram-se uma série de intervenções, do então comandante Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, de José Constantino Leal Ferreira, na qualidade de representante da Comissão Instaladora dos Serviços Públicos, Seguidamente usou da palavra Jorge Amador, então presidente da Junta de Freguesia daquela jurisdição administrativa, manifestando o seu regozijo, em nome do povo, pelo acontecimento. Outros se seguiram, nomeadamente Gil Martins, na qualidade de Inspector Regional dos Bombeiros de Lisboa e Vale do Tejo, bem como o então presidente da Câmara Municipal, João Augusto Tavares Barradas, e José Manuel Baptista, na qualidade de presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. A encerrar a série de discursos usou da palavra o secretário de Estado Armando Vara Por último, o representante da assembleia geral Carlos Amaral manifestou-se satisfeito com o decorrer da sessão solene, procedendo ao seu encerramento.



quinta-feira, março 13, 2014

Soldados da Paz com Sede em Peniche VII ( Década de 1990 a 1999 )

Artigo: Fernando Engenheiro

Em continuação de trabalhos de anteriores direcções, agora com novos elementos empossados no principio de 1990, não parou a ABVP desenvolver todo um programa de revitalização desta prestigiosa e humanitária associação, de forma a elevar ainda mais o seu património e, também, para que todos os penichenses se sentissem mais protegidos e orgulhosos dos seus bombeiros. Nesta perspectiva esteve toda a direcção da associação, numa visita a uma sessão de trabalho da (Câmara Municipal de Peniche, sendo recebida pelo presidente Augusto Tavares Barradas e todo o elenco da vereação. Fez a apresentação da comitiva dos Bombeiros Voluntários de Peniche o presidente da Assembleia Geral, Francisco Mamede Cardoso júnior, tecendo na altura o trabalho desenvolvido pelos nossos bombeiros e seus directores. Seguidamente, o presidente da ABVP, Júlio Alberto São Bento Correia, deu a conhecer em pormenor a intenção, já em andamento; da construção do novo quartel.
Nesta reunião foi informada a edilidade que se encontrava em andamento o anteprojecto da futura obra, bem como o grupo de arquitectos que estava a fazer o estudo para a mesma.
Na reunião camarária de 8 de Maio de 1990 estiveram presentes todos os representantes recentemente eleitos da Associação dos Bombeiros. O presidente da direcção, Júlio Alberto São Bento Correia, referiu-se ao novo Quartel dos Bombeiros, informando a edilidade de que a elaboração do projecto havia sido confiada a uma equipa de arquitectos, encontrando-se já concluído o estudo preliminar. Disse tratar-se de um quartel do tipo C, comparada do tipo D, dimensionados para o serviço de áreas com 80 mil habitantes, e que ia ser dotado com um heliporto.
Como o terreno destinado a implantação do edifício já tinha sido escolhido, a Câmara, na mesma reunião, concedeu autorização para a colocação de uma placa informando o publico das novas instalações. Na sequência do já deliberado sobre o assunto, em reunião camarária de 26 de Junho de 1990, foi aprovada a localização do novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Peniche, na Prageira, no gaveto formado pela Avenida do Porto de Pesca e pela Rua da Ponte Velha, a nascente desta.
Aproximava-se o dia 16 de Junho de 1990. As comemorações do 61° da associação prolongaram-se para o dia seguinte, tendo começado por um simulacro de acidente de viação junto ao Mercado Municipal, em que foram envolvidos uma viatura pesada carregada de combustível e um auto ligeiro, além de outros veículos. Tudo isto, afinal, serviu para testar o material existente e igualmente poder-se avaliar a capacidade dos nossos bombeiros no terreno. No dia que se seguiu, houve o habitual toque de sirene, seguindo-se uma romagem ao Cemitério Municipal de Santana, tendo sido colocada uma coroa de flores no talhão reservado aos nossos bombeiros falecidos. Entre outras solenidades, destaco o momento mais alto (se tomarmos em consideração o habitual ponto alto as condecorações individuais, que neste ano não houve) que tocou muito profundamente todos os presentes: foi o descerramento duma lápide no então quartel, pela esposa do chefe Elísio Carriço, enaltecendo o altruísmo e a disponibilidade das esposas e mães dos nossos bombeiros. No mesmo dia, após a missa celebrada pelo capelão, da corporação, Pe. José Luís Guerreiro, foram benzidas duas viaturas. Uma ambulância foi apadrinhada por Armando Faria da Silva Fadinga, na época primeiro secretário da Assembleia Geral daquela instituição, e uma viatura de fogo pelo capelão da corporação, Pe. José Luís Guerreiro.
