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quarta-feira, abril 30, 2014
PENICHE 1970 Porto de Pesca III
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PENICHE 1970 Porto de Pesca II
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Peniche 1970 Porto de Pesca
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terça-feira, abril 29, 2014
Forte de São João Baptista das Berlengas Anos 1930.....
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quinta-feira, abril 24, 2014
Soldados Da Paz com Sede em Peniche Parte X (Década de 1990 a 1999
Texto:Fernando Engenheiro
ANO DE 1998
Foi no principio deste ano, mais
propriamente a 17 de Janeiro, que teve lugar no Quartel dos BVP a cerimonia da tomada de posse de dois
elementos desta corporação. Assim, foram empossados os chefes Vítor
Pedro de Almeida Gonçalves Pereira e Carlos Alberto Remigio Garcia, respectivamente nos cargos de segundo comandante e ajudante de
comando. Estiveram representadas a edilidade camarária, bem corno as
mais diversas entidades concelhias civis e militares, além de
representantes com ligações directas aos bombeiros portugueses. Os
empossados, conscientes das suas novas atribuições, tornaram em
consideração as referências elogiosas sabendo que, a partir
daquele momento, lhes caiam novas responsabilidades. Também passados
alguns dias, após 14 anos de desempenho das funções de conselheiro
regional dos Bombeiros de Lisboa e Vale do Tejo, o comandante desta
associação, Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, foi nomeado
conselheiro superior dos Bombeiros Voluntários. Com esta nova
nomeação, no topo dos órgãos que voluntariamente servem a causa
dos bombeiros, ficara cumprida uma missão da qual bem se pode
orgulhar.
Ao longo do ano de 1998, recordamos o
aniversario festejado no dia 21 de Junho, que comemorou no dia 16 do
referido mês, 69 anos da sua fundação. Teve como programa as
cerimonias religiosas habituais, presididas pelo capelão da
instituição humanitária, Pe. José Luís Guerreiro.
Foi prestada homenagem no Cemitério
Municipal de Santana, tendo sido deposta uma palma de flores na campa que simboliza o
bombeiro, cujo acto foi executado pelo presidente de Câmara Municipal, presidente da direcção e
comandante.
Também o presidente da Junta de
Freguesia de Serra de El-rei colocou uma palma de flores na campa da bombeira falecida em serviço
em Agosto de 1996, Amélia Alexandre, quando prestava serviço na secção destacada naquela
sede de freguesia. No salão de festas deu-se inicio a sessão solene que decorreu em ambiente
festivo, a que assistiram bombeiros e seus familiares. No final foi
servido um almoço volante no parque de viaturas do quartel. Meses
mais tarde, a 4 de Outubro, realizou-se no salão nobre dos Paços do
Concelho, uma reunião extraordinária onde foi efectuada a cerimonia
da entrega da medalha de benen1e-réncia da Câmara Municipal, a
titulo póstumo, a José António da Lídia Belo, tendo recebido a
medalha das mãos do presidente da Câmara Municipal, Jorge
Gonçalves, a viúva do benemérito, Lucília da Silva Salvador Belo.
Participaram na efeméride em
representação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche e a convite da Câmara Municipal, Júlio
Alberto São Bento Correia e Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa,
respectivamente, presidente da direcção e comandante da
instituição.
Também no decorrer deste mês, no dia
18, realizou-se no Quartel dos BVP, uma cerimónia com o objectivo de
serem efectuadas promoções a 35 bombeiros, após a prestação de
provas com aproveitamento decorridas oportunamente. Deste modo, foram
promovidos a subchefe, o bombeiro de 1° classe, António Sousinha
Brás; a bombeiros de 1° classe, os seguintes bombeiros de 2°
classe: José Antunes Alexandre, Nuno Miguel Leitão, Carlos Manuel
Resende, Alexandre Miguel Barradas, José António Rodrigues e Rui
Pedro Gomes. A bombeiros de 2° classe, os
seguintes bombeiros de 3°classe: Rui Manuel Nobre, Rui Filipe
Duarte, Carlos Manuel Marques, António Augusto Pinheiro, Eddy Leal
Dias, Carlos Manuel Santos, Luís Miguel Florindo, David José
Serafim, Nuno Alexandre Domingos, Telmo Filipe Moldes, Rui Alexandre
Petinga, Rogério Paulo Henriques, António Manuel Viola, Paulo Jorge
Pinho, João Carlos Fortunato e Susana Luísa Leal. A bombeiros de 3°
classe: Bruno Alexandre Fortunato, Luís António Sousa, António Paulo Novo,
Sandra Paula Pereira, Lucília Maria Henriques, Augusto José Costa,
Nuno Luís Monteiro, Marco José Figueiras, Nuno Filipe Oliveira, Ana
Rita Fernandes, Teresa Isabel Caetano e Ana Filipa Machado. A seu
pedido e por reunir as condições necessárias, passa do Quadro
Honorário ao Quadro Activo, o bombeiro de la. classe Paulo Fernando
Leitão. Após este acto, que decorreu com muita ordem, seguiu-se uma
série de intervenções em que foram oradores o comandante da
corporação, o comandante da Zona Operacional, Sales Henriques, o
representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, Carlos Baptista, o
presidente da Câmara Municipal, Jorge Gonçalves, que teceram
algumas considerações elogiosas aos bombeiros pela sua dedicação
a uma causa tão nobre, ao serviço do nosso concelho e do pais,
quando chamados a intervir em situações de sinistros. Terminada a
cerimonia teve lugar um almoço convívio onde confraternizaram
bombeiros, convidados e dirigentes.
ANO DE 1999
Peniche e seu concelho estiveram em
festa no dia 13 de Março de 1999 e não era caso para menos. Em
pouco mais de três anos, a um sábado, é concretizado o grande
sonho da associação para esta cidade e seu concelho. Naquela tarde
procedeu-se a cerimonia do arrear das bandeiras do antigo quartel,
pelo comandante em exercício Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, pelo
graduado mais antigo Joaquim Rogério e pelo presidente da direcção
Júlio Alberto São Bento Correia. Já pela tarde fora, com a
presença do Presidente da Republica, Jorge Sampaio, acompanhado por
altas personalidades civis e militares, entre as quais se encontrava
o secretario do Estado da Administração Interna, Armando Vara, foi
inaugurado o novo quartel, acto que se seguiu uma sessão solene.
Esta obra, iniciada a 3 de Maio de
1996 e concluída pouco tempo antes da sua inauguração, foi
participada pela Câmara Municipal, por fundos estatais e população,
esta última que deu a sua comparticipação 9.950.677$00 (até ao
fim do ano de 1998). Desta verba, recordo aqui o exemplo da Escola
Secundária de Peniche, dos seus alunos de Religião e Moral, com a
entrega aos BVP para ajuda das obras do novo quartel ou para seu
equipamento, da importância de 601.000$00.
Ao nível de quartéis de bombeiros,
até então esta uma das melhores obras da nossa região, equipada
com material adequado ao seu objectivo, com capacidade para ser
apetrechada de meios técnicos para poder cumprir cabalmente a sua
missão. Do seu Corpo de Bombeiros fazem parte um grupo de homens e
senhoras vocacionadas para dar resposta as necessidades da população
deste concelho, quer no que concerne a extinção de incêndios, quer
no que se relaciona com a prestação de socorros a doentes e
sinistrados. O emblema da associação colocado na fachada principal
do novo quartel dos BVP é uma excelente pega de louça artística
oferecida pelo seu autor, Álvaro José de Oliveira Mendes, de Caldas
da Rainha, que assim com a sua arte e o seu meritório gesto, quis
homenagear a terra natal de sua esposa, Maria José de Carvalho
Nicolau de Oliveira Mendes. O edifício passou a marcar a sua
presença com mais dignidade com aquela nobre peça estampada na
fachada principal do edifício, símbolo dos bombeiros, designado por
‘Phénix' que corresponde o renascer das cinzas. Para o novo edifício, quiseram os
nossos bombeiros seguir a antiquíssima tradição e praxe
mundialmente difundida, adoptando um orago ou padroeiro de cariz
religioso. Talvez por na sua biografia estar incluída a fama de um
milagre na extinção de um incêndio urbano e pelas curas do mal
ardente, a escolha recaiu em São Marçal, Bispo da Igreja. A
Veneranda imagem deste doutor da Igreja encontra-se dentro do
edifício do novo quartel, em lugar de destaque, tendo sido adquirida
a titulo de oferta aos BVP pela Agência Funerária de Peniche, de
Eugénio Margarido e Filhos. Mais um ano que passou após o Último
aniversario ainda comemorado no edifício da Rua dos Bombeiros
Voluntários (antiga Rua do Matinho) que ali funcionou durante 17
anos, nos anos que decorreram de 1972 a 1999. Deixamos para trás com
saudades daquele espaço implantada a sua construção numa zona
nobre da cidade.
Realizaram-se as cerimonias
costumadas com a celebração da Eucaristia na Igreja Paroquial de
São Pedro, presidida pelo capelão da corporação, Pe. José Luís
Guerreiro. No final daquele acto religioso, o comandante Jacinto
Teodósio Pedrosa, em nome da Liga Nacional dos Bombeiros, impôs a
medalha de ouro, pelos 15 anos de serviço, ao Pe. José Luís
Guerreiro. Logo de seguida, junto ao átrio da referida igreja,
procedeu-se ao baptismo de três novas viaturas como sinal de um bom
desempenho da missão e para um melhor serviço junto da comunidade,
em todas as situações da vida. Estas viaturas são instrumentos ao
serviço dos homens, de suas vidas e seus bens. A caminho da nova
unidade, em cortejo, com os elementos da corporação e das viaturas,
seguiu-se a sessão solene, onde se salientaram as deliberações da
reunião de direcção em atribuir ao Parque de Viaturas das
Ambulâncias o nome de Jorge dos Santos Carvalho, pelo acompanhamento
técnico gratuito das obras do novo quartel e pela dedicação à
corporação. A Sala de Comunicações foi atribuído o nome do
ajudante Carlos Garcia, pela instalação de todo o equipamento da
mesma.
Seguiu-se a atribuição de
condecorações de assiduidade e tempo de serviço. Feita a chamada
dos distinguidos procedeu-se a imposição das condecorações aos
seguintes elementos: medalha de cobre com cinco anos de assiduidade:
António Augusto Antunes Pinheiro (bombeiro de 2° classe); Eddy Leal
Dias (bombeiro de 2° classe); Nuno Alexandre Castro Domingos
(bombeiro de 2° Classe); Rui Alexandre Rodrigues Petinga (bombeiro
de 2° classe); David José Dias Serafim (bombeiro de 2° classe);
Luís Miguel Silva Nicolau (bombeiro de 3° classe); Manuel José
Santana Rocha (bombeiro de 3° classe); Ricardo António Pinheiro
Lourenço (bombeiro de 3° classe); Sérgio Paulo Sousa Martins
(bombeiro de 3° classe); Nuno Jorge Santana Rocha (bombeiro de 3°
classe) e Evaristo Silva Cavalheiro (secretario da direcção). A
medalha de prata, com 10 anos de assiduidade, foi entregue aos
seguintes bombeiros: Carlos Manuel Costa Resende e Alexandre Miguel
Vicente Barradas, José António Carriço Lopez Rodrigues e Rui Pedro
Leitão Gomes (bombeiros de 1°classe); Paulo Jorge Resende da Costa
e Humberto Jorge Antunes Alexandre (bombeiros de 3°classe); Horácio
Leandro Duarte (vogal da direcção). A medalha de ouro, com 15 anos
de assiduidade, foi atribuída a: José Luís Santos Rodrigues
(ajudante capelão); António Agostinho Godinho Coelho e Silva
(ajudante médico); António Manuel Sousinha Brás (subchefe);
Joaquim Livio Franco Nobre (bombeiro de 3° classe) e Júlio Alberto
São Bento Correia (presidente da direcção). Por último, foi
atribuída a medalha de ouro, com 20 anos de assiduidade, a: Carlos
Alberto Remigio Garcia (ajudante de comando); Remigio Manuel Codinha
Santos (bombeiro de 3° classe) e Pedro Manuel Trindade Pinto Gomes
(Motorista auxiliar).
Foi a partir desta sessão solene que
muitos elementos presentes tiveram conhecimento a titulo oficial
daquilo que já algum tempo era conversa de caserna, a passagem do
comandante Jacinto Teodósio Pedrosa ao Quadro Honorário. Os rumores
concretizaram-se, ficando toda a unidade mais pobre com a saída
daquela tão responsável personalidade, que tanto deu em prol do bem
comum.
Na despedida das suas funções, o
comandante Jacinto Pedrosa deixou bem claro um aviso, afirmando que
enquanto viver e os bombeiros precisarem, estará sempre presente e
ao seu serviço.
Apesar de ter passado ao Quadro
Honorário, enquanto desempenhar as funções nos órgãos dos
bombeiros, lutará sempre, como até a data, não deixando dizimar
nem amachucar o associativismo e o voluntariado desta instituição
que tão bons serviços têm prestado à região e ao país.
No fim deste acto, foi transmitida a
deliberação da Liga dos Bombeiros Portugueses que, por
reconhecimento dos serviços prestados, mesmo após a sua passagem ao
Quadro Honorário, foi aprovada a atribuição do crachá de ouro ao
ajudante de comando do Quadro Honorário, Joaquim Rogério, com uma
grande ovação da assistência.
Havia agora que preencher aquele alto
cargo da corporação. Pouco tempo depois, a ABVP congratulou-se com
o novo elemento, Carlos Alberto Remigio Garcia, ajudante de comando,
ao preencher o lugar vago do comandante daquela corporação, deixado
pelo anterior, por motivos de doença, actividade que já vinha a
exercer interinamente há já alguns meses, mostrando bem os seus
vastos conhecimentos em especial no que respeita a casos de
incêndios.
Ainda em 1999, também Peniche foi
palco de uma concentração de bombeiros a nível nacional no dia 21
de Novembro, facto que honrou todos os responsáveis da instituição
e penicheiros em geral. Tratou-se do IX Encontro Nacional dos
Bombeiros do Quadro Honorário, encontro onde estiveram presentes
cerca de 950 bombeiros de todo o pais, com três centenas de
acompanhantes, aproximadamente, incluindo motoristas, convidados e
elementos deste corpo de bombeiros, membros dos órgãos sociais,
cujo número ascendeu a 1.400 participantes nesta festividade, que
decorreu com dignidade e disciplina. Os participantes representaram
15 federações distritais do território continental, não tendo
participado apenas as federações de Faro, Viana do Castelo e Vila
Real. O convívio decorreu em ambiente de animação e amizade entre
todos.

Antes de encerrar esta década, de 1990
a 1999, com todo o seu trajecto das mais diversas ocorrências
passadas durante aquele espaço de tempo, há que lamentar a perda de
alguns elementos que serviram as mais diversas atribuições desta
instituição "Do Bem Fazer”, bem como outros estranhos ao corpo dos bombeiros, que de qualquer modo deram a sua contribuição. Assim, durante este período, partiu Eduardo José da Silva Gomes, bombeiro de 3°classe. Este soldado da paz quis antecipar a morte pelas suas próprias mãos a 1 de Janeiro de 1994, aos 21 anos, fazendo parte daquela corporação desde 12 de Julho de 1988. O seu corpo ficou em câmara ardente no salão do quartel da associação, tendo sido ali celebrada missa no dia 3, pelo ajudante de comando, Pe. José Luís Guerreiro. Foi prestada guarda de honra no quartel até a saída do corpo do malogrado bombeiro, para o Cemitério Municipal de Santana, onde foi sepultado em talhão privado dos Soldados da Paz. A corporação dos BVP viu ainda partir o subchefe António Filipe Neves, incorporado a 11 de Outubro de 1943, tendo falecido a 30 de Junho de 1994; chefe José Alexandre, incorporado a 10 de Novembro de 1956, falecido a 9 de Janeiro de 1995; director Nelson Rocha, entre 1974 e 1995, falecido a 21 de Junho de 1995. Todos jazem no talhão dos BVP no Cemitério de Santana. Em 1996, a bombeira de 3° classe, Amélia Maria Ferreira Alexandre, que pertenceu :1 Secção de Serra de El-Rei, viria a falecer, no dia 26 de Agosto, no Hospital de Santa Maria em Lisboa, na sequência de um trágico acidente, ocorrido no dia 24, pelas 12h00, na Estrada Municipal que liga o lugar de Serra de El-Rei ao de Casais de Mestre Mendo, na primeira curva no sentido Sul/Norte, quando ia combater um incêndio naquelas imediações. A falecida foi transladada do hospital para o quartel de Serra de El-Rei, onde foram celebradas as exéquias por sua alma. Seguiu para o Cemitério Municipal de Santana, em Peniche, onde foi inumada no talhão privado dos BVP. Não vou esquecer nesta mesma década, mais propriamente a 4 de Maio de 1994, o falecimento, na Austrália, para onde tinha emigrado, do grande benemérito que não esqueceu aquela instituição humanitária, José António da Lídia Belo, trasladado para o Cemitério Municipal de Santana, onde foi inumado a 15 de Maio de 1994.
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quarta-feira, março 19, 2014
SOLDADOS DA PAZ coma Sede em Peniche Parte IX ( Década de 1990 a 1999 )
Artigo: Fernando
Engenheiro
ANO DE 1996
A 22 de Março de 1996 realizou-se a
assembleia geral da AHBVP, no salão de festas da sede da instituição, tendo o comandante
Jacinto Pedrosa tecido algumas considerações elogiosas acerca da pessoa que durante 19 anos, de forma
digna responsável, assumiu a presidência da assembleia geral, tendo
demonstrado apego e grande dedicação a causa a que se entregou
totalmente patenteando franca amizade aos bombeiros da sua terra. Ao
ser convidado para continuar a exercer o cargo que vinha ocupando,
nitidamente comovido, declinou o convite. Trata-se do grande amigo
desta casa, Francisco Mamede Cardoso Júnior, para quem foi proposto
um voto de louvor, que mereceu aprovação unânime com aclamação.
Empossada a nova direcção, o novo
presidente, Júlio Alberto São Bento Correia, congratulou-se com a
entrada de novos elementos, designadamente, António José Barradas
Leitão, João Fernando Correia Costa Vargas e Humberto João Prioste
Bruno Machado, a quem desejou o gosto e empenho por esta casa, digna
da maior dedicação e aprego de todos os penichenses.
Meses depois, jé então com a nova
direcção em plena actividade, continuaram, a exemplos dos anos anteriores, a comemorar mais um
aniversario desta brilhante instituição humanitária, que comemorou os 67 anos de idade a 16 de
Junho de 1996. Assim, a direcção e o comando levaram a efeito a comemoração de mais um
aniversario. Do programa, ainda na memoria de muitos, destacamos na
véspera do aniversario, dia 15, em Serra d'El-Rei, localidade onde
foi montado um simulacro em que se deitou fogo a uma viatura, tendo
sido executados os trabalhos inerentes a extinção do incêndio
provocado e simulado o salvamento das pessoas hipoteticamente
envolvidas no sinistro. Colaboraram nestes exercícios os bombeiros
adstritos à secção destacada na localidade serrana.
No dia seguinte, com poucas alterações
dos anos anteriores, seguiram-se o cortejo ao Cemitério Municipal de
Santana com os elementos que compõem o corpo de bombeiros e
fanfarra.
Seguiu-se o cortejo pelas ruas
principais da cidade, direito à Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, onde foi celebrada a
Eucaristia pelo reverendo ajudante do comando, Pe. José Luís Guerreiro, que efusivamente referiu, na
homilia, a importância dos bombeiros numa terra e a acção por eles desenvolvida que se considera
bastante meritória, arriscando, por vezes, a própria vida para salvar a vida do seu semelhante.
Terminado o acto religioso, seguiu-se a sessão solene no salão de
festas da sede da ABVP.
No decorrer das cerimonias salientou-se
um louvor a dois bombeiros que, meses antes, salvaram dois surfistas
em perigo de vida no mar da Praia do Baleal. Com a agressividade do
mar, retratada por uma ondulação de seis a sete metros, era já
imprevisível conseguir-se o salvamento daqueles jovens de 16 e 17
anos, que, com destreza e desconhecimento do perigo a que se
impuseram quando praticavam desporto em condições tão negativas.
Alertado o Quartel dos Bombeiros de Peniche, cerca das 12h30 do dia 7
de Janeiro de 1996, com rapidez, todo o pessoal com material e
equipamento necessários, se fez deslocar para as praias mais
próximos dos surfistas, entre Peniche de Cima e Baleal, onde dois
dos três jovens se afastavam mais da praia, correndo o risco de se
esmagarem contra as rochas. Foi então que os bombeiros José António
Lopez Rodrigues, de 22 anos, e Rui Gomes, de 24, largaram o bote a
água, com muita dificuldade, devido a violência do mar,
acompanhados do sota-patrão, Jacinto Neves, em serviço no Instituto
de Socorros a Náufragos, com sede em Peniche. Algum tempo depois, os
dois bombeiros foram distinguidos com o prémio ’Bombeiro do Ano -
Diário de Noticias' tendo sido seleccionados por um júri
constituídos pelo major Júlio Gomes (Serviço Nacional de
Bombeiros), Anselmo Silva (Liga dos Bombeiros Portugueses), Isabel
Rodrigues e Fernando Pires (Diário de Noticias). A referida
distinção foi entregue numa festa realizada no dia 4 de Fevereiro
no Espaço 2-A Aguiar de Alpoim, em Lisboa, como consta de um
diploma, bem como foi atribuído um prémio com o valor monetário
global de 250 mil escudos, a dividir igualmente pelos dois.
Na sessão solene foram colocadas
divisas e entregues machados a 28 bombeiros que aguardavam promoção,
por outros elementos do corpo de bombeiros e familiares, em casos
especiais. e a seu pedido. Também foram colocadas medalhas por
assiduidade a bombeiros graduados e membros dos órgãos sociais da
associação medalha de cobre aos que se dedicaram há mais de 5
anos; de prata, aos que permanecessem há mais de 10 anos; de ouro,
aos que perfizeram 15 anos; e ainda de ouro aqueles que têm mais de 20 anos de
dedicação a instituição.
A Câmara Municipal de Peniche tinha em
conta a comparticipação a dar aquela instituição, durante o
decorrer das obras do novo quartel em construção na Avenida do
Porto de Pesca. Para isso tinha necessidade de por em andamento o
loteamento de terrenos municipais na Prageira (Avenidas do Porto de
Pesca e Monsenhor Manuel Bastos de Sousa) para construções
particulares, a fim de obter fundos, para satisfazer o que ficou
acordado em reunião camarária e que pouco tempo depois satisfez a
deliberação em causa.
Também no decorrer deste ano, o
comandante Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, pela sua valentia e o
seu bairrismo a terra que abraçou, levou-o ao longo do seu
voluntariado ao serviço dos Bombeiros Voluntários de Peniche a ser
reconhecido pelas mais diversas entidades oficiais pelos relevantes
serviços prestados à instituição.
Na cidade das Caldas da Rainha, entre
os dias de 23 a 27 de Outubro de 1996 teve lugar a realização do
XXXVI Congresso Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses.
No último dia decorreu a cerimónia em
que foi condecorado aquele ilustre comandante desta corporação com
o crachá de ouro, por relevantes serviços prestados à nobre causa
dos Bombeiros Portugueses. Segundo o artigo 3° do Regulamento de
Condecorações, o crachá é destinado a galardoar serviços
altamente relevantes, de carácter eminentemente geral e de
incontestável contributo para a causa dos Bombeiros. Este alto
galardão foi colocado pelo Chefe da Casa Militar, general Faria
Leal, em representação do Presidente da República. Também a
Câmara Municipal, poucos dias depois, quis vincular mais uma vez a
sua gratidão, deliberando em reunião de 4 de Novembro de 1996,
atribuir aquela personalidade a medalha de honra do Município de
Peniche, cunhada em ouro, com as seguintes razões para o fazer, que
foram presentes na mesa da reunião, em que fundamentou aquela
atribuição: As funções que o Senhor Jacinto Teodósio Ribeiro
Pedrosa exerceu como Presidente da Federação dos Bombeiros do
Distrito de Leiria, durante 10 anos, prestigiando a instituição
perante o País;
As funções que exerceu como Conselheiro Regional dos Bombeiros da
Região de Lisboa e Vale do Tejo, durante 10 anos; A atribuição do
mais alto galardão da Liga dos Bombeiros Portugueses, o crachá de
ouro, concedido ao Senhor Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, pela sua
dedicação, pela forma desinteressada como do longo da sua vida
defendeu os valores do Humanismo e da Solidariedade; A dedicação
que do longo dos últimos 25 anos, vem prestando à Associação dos
Bombeiros Voluntários de Peniche, quer como seu dirigente, quer como
Comandante do seu Corpo de Bombeiros e por conseguinte do Concelho de
Peniche; Considerando que à Autarquia, como
representante do Povo deste Concelho, compete o reconhecimento e o
agradecimento público pela devoção do trabalho desenvolvido em
prol da Sociedade pelo Senhor Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa’
ANO DE 1997
Decorre já desde 0
principio desta década a campanha de angariação de fundos para a
construção do novo quartel na Avenida do Porto de Pesca a tornejar
para a Rua da Ponte Velha. Embora a construção desta obra tivesse
inicio em Maio de 1996 estava prevista a sua conclusão para Novembro
de 1997, 0 que não aconteceu. O seu valor foi orçado em cerca de
200 mil contos, o que na prática, não é difícil de crer, que este
montante se elevaria em algumas dezenas de milhares de contos. Foi
sempre com optimismo que foram conseguidas verbas para a sua
conclusão, em termos de construção civil. Tínhamos também a
certeza que o edifício carecia de equipamentos adequados a sua
estrutura, cujos custos também foram avultados, ficando a cargo do
Município de Peniche todo o seu recheio. Foi esta obra subsidiada
pelo Estado através do PIDDAC - Programa de Investimentos e Despesas
de Desenvolvimento da Administração Central, segundo protocolo
assinado, bem como pela Câmara Municipal, sempre pronta no que
estava ao seu alcance, na sua contribuição.
Para além dos apoios públicos, um benfeitor legou aos bombeiros da
terra um donativo de 30.000 contos. Foi concretamente o nosso saudoso
amigo José António da Lidia Belo.
As direcções à
frente dos destinos daquela instituição humanitária enviaram
esforços no sentido de angariarem fundos, através de acções
tendentes a recolha de dinheiro que fez rentabilizar, através de uma
conta bancária especifica com o objectivo de o aplicar nas obras do
quartel. Citamos, entre outros donativos, a receita do Festival da
Sardinha no Verão de 1995, uma percentagem na exploração dos
parcómetros e nas
receitas do parque de estacionamento do Baleal. Não obstante as
actividades desenvolvidas, em prol de uma causa comum a todos os
cidadãos, também os munícipes deste concelho deram o seu
contributo para que a obra se concretizasse.
Ainda em 1997,
alguns bombeiros da corporação de Peniche participaram num curso de
Técnicas de Resgate em Montanhas que decorreu no período
compreendido entre 15 de Fevereiro e 9 de Março, com aproveitamento.
Este curso teve a
finalidade de proporcionar o resgate de vitimas em falésias e fogos,
o que veio a ser mais um meio de intervenção na resolução de tais
situações sinistras.
Foram feitas
algumas instruções na nossa costa, tendo a prova final sido
realizada junto ao Cabo Carvoeiro, a qual se realizou com êxito.
Em Março do mesmo
ano, o comandante Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa foi mais uma vez
homenageado, a 27 de Março de 1997, no Hotel Atlântico Golfe em
Peniche/Consolação, onde lhe foi prestada homenagem pelo Rotary
Clube de Peniche. Nesta distinção foi posto em destaque o empenho e
dedicação que o comandante Pedrosa, ao longo da sua vida, nunca
regateou a causa pública, não só
nas suas funções de bombeiro mas também nas numerosas outras
tarefas de serviço à comunidade em que se empenhou.
Meses mais tarde, a
AHBVP comemorou o seu 68° aniversário no dia 22 de Junho. Como vem
sendo hábito, esta efeméride assinalou de forma simplista, mas
muito significativa, mais um ano de dedicação à causa pública por
parte da direcção, comando e corporação da instituição. Por
outro lado, consideraram importantes os seus responsáveis
proporcionar anualmente uma festa que dê oportunidade ao convívio e
fraternidade de todos os componentes desta dedicada família de
bombeiros, pela sua abnegação e espírito de sacrifício que,
voluntariamente, se entrega a uma causa tão sublime e que se traduz
no lema bem conhecido: “Vida por vida”.
Do programa do
aniversário, destacamos: no dia 21, sábado, durante a manhã foram
descerradas duas Lápides.
Uma no quartel em
Serra d’El-Rei, com a homenagem a titulo póstumo A bombeira de
terceira classe, falecida em Agosto do ano anterior, quando ia apagar
um incêndio nas imediações de
Ferrel, Amélia Maria Ferreira Alexandre. O parque de viaturas da
secção serrana ficou com a designação do seu nome. Perante
formatura geral do corpo de bombeiros e fanfarra, o presidente de
Câmara Municipal de Peniche, João Augusto Tavares Barradas,
convidou o viúvo da saudosa bombeira a fazer 0 descerramento da
lapide. Usou da palavra Jacinto Pedrosa, na qualidade de comandante
da corporação, preferindo algumas palavras de muito apreço e
dedicação à bombeira Amélia assim como a todos os elementos do
referido corpo.
No dia 22, domingo,
as comemorações tiveram lugar na cidade de Peniche. Após a
celebração da Eucaristia na
Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Ajuda, em frente ao referido
templo, o celebrante, Pe. José Luís Guerreiro, ajudante de comando,
procedeu a bênção de três viaturas, duas das quais, ambulâncias,
foram apadrinhadas pelos "Bombeiros do Ano" Rui Pedro
Leitão Gomes e José António Lopez Rodrigues, e um auto-tanque
pesado, em que foi padrinho o secretário da direcção, José
Joaquim Vitorino Pedrosa. Toda a comitiva, bem como os soldados da
paz, regressaram ao
quartel depois das cerimonias no Cemitério Municipal de Santana,
junto ao talhão dos bombeiros
falecidos, onde foi depositada uma coroa de flores e prestadas as
honras fúnebres habituais pelo
corpo de bombeiros e a fanfarra que acompanha a instituição em
casos especiais. O momento alto das
comemorações culminou com a habitual sessão solene, depois das
formalidades em que o presidente
da assembleia geral, António José Leitão, abriu a sessão. De
seguida, o comandante-interino,
Francisco Zaragoza, leu a ordem do dia, seguindo-se a atribuição de
medalhas por assiduidade, aos membros dos órgãos sociais e
bombeiros, de harmonia com os anos de serviço de cada um. Assim,
foram entregues medalhas de cobre, prata e ouro, respectivamente aos
que tinham 5, 10, 15 e 20 anos. A medalha de 5 anos foi entregue ao
bombeiro Paulo Jorge Valverde; de 10 anos ao secretário da
assembleia geral, Carlos Jorge Amaral Domingos, e ao bombeiro Nuno
Miguel Leitão. Medalha de 15 anos aos bombeiros Paulo Ablum Santana
e António Fernandes, e, ainda, ao motorista Virgolino Ferreira; de
20 anos ao sub-chefe Vítor Pedro Pereira e aos bombeiros José
Manuel Pereira, José António da Silva e José António Mendonça.
Na mesma cerimonia foram entregues as medalhas aos Bombeiros do Ano e
ao sota-patrão Jacinto Neves (ISN), pela sua arrojada acção
demonstrada em salvamentos no ano de 1996, bem como a entrega da
medalha de honra do município, em ouro, ao presidente da direcção
da associação, Júlio Alberto São Bento Correia, pelo presidente
da Câmara Municipal, João Augusto Tavares Barradas, que fez a
entrega da medalha igual ao comandante da corporação, Jacinto
Teodósio Ribeiro Pedrosa, cumprindo assim uma
deliberação camarária do ano anterior.
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quarta-feira, março 19, 2014
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sábado, março 15, 2014
Soldados da Paz com sede em Peniche Parte VIII (década de 1990 a 1999)
ANO DE 1994
Neste ano, mais uma fornada de novos
soldados da paz aderiu ao corpo de bombeiros desta associação
humanitária cerca de uma dezena de novos elementos. Estes rapazes,
conscientes da necessidade de aumentar e rejuvenescer os efectivos,
disponibi1izaram para servir uma causa tão sublime que foi
reconhecida ao longo das suas nobres actividades par toda a população
do nosso concelho. Assim, estes voluntários frequentaram a escola,
onde receberam formação para serem admitidos coma bombeiros de
terceira classe, tendo obtido aproveitamento, os quais passaram a
pertencer ao Quadro Activo. Para simbolizar a efeméride, a direcção
e comando promoveram uma cerimónia, que teve lugar a 23 de Janeiro
de 1994, com a recepção às entidades com guarda de honra e uma
sessão solene, onde, no decorrer da cerimónia das promoções,
foram entregues aos novos bombeiros, machados e capacetes, par
graduados e convidados, tendo sida chamados os seguintes elementos:
Nuno Fernando Santos, cujas divisas lhe foram colocadas pela subchefe
Joaquim Miguel; Luís Miguel Nicolau, recebeu divisas do subchefe
Vítor Pedra; Carlos José Machado, com divisas colocadas pelo
bombeiro de 2° classe José Manuel Reis; Eddy Leal Dias, recebeu as
divisas do bombeiro José António Lopez; Josefino Conceição
Soares, do subchefe Zaragoza; Jorge Filipe Caetano, pelo subchefe
Malheiros; Manuel José Rocha, pela subchefe José Jorge; Fernando
José Miranda, pela bombeiro de 2 classe Marçalo; António Augusto
Pinheiro, pela ajudante do Quadro Honorário Joaquim Rogério; e João
Fernando Baptista, que recebeu as divisas do chefe do Quadro
Honorário José Alexandre.
Nesta cerimónia foi também promovido
a subchefe o bombeiro de 1° classe Carlos Alberto Remigio Garcia,
cujas divisas foram colocadas por Joaquim Barradas Leitão,
vice-presidente desta associação.
Foi ainda promovido a chefe o até
então subchefe Zaragoza, tendo as divisas sida colocadas pelo
comandante Sales Henriques, de Caldas da Rainha. Proposto e
homologado pela Inspecção Regional de Bombeiros de Lisboa e Vale do
Tejo (IRBLVT) para o posto de ajudante de comando, o chefe Zaragoza,
colocou as divisas o presidente da Assembleia Municipal, António
José Leitão.
Também proposta e homologada pela
IRBLVT para o posta de segundo-comandante, o ajudante de comando
Francisco Sarreira, colocou as divisas o presidente da Câmara
Municipal, João Augusto Tavares Barradas. Durante a sessão usaram
da palavra os comandantes Sales Henriques, Jacinto Pedrosa e, ainda,
o presidente da Câmara. Encerrou a sessão o presidente da
Assembleia Geral.
A 21 de Abril de 1994 foram adquiridas
duas ambulâncias com o patrocínio da Câmara Municipal e do Serviço
Nacional de Bombeiros, uma delas para substituir outra que não
oferecia as melhores condições. A segunda veio preencher uma lacuna
que existia no parque de viaturas, dado que esta corporação não
dispunha de ambulância que possibilitasse o transporte de doentes em
cadeiras de rodas. Esta viatura foi dotada de um sistema hidráulico
instalado na retaguarda, que permitiu a prestação de mais um
serviço a tais deficientes.
A Câmara Municipal de Peniche, em sua
reunião de 14 de Junho de 1994, apresentou uma carta, com a
referência 144/D/94, de 7 de Junho, da Associação dos Bombeiros
Voluntários de Peniche, remetendo fotocópia
da acta da reunião da sua direcção realizada em 5 de Maio último,
na qual é referido que a viúva de José António da Lidia Belo a
informou de que o seu marido, recentemente falecido, deixou àquela
associação um donativo 30.000.000$00 (trinta mil contos) para ser
aplicado no novo quartel, a construir logo que possível. Propõe,
ainda que a Câmara Municipal distinga, como melhor julgar, aquele
conterrânea, de modo a ser perpetuada a sua nobre acção. Trocadas
impressões, considerando que este penichense, emigrante na
Austrália, apesar de enorme distância física que o separava da sua
terra natal, nunca a esqueceu, apoiando financeiramente, em diversas
ocasiões e de forma significativa, a Associação dos Bombeiros
Voluntários e do Lar de Santa Maria, comportamentos que importa
realçar e reconhecer publicamente, a Câmara deliberou, por
escrutino secreto, par unanimidade, atribuir-lhe, a titulo póstumo,
a Medalha de Mérito Municipal de Benemerência cunhada em prata
dourada.
Também dias antes, a 7 de Junho, a
Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche convocou nos
termos das disposições estatutárias, a assembleia geral
extraordinária, a fim de reunir na sede, pelas 21h30 no dia 25 desse
mês para, em conformidade com os estatutos, deliberar, sob proposta
da direcção, a fim de eleger, como sócio honorário a título
póstumo, José António da Lídia Belo, falecido na Austrália a 4
de Maio deste ano e sepultado em Peniche no cemitério Municipal de
Santana, para onde tinha sido trasladado a 15 de Maio. De referir que
se associou a esta homenagem a Liga dos Bombeiros Portugueses, com a
atribuição da sua medalha de ouro. Além de todas estas homenagens,
o seu nome ficou bem patente no novo parque de viaturas de incêndios,
um pequeno gesto para quem tanto contribuiu para aquela instituição
humanitária, mas com muito significado de grande apreço por aquele
benemérito.
Mais um ano passou e a data do
aniversário da ABVP chegou. Foi no dia 16 de Junho de 1929 que
nasceram os Bombeiros em Peniche. Assim, a direcção e comando, como
têm feito anualmente, promoveram a comemoração do 65° aniversário
da sua fundação, que teve lugar nos dias 18 e 19 de Junho, na nossa
cidade, aproveitando-se o fim de semana. Do programa comemorativo
destacamos: no sábado, dia 18, pelas 17h00, procedeu-se à plantação
de palmeiras pelas filhos dos nossos bombeiros, embora desalinhadas,
continuam em grande desenvolvimento nos terrenos destinados ao futuro
parque de trânsito do Alto de Santana, situado entre o Cemitério e
a CERCIP. Esta plantação revestiu-se de excepcional entusiasmo,
especialmente por parte dos plantadores que, estamos certos, jamais
esquecerão uma missão tão sublime. No domingo, dia 19, a efeméride
foi assinalada com a alvorada, hastear da bandeira e seguiu-se a
celebração da Eucaristia na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da
Ajuda, cabendo ao ajudante de comando e capelão desta corporação,
Pe. José Luís Guerreiro, a celebração da respectiva missa, tendo
sido condecorado durante a cerimónia religiosa pelo presidente da
Câmara Municipal e comandante Jacinto Pedrosa, com a medalha de
prata, simbolizando os 10 anos ao serviço desta associação
humanitária. Após a celebração foi feita a bênção de três
viaturas, em frente da citada igreja, onde se descerraram placas com
a indicação dos nomes dos padrinhos das três ambulâncias. Foi
deste modo que os responsáveis pela associação pensaram homenagear
três dos sócios mais antigos. António Rodrigues Tormenta, Augusto
Santana Veloso e Luís Correia Peixoto. Na Sessão Solene realizada
no quartel foram entregues distintivos de promoções a elementos do
corpo de bombeiros e atribuídas medalhas de, 10 e 15 anos de
assiduidade, a membros dos corpos sociais e bombeiros. De destacar a
entrega da medalha da cidade de Peniche ao vice-presidente desta
associação, Joaquim Barradas Leitão.
Ainda durante o ano de 1994, em Agosto,
a direcção e comando da ABVP encetou todos os esforços no sentido
de prestar um serviço de qualidade à comunidade onde estão
inseridos. Para o efeito, procuraram apetrechar-se com material
adequado à necessidade da corporação com o objectivo de
conseguirem maior operacionalidade no âmbito das suas funções.
Deste modo, a 17 de Agosto, o Serviço Nacional de Bombeiros fez a
entrega de um barco com atrelado para o seu transporte e quatro
equipamentos de mergulho completos para serem utilizados pelos
bombeiros desta corporação nas operações de salvamento, na área
de socorros a náufragos.
ANO DE 1995
Não havendo nada em especial até ao
aniversário da ABVP que mereça a maior menção, destaco as
comemorações do 66° aniversário que tiveram lugar no dia 16 de
Junho. Assim, às 8h00, realizou-se a alvorada, seguindo-se a
cerimónia do hastear da bandeira, perante a formatura geral.
Seguiu-se a celebração da missa na Igreja Paroquial de Nossa
Senhora da Ajuda, pelo ajudante de comando e capelão, Pe. José Luís
Guerreiro. Após a celebração eucarística no largo em frente da
referida igreja pelo mesmo sacerdote, procedeu-se à bênção de
quatro novas viaturas subsidiadas pelo Município. Seguiu-se a
romagem ao Cemitério Municipal de Santana, tendo sido colocadas
flores no talhão reservado aos bombeiros perante formatura.
Terminado este sentido acto, todos os romeiros regressaram. ao
quartel, onde, pelas 11h30, foi feita a recepção às entidades
oficiais.
A sessão solene teve início às
12h00, cuja abertura foi feita pelo então presidente da direcção
Júlio Alberto São Bento Correia, que já não está entre nós.
Seguidamente foi dada a palavra ao comandante da corporação Jacinto
Teodósio Ribeiro Pedrosa. Como habitualmente nesta cerimónia se
incorpora a entrega de medalha por assiduidade aos elementos do corpo
de bombeiros e corpos sociais da associação. Assim, receberam
medalhas de cobre (5 anos): director Vidaùl Rosa Gabriel; bombeiros
de 3° classe Francisco António Silva Ribeiro e Carlos Manuel
Martins Santos; bombeiros auxiliares António Manuel Vieira Nobre e
Joaquim João Conchacha Bulhôes; motorista auxiliar José Manuel
Tavares Belo..Medalha de prata (10 anos): director José Augusto da
Silva Rosa; bombeiros de 2° classe Jorge Manuel Faneca Franco e José
Antunes Alexandre; bombeiro de 3° classe Júlio Manuel Nazaré
Santos; bombeiro auxiliar: Carlos José Antunes Santos. Medalha de
ouro (15 anos): director José Joaquim Vitorino Pedrosa; bombeiros de
1° classe: Rui Adelino Chagas Mesquita e Fernando Baptista Pereira;
bombeiro de 3° classe: António Antunes Santos; motoristas
auxiliares: Vítor Manuel Silva Resende e António
Romão Justina Canhoto.
No mesmo ano, a 4 de Agosto, a ABVP
publicou o anúncio para o concurso público de adjudicação da
empreitada do novo quartel-sede. A empreitada em causa referia-se à
totalidade da obra, compreendendo os trabalhos de construção civil
e todos os trabalhos complementares previstos no projecto, pelo preço
base de 197.314.756$00, com exclusão do IVA. Arredondando a conta, a
empreitada teve o custo inicial previsto na ordem. dos 200.000
contos. Decorridos pouco mais de dois meses, a Câmara Municipal de
Peniche, na sequência de deliberações anteriores sobre a cedência
de terreno para a implantação da futura sede dos BVP deliberou
ceder à associação, pelo valor simbólico de 5.000$00, a parcela
de terreno, com 12.800 m2, sita na Prageira, junto à Rua da ponte
Velha com destino à construção do quartel da associação, não
lhe podendo ser dada outra utilização sem prévia autorização da
Câmara, sob pena da mesma reverter gratuitamente para o Município,
bem como as benfeitorias entretanto introduzidas.
Durante o ano de 1995 a instituição
não parou no seu progresso a favor das povoações rurais mais
distantes da sede do concelho. Assim, na última quinzena do ano,
mais propriamente a 17 de Dezembro, procedeu-se à inauguração da
Secção dos Bombeiros Voluntários em Serra D’El-Rei, em edifício
construído para o fim em vista, num espaço adquirido pelo
Município, bem como a comparticipação. de toda a sua construção
em parte às expensas da autarquia. Esta povoação viu assim.
realizada uma das grandes aspirações que pairava no seu espírito
há já vários anos. Com esta. nova delegação, a Freguesia de
Serra D’El-Rei e as aldeias mais próximas ficaram enriquecidas,
atendendo a que se lhes poderá prestar socorro mais rapidamente, em
caso de acidentes, doenças graves ou aquando da deflagração de
fogos. Por outro lado, a situação geográfica desta localidade
permite com mais eficácia, em termos de rapidez, combater incêndios
da área florestal que se situa a norte, direito ao mar. No aspecto
social, a existência dum quartel de bombeiros, não só valoriza a
terra onde está inserido, como também complementa urna série de
serviços púbicos que foram criados e estão a prestar um bom
serviço à população.
Respeitando o protocolo com uma sessão
solene no próprio edifício, a cerimónia
foi aberta pelo primeiro-secretario da assembleia geral da ABVR
Carlos Jorge Amaral Domingos. Seguiram-se uma série de intervenções,
do então comandante Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, de José
Constantino Leal Ferreira, na qualidade de representante da Comissão
Instaladora dos Serviços Públicos, Seguidamente usou da palavra
Jorge Amador, então presidente da Junta de Freguesia daquela
jurisdição administrativa, manifestando o seu regozijo, em nome do
povo, pelo acontecimento. Outros se seguiram, nomeadamente Gil
Martins, na qualidade de Inspector Regional dos Bombeiros de Lisboa e
Vale do Tejo, bem como o então presidente da Câmara Municipal, João
Augusto Tavares Barradas, e José Manuel Baptista, na qualidade de
presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. A encerrar a série de
discursos usou da palavra o secretário de Estado Armando Vara Por
último, o representante da assembleia geral Carlos Amaral
manifestou-se satisfeito com o decorrer da sessão solene, procedendo
ao seu encerramento.
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quinta-feira, março 13, 2014
Soldados da Paz com Sede em Peniche VII ( Década de 1990 a 1999 )
Artigo: Fernando Engenheiro

Em continuação de trabalhos de
anteriores direcções, agora com novos elementos empossados no
principio de 1990, não parou a ABVP desenvolver todo um programa de
revitalização desta prestigiosa e humanitária associação, de
forma a elevar ainda mais o seu património e, também, para que
todos os penichenses se sentissem mais protegidos e orgulhosos dos
seus bombeiros. Nesta perspectiva esteve toda a direcção da
associação, numa visita a uma sessão de trabalho da (Câmara
Municipal de Peniche, sendo recebida pelo presidente Augusto Tavares
Barradas e todo o elenco da vereação. Fez a apresentação da
comitiva dos Bombeiros Voluntários de Peniche o presidente da
Assembleia Geral, Francisco Mamede Cardoso júnior, tecendo na altura
o trabalho desenvolvido pelos nossos bombeiros e seus directores.
Seguidamente, o presidente da ABVP, Júlio Alberto São Bento
Correia, deu a conhecer em pormenor a intenção, já em andamento;
da construção do novo quartel.
Na reunião camarária de 8 de Maio de
1990 estiveram presentes todos os representantes recentemente eleitos da Associação
dos Bombeiros. O presidente da direcção, Júlio Alberto São Bento Correia, referiu-se ao novo
Quartel dos Bombeiros, informando a edilidade de que a elaboração do projecto havia sido
confiada a uma equipa de arquitectos, encontrando-se já concluído
o estudo preliminar. Disse tratar-se de um quartel do tipo C,
comparada do tipo D, dimensionados para o serviço de áreas com 80
mil habitantes, e que ia ser dotado com um heliporto.
Como o terreno destinado a implantação
do edifício já tinha sido escolhido, a Câmara, na mesma reunião,
concedeu autorização para a colocação de uma placa informando o
publico das novas instalações. Na sequência do já deliberado
sobre o assunto, em reunião camarária de 26 de Junho de 1990, foi
aprovada a localização do novo quartel dos Bombeiros Voluntários
de Peniche, na Prageira, no gaveto formado pela Avenida do Porto
de Pesca e pela Rua da Ponte Velha, a nascente desta.
Aproximava-se o dia 16 de Junho de
1990. As comemorações do 61° da associação prolongaram-se para o
dia seguinte, tendo começado por um simulacro de acidente de viação
junto ao Mercado Municipal, em que foram envolvidos uma viatura
pesada carregada de combustível e um auto ligeiro, além de outros
veículos. Tudo isto, afinal, serviu para testar o material existente
e igualmente poder-se avaliar a
capacidade dos nossos bombeiros no terreno. No dia que se seguiu,
houve o habitual toque de sirene, seguindo-se uma romagem ao
Cemitério Municipal de Santana, tendo sido colocada uma coroa de
flores no talhão reservado aos nossos bombeiros falecidos. Entre
outras solenidades, destaco o momento mais alto (se tomarmos em
consideração o habitual ponto alto as condecorações individuais,
que neste ano não houve) que tocou muito profundamente todos os
presentes: foi o descerramento duma lápide no então quartel, pela
esposa do chefe Elísio Carriço, enaltecendo o altruísmo e a
disponibilidade das esposas e mães dos nossos bombeiros. No mesmo
dia, após a missa celebrada pelo capelão, da corporação, Pe. José
Luís Guerreiro, foram benzidas duas viaturas. Uma ambulância foi
apadrinhada por Armando Faria da Silva Fadinga, na época primeiro
secretário da Assembleia Geral daquela instituição, e uma viatura
de fogo pelo capelão da corporação, Pe. José Luís Guerreiro.
ANO DE 1991
Mais um ano passado e mais um
aniversário que se comemorou, o 62°. A efeméride assinalou-se no
dia próprio, 16 de Junho de 1991, que teve o seu vasto relevo nas
mais diversas cerimónias
costumadas. Nos momentos mais solenes da Eucaristia, era de notar a
colaboração da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peniche. Logo
a seguir e nas escadarias da Igreja Paroquial de São Pedro,
assistiu-se a bênção de mais três novas viaturas, tendo
apadrinhado o acto o presidente da Câmara Municipal, João Augusto
Tavares Barradas, o deputado distrital Reinaldo Alberto Ramos Gomes e
o ajudante do Quadro Honorário Joaquim Rogério. De destacar que uma
das viaturas, um carro auto, para serviço do comando, foi oferecida
por um nosso emigrante, e filho desta terra, que durante longos anos
esteve fixado na Austrália, mas nunca esqueceu os "seus
bombeiros Refiro-me a José António da Lidia Belo que já há alguns
anos deixou de fazer parte do mundo dos vivos.
Na sessão solene procedeu-se
distribuição das seguintes medalhas, por assiduidade, aos Soldados
da Paz: Medalha de Ouro (15 anos): 1°. comandante Jacinto Teodósio
Ribeiro Pedrosa; Bombeiro 3° classe do Quadro Auxiliar, Joaquim
Duarte Marçal e 2°secretário da direcção, Nelson Rocha. Medalha
de Prata (10 anos): Bombeiro 1° classe Carlos Manuel Vagos Ferreira;
Bombeiro 3° classe, Carlos Manuel Silva Duarte; presidente da
Assembleia Geral, Joaquim Mamede Cardoso Júnior; 1° secretário da Assembleia Geral,
Armando Faria Silva Fadinga; presidente do Conselho Fiscal, Joaquim
Vitorino Pedrosa; secretário do Conselho Fiscal, António Vicente
Leitão e relator do Conselho Fiscal, Jacinto Francisco Alfaiate.
Medalha de Bronze (5 anos): ajudante do Comando Médico, António
Godinho Coelho e Silva; presidente da direcção, Júlio Alberto São
Bento Correia e vice-presidente da direcção, Paulo Conceição
Delgado Marques.
Aguardava-se, a todo o instante, um dos
momentos altos desta cerimonia a apresentação oficial do
anteprojecto das novas instalações a construir. Tudo se conjugava,
pois, para que dentro em breve se tornasse realidade o arranque da
obra, que muito vinha contribuir na sua valorização a Peniche e
também vinha dar aos BVP o prémio da sua tenacidade, dando-lhes
ainda maior espaço e formas de se poderem desenvolver cada vez mais
e melhor. Todo o projecto, muito bem concebido e com vasta área, foi considerado pelos
entendidos, para a época, como uma das melhores obras ao nível de
quartéis realizados em Portugal.
Dias depois, a Câmara Municipal, que
assumiu responsabilidades na feitura da sua construção, recebeu uma
carta da ABVP que foi presente em reunião camarária de 2 de Julho
de 1991, cujo despacho foi o seguinte: “Carta, com o numero 319/91
de 27 de Junho, da Associação dos Bombeiros Voluntários de
Peniche, solicitando a concessão de subsidio para pagamento da
primeira prestação dos honorários da
elaboração do programa-base e estudo prévio do projecto da
construção do seu novo quartel, no montante de esc.: 2.000.000$00
(dois milhões de escudos). Deliberado conceder um subsidio daquele
valor, a pagar logo que haja disponibilidades financeiras."
ANO DE 1992
Os BVP festejaram os 63 anos de
existência. Foi a um domingo o dia 21 de Junho que assistimos ao
aniversário com demonstrações de perícia, num simulacro efectuado
num prédio na época com obras 'junto ao Mercado Municipal, na Rua
António da Conceição Bento, tornejando para a Rua Ramiro ‘de
Matos Bilhau, que pertenceu aos herdeiros de Domingos Paulino.
Continuou-se no dia seguinte com o programa comemorativo, onde
estiveram presentes, entre muitas entidades, o governador civil do
distrito de Leiria. Depois do hastear da bandeira, perante a
formatura, seguiu o desfile em romagem ao cemitério, como de
costume, onde foram lembrados todos aqueles que nos deixaram com a
dedicação é causa humanitária do voluntário.
Houve missa na Igreja de São Pedro,
celebrada pelo ajudante do Comando, Pe. José Luís Guerreiro, que
durante o acto, na sua homilia, teve mais uma vez palavras de louvor
e gratidão para com o corpo de bombeiros, directores e comando, pela
sua entrega e exemplo de solidariedade humana.
No quartel procedeu-se a uma sessão
solene onde se fez a entrega de medalhas, capacetes e machados, aos
bombeiros e outras pessoas ligadas à causa. Após um almoço de
confraternização no salão de festas do quartel,
assistiu-se a um desfile até ao terreno onde alguns anos depois se
edificou o novo quartel. As houve exercícios pela escola de cadetes
e aspirantes de 1991, com grande assistência. Como sempre, e mesmo
pelo grave acidente sofrido, ainda havia pouco tempo, durante o
incêndio no edifício ‘Cinemar' nas imediações do Mercado
Municipal, esteve presente o comandante da corporação, Jacinto
Pedrosa, pessoa a quem a população de Peniche sempre honrou nas
suas justas homenagens pela sua dedicação incontestável à causa
dos nossos Bombeiros e dos Bombeiros de Portugal.
ANO DE 1993
A Câmara Municipal de Peniche, em
reunião ordinária do dia 23 de Março de 1993, deliberou atribuir a
Joaquim Barradas Leitão, que a 8 de Março passou ao Quadro
Honorário do Corpo de Bombeiros Voluntários de Peniche, a medalha
de prata de Mérito Municipal de Benemerência. Tendo pertencido
durante vários anos aos corpos gerentes da ABVP, Joaquim Leitão
exerceu de 16 de Junho de 1971 a 19 de Dezembro de 1980, as funções
de ajudante do Comando do Corpo Activo dos BVP, passando, a partir
desta última data, a desempenhar o cargo de 2°. comandante, cujo
exercício deixou ao passar ao Quadro Honorário. Os méritos da
actuação deste munícipe na benemérita instituição que serviu
activamente durante mais de duas década, foram objecto de reconhecimento. por parte da Liga dos
Bombeiros Portugueses, que lhe atribuiu as medalhas de cobre (1979),
de prata (1984) e, de ouro (1987), tendo sido galardoado, também,
com a medalha de ouro de serviços distintos em 1986.
Aproximaram-se as comemorações
sagradas para os BVP, o dia do seu aniversário, que passou a contar
com 64 anos de existência. Embora a efeméride tivesse o seu dia a
16 de Junho, mas por ser no meio da semana, foi transferido para o
fim-de-semana, dia 20. Depois do hastear das bandeiras perante a
formatura geral, as 8h30, como é tradicional, foi feita a romagem ao
Cemitério Municipal de Santana, acto muito’ sentido por todos os
participantes que se uniram junto ao Talhão dos Bombeiros a recordar os bombeiros e
directores falecidos, onde foi colocada uma coroa de flores, perante a formatura, da qual fazia
parte a fanfarra da corporação.
Na volta aquele tão solene acto, não
menos importante foi as cerimónias religiosas com a celebração da Eucaristia na Igreja de
São Pedro, por intenção dos falecidos ligados a corporação, assinalando em simultâneo, de forma
indelével, um ponto alto da efeméride. Foi celebrante o Pe. José Luís Guerreiro capelão desta
corporação e ajudante do Comando, no decorrer da cerimónia daquele piedoso acto litúrgico, na
homilia que aquele reverendo usou da palavra, em que se referiu com particular relevo aos
bombeiros que defendem com abnegação uma causa tão sublime, que a todos nós,
cidadãos, diz respeito. Após a cerimónia no adro da igreja, o
citado sacerdote procedeu a bênção de uma nova
viatura.
Já no decorrer da sessão solene que
teve inicio as 12h00 na sede dos BVP, com a imposição de medalhas
de 5, 10 e 15 anos de serviço, as quais foram colocadas pelas
entidades presentes e outros elementos da associação e corpo de
bombeiros. A culminar a aludida sessão solene houve uma série de
discursos, tendo a sessão sido encerrada pelo presidente da
Assembleia Geral.
Usaram da palavra distintos oradores,
em que todos realçaram efusivamente a actuação do homem bombeiro e
dos elevados serviços que presta a nossa sociedade, a qual são
imprescindíveis.
No decorrer deste ano que os BVP foram
distinguidos com a honrosa visita de uma delegação representativa
dos bombeiros militares brasileiros. Foi a 9 de Outubro de 1993 que
Peniche viveu mais um dia a registar na sua
história, ao ser escolhido para receber um corpo de 26 bombeiros
constituído, por oficiais superiores brasileiros, comandados pelo
coronel-bombeiro militar José Guilherme de Morais Neto,
representando sete estados do Brasil, com sede no Estado do Rio de
Janeiro. Dignaram-se acompanhar esta comitiva o secretário de Estado
da Administração Interna, com o seu chefe de gabinete, bem como o
governador civil do distrito de Leiria e as mais diversas entidades oficiais com ligação
directa aos bombeiros portugueses, Autoridades Civis e Militares
representantes do nosso concelho. Este acontecimento constituiu
motivo de orgulho para todos os penichenses, dado que a cidade
de Peniche foi eleita pelo Serviço‘ Nacional de Bombeiros para
receber tão ilustres visitantes.
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terça-feira, março 11, 2014
Soldados da Paz com Sede Em Peniche VI ( Década de 1980 a 1989)
Autor: Fernando
Engenheiro
Ainda nos fins da década
de 70, os BVP realizaram um sorteio para a compra de uma ambulância
que constituía, no momento, a mais premente necessidade, pois na
época as constantes solicitações dos serviços exigiam um maior
número destas viaturas. Tratava-se de uma necessidade que se
impunha, dado o aumento, sempre crescente, da população e das
exigências normais do concelho de Peniche. Dispunha então a
corporação, em Maio de 1980, de três ambulâncias, das quais
apenas duas se encontravam em condições do serem utilizadas,
destinando-se a outra, em consequência do seu estado de degradação,
a ser adaptada a outros serviços. Eram muitas as ocasiões em que no
quartel não havia uma única ambulância, acontecendo, por vezes, ao
ser solicitada outra espécie de socorros, haver a necessidade de
recorrer a improvisação de outra viatura em ambulância.
Causou em parte grande
admiração da Corporação do Bombeiros Voluntários, pouco tempo
depois das comemorações das bodas de ouro daquela colectividade, o
l° comandante a frente dos destinos daquela instituição
humanitária desde Novembro de 1958, ter pedido a exoneração das
atribuições do seu cargo, pondo-o à disposição de alguém que a
direcção escolhesse para preencher a sua vaga, cujo conhecimento
oficial teve lugar em reunião daquela colectividade no dia 28 de
Março de 1980, embora o seu pedido de demissão bem como a acta em
que a direcção delibera não aceitar o pedido, nada alterou a sua
vontade de se afastar, por razoes varias. A Câmara Municipal ao ter
conhecimento daquela grande perda não só para os bombeiros mas para
Peniche em geral, de harmonia com o deliberado
em sua reunião realizada no dia 23 de Abril de 1980, torna pública
a deliberação municipal que conferiu a Luís Filipe Jordão Vidal
de Carvalho, um voto de louvor pela notável e dedicada actividade
exercida no comando do corpo de BVP, em que, pelo seu inexcedível
devotamento e incansável luta pelo engrandecimento da corporação,
se tornou digno da admiração e agradecimento da comunidade que,
desinteressadamente, serviu em tão espinhosa missão durante mais
de 21 anos. Assim, assumiu o cargo do comando inteiramente, a 19 de
Dezembro de 1980, o 2°. comandante Joaquim Barradas Leitão, que
entregou o comando pouco tempo depois ao então presidente da
direcção, Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, que tomou a posição
de 1°Comandante.
A 18 de Dezembro de 1981,
a Câmara Municipal de Peniche adquire a António Pafùncio da Silva
Santos, residente no lugar da Coimbra, uma casa de rés-do-chão que
lhe ficava contigua ao edifício da sede dos BVP, para ampliar o
actual quartel, que lhe serviria de garagem para recolha de algumas
das suas viaturas, Dois anos mais tarde, em 1983, foi aumentado o
património da associação com mais uma ambulância Renault, viatura
equipada com suspensão especial para transportes de dois sinistrados
ou doentes e dois acompanhantes, bem como uma auto-escada Magirus,
importada da Inglaterra. Procedeu-se a bênção das duas novas
viaturas, as quais foram dadas os nomes de chefe Elísio Vieira
Carriço e comandante Jacinto Teodósio Pedrosa, respectivamente. Não
obstante toda a boa vontade e esforço
despendido, estas aquisições só foram possíveis com forte apoio
financeiro da autarquia, que se dignou a dar um subsidio de 3.893.000
escudos, que permitiu a associação adquirir a auto-escada. Trata-se
de uma viatura equipada com uma escada extensível, totalmente
hidráulica, com o comprimento de 30,5 metros, com movimento
rotativo, elevatório, ascendente e descendente, equipada no seu topo
com. um. canhão de agua para combater incêndios. A viatura tem
cabine com capacidade para seis pessoas, dispondo de comunicação
por interfone entre o operador do comando e o topo da escada.
Também no mesmo ano foi
oferecida por Ernesto Luís Costa, vulgo ‘Ernesto Estrela' natural
de Peniche e emigrante em Franca e que, tendo sido amigo bombeiro,
assim provou de modo tão significativo e exemplar o amor e tão alto
apreço em que tem a corporação que serviu e o nobre e humanitário
papel que desempenha no seio da sociedade. Tratou-se da oferta de uma
viatura Citroen AM4 (estilo boca de sapo),
embora não sendo complemente nova, encontrava-se em excelente estado
de conservação.
No seguimento das
comemorações dos 55 anos de Vida daquela instituição humanitária,
em 16 do Junho do 1984, destaco as novas promoções dos elementos
que constituíam aquele corpo de voluntários: a subchefe, Joaquim
Miguel Eustáquio Sousinha; a 1“. classe, José Ribeiro Jorge; a 2°
classe, Carlos Manuel Vagos Ferreira e José António Bruno da Silva;
a 3° classe, Paulo Nuno Ablum Santana, Alberto José Duarte
Cordeiro, Adriano José da Silva Duarte, António Manuel da Silva
Sousinha Brás, Américo António Ablum Esgaio, João de Almeida
Monteiro, Artur Joaquim Ferreira Simões, Carlos Alberto Pinto Vale
Nove, Joaquim Livio Franco Nobre, José Carlos Ferreira Silva e
Alfredo Liberato Santos Henriques. No Quadro Auxiliar foram
promovidos a 3° classe: António Garcia Couto, José Augusto Ribeiro
Leiria, Humberto Manuel da Silva Santos, Vítor Manuel da Silva
Rosendo e António Romão da Justina Canhoto. Com aproveitamento e a
aguardar a idade para a 3“. classe: Paulo Jorge do Carmo Vitorino,
Artur Jorge da Fonseca Ferreira e Vítor Manuel Martins dos Santos.
Na passagem de Classe de cadete a aspirante foi promovido Américo
António Ablum Esgaio. Quanto a passagem ao Quadro Honorário, ao
posto imediato de subchefe, foi promovido Patrício dos Ramos, e a
bombeiro de 1° classe, António Filipe Neves.
No ano seguinte, por
deliberação camarária de 23 de Abril de 1985, foi concedida uma
comparticipação para a obtenção de um auto pronto-socorro. Também
no cumprimento do programa festivo das comemorações do 58°
aniversario da associação humanitária, foram benzidas três novas
viaturas: um auto-tanque pesado, uma ambulância de transportes e uma
de pronto-socorro.
Todos estes meios de
socorrismo vieram contribuir para melhorar a qualidade e a eficácia
dos serviços que aos bombeiros competem, exigindo também deles um
maior grau de formação técnica. Como parte do programa deste mesmo
dia, procedeu-se a inauguração de um monumento ao bombeiro,
constituído por uma bela pega em bronze que foi colocada na fachada
do quartel, da autoria de Carlos José Rosendo Chuvas, natural e
residente em Peniche (actualmente encontra-se em lugar de destaque no
hall na nova sede dos BVP).

Em 1986, mais um ano
decorrido que não deixou de ser assinalado com um novo
pronto-socorro com vários rolos de mangueiras para combate a
incêndios de matérias combustíveis. Nesta data, foi também
distinguida com a medalha de ouro de serviços distintos, da Liga dos
Bombeiros Portugueses, Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, membro
superior desta instituição que foi condecorado a 16 de Junho de
1986.
A Câmara Municipal, em
sua reunião