ANO DE 1991
Mais um ano passado e mais um aniversário que se comemorou, o 62°. A efeméride assinalou-se no dia próprio, 16 de Junho de 1991, que teve o seu vasto relevo nas mais diversas cerimónias costumadas. Nos momentos mais solenes da Eucaristia, era de notar a colaboração da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peniche. Logo a seguir e nas escadarias da Igreja Paroquial de São Pedro, assistiu-se a bênção de mais três novas viaturas, tendo apadrinhado o acto o presidente da Câmara Municipal, João Augusto Tavares Barradas, o deputado distrital Reinaldo Alberto Ramos Gomes e o ajudante do Quadro Honorário Joaquim Rogério. De destacar que uma das viaturas, um carro auto, para serviço do comando, foi oferecida por um nosso emigrante, e filho desta terra, que durante longos anos esteve fixado na Austrália, mas nunca esqueceu os "seus bombeiros Refiro-me a José António da Lidia Belo que já há alguns anos deixou de fazer parte do mundo dos vivos.
Na sessão solene procedeu-se distribuição das seguintes medalhas, por assiduidade, aos Soldados da Paz: Medalha de Ouro (15 anos): 1°. comandante Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa; Bombeiro 3° classe do Quadro Auxiliar, Joaquim Duarte Marçal e 2°secretário da direcção, Nelson Rocha. Medalha de Prata (10 anos): Bombeiro 1° classe Carlos Manuel Vagos Ferreira; Bombeiro 3° classe, Carlos Manuel Silva Duarte; presidente da Assembleia Geral, Joaquim Mamede Cardoso Júnior; 1° secretário da Assembleia Geral, Armando Faria Silva Fadinga; presidente do Conselho Fiscal, Joaquim Vitorino Pedrosa; secretário do Conselho Fiscal, António Vicente Leitão e relator do Conselho Fiscal, Jacinto Francisco Alfaiate. Medalha de Bronze (5 anos): ajudante do Comando Médico, António Godinho Coelho e Silva; presidente da direcção, Júlio Alberto São Bento Correia e vice-presidente da direcção, Paulo Conceição Delgado Marques.
Aguardava-se, a todo o instante, um dos momentos altos desta cerimonia a apresentação oficial do anteprojecto das novas instalações a construir. Tudo se conjugava, pois, para que dentro em breve se tornasse realidade o arranque da obra, que muito vinha contribuir na sua valorização a Peniche e também vinha dar aos BVP o prémio da sua tenacidade, dando-lhes ainda maior espaço e formas de se poderem desenvolver cada vez mais e melhor. Todo o projecto, muito bem concebido e com vasta área, foi considerado pelos entendidos, para a época, como uma das melhores obras ao nível de quartéis realizados em Portugal.
Dias depois, a Câmara Municipal, que assumiu responsabilidades na feitura da sua construção, recebeu uma carta da ABVP que foi presente em reunião camarária de 2 de Julho de 1991, cujo despacho foi o seguinte: “Carta, com o numero 319/91 de 27 de Junho, da Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche, solicitando a concessão de subsidio para pagamento da primeira prestação dos honorários da elaboração do programa-base e estudo prévio do projecto da construção do seu novo quartel, no montante de esc.: 2.000.000$00 (dois milhões de escudos). Deliberado conceder um subsidio daquele valor, a pagar logo que haja disponibilidades financeiras."
ANO DE 1992
Os BVP festejaram os 63 anos de existência. Foi a um domingo o dia 21 de Junho que assistimos ao aniversário com demonstrações de perícia, num simulacro efectuado num prédio na época com obras 'junto ao Mercado Municipal, na Rua António da Conceição Bento, tornejando para a Rua Ramiro ‘de Matos Bilhau, que pertenceu aos herdeiros de Domingos Paulino. Continuou-se no dia seguinte com o programa comemorativo, onde estiveram presentes, entre muitas entidades, o governador civil do distrito de Leiria. Depois do hastear da bandeira, perante a formatura, seguiu o desfile em romagem ao cemitério, como de costume, onde foram lembrados todos aqueles que nos deixaram com a dedicação é causa humanitária do voluntário.
Houve missa na Igreja de São Pedro, celebrada pelo ajudante do Comando, Pe. José Luís Guerreiro, que durante o acto, na sua homilia, teve mais uma vez palavras de louvor e gratidão para com o corpo de bombeiros, directores e comando, pela sua entrega e exemplo de solidariedade humana.
No quartel procedeu-se a uma sessão solene onde se fez a entrega de medalhas, capacetes e machados, aos bombeiros e outras pessoas ligadas à causa. Após um almoço de confraternização no salão de festas do quartel, assistiu-se a um desfile até ao terreno onde alguns anos depois se edificou o novo quartel. As houve exercícios pela escola de cadetes e aspirantes de 1991, com grande assistência. Como sempre, e mesmo pelo grave acidente sofrido, ainda havia pouco tempo, durante o incêndio no edifício ‘Cinemar' nas imediações do Mercado Municipal, esteve presente o comandante da corporação, Jacinto Pedrosa, pessoa a quem a população de Peniche sempre honrou nas suas justas homenagens pela sua dedicação incontestável à causa dos nossos Bombeiros e dos Bombeiros de Portugal.
ANO DE 1993
A Câmara Municipal de Peniche, em reunião ordinária do dia 23 de Março de 1993, deliberou atribuir a Joaquim Barradas Leitão, que a 8 de Março passou ao Quadro Honorário do Corpo de Bombeiros Voluntários de Peniche, a medalha de prata de Mérito Municipal de Benemerência. Tendo pertencido durante vários anos aos corpos gerentes da ABVP, Joaquim Leitão exerceu de 16 de Junho de 1971 a 19 de Dezembro de 1980, as funções de ajudante do Comando do Corpo Activo dos BVP, passando, a partir desta última data, a desempenhar o cargo de 2°. comandante, cujo exercício deixou ao passar ao Quadro Honorário. Os méritos da actuação deste munícipe na benemérita instituição que serviu activamente durante mais de duas década, foram objecto de reconhecimento. por parte da Liga dos Bombeiros Portugueses, que lhe atribuiu as medalhas de cobre (1979), de prata (1984) e, de ouro (1987), tendo sido galardoado, também, com a medalha de ouro de serviços distintos em 1986.
Aproximaram-se as comemorações sagradas para os BVP, o dia do seu aniversário, que passou a contar com 64 anos de existência. Embora a efeméride tivesse o seu dia a 16 de Junho, mas por ser no meio da semana, foi transferido para o fim-de-semana, dia 20. Depois do hastear das bandeiras perante a formatura geral, as 8h30, como é tradicional, foi feita a romagem ao Cemitério Municipal de Santana, acto muito’ sentido por todos os participantes que se uniram junto ao Talhão dos Bombeiros a recordar os bombeiros e directores falecidos, onde foi colocada uma coroa de flores, perante a formatura, da qual fazia parte a fanfarra da corporação.
Na volta aquele tão solene acto, não menos importante foi as cerimónias religiosas com a celebração da Eucaristia na Igreja de São Pedro, por intenção dos falecidos ligados a corporação, assinalando em simultâneo, de forma indelével, um ponto alto da efeméride. Foi celebrante o Pe. José Luís Guerreiro capelão desta corporação e ajudante do Comando, no decorrer da cerimónia daquele piedoso acto litúrgico, na homilia que aquele reverendo usou da palavra, em que se referiu com particular relevo aos bombeiros que defendem com abnegação uma causa tão sublime, que a todos nós, cidadãos, diz respeito. Após a cerimónia no adro da igreja, o citado sacerdote procedeu a bênção de uma nova viatura.
Já no decorrer da sessão solene que teve inicio as 12h00 na sede dos BVP, com a imposição de medalhas de 5, 10 e 15 anos de serviço, as quais foram colocadas pelas entidades presentes e outros elementos da associação e corpo de bombeiros. A culminar a aludida sessão solene houve uma série de discursos, tendo a sessão sido encerrada pelo presidente da Assembleia Geral.
Usaram da palavra distintos oradores, em que todos realçaram efusivamente a actuação do homem bombeiro e dos elevados serviços que presta a nossa sociedade, a qual são imprescindíveis.
No decorrer deste ano que os BVP foram distinguidos com a honrosa visita de uma delegação representativa dos bombeiros militares brasileiros. Foi a 9 de Outubro de 1993 que Peniche viveu mais um dia a registar na sua história, ao ser escolhido para receber um corpo de 26 bombeiros constituído, por oficiais superiores brasileiros, comandados pelo coronel-bombeiro militar José Guilherme de Morais Neto, representando sete estados do Brasil, com sede no Estado do Rio de Janeiro. Dignaram-se acompanhar esta comitiva o secretário de Estado da Administração Interna, com o seu chefe de gabinete, bem como o governador civil do distrito de Leiria e as mais diversas entidades oficiais com ligação directa aos bombeiros portugueses, Autoridades Civis e Militares representantes do nosso concelho. Este acontecimento constituiu motivo de orgulho para todos os penichenses, dado que a cidade de Peniche foi eleita pelo Serviço‘ Nacional de Bombeiros para receber tão ilustres visitantes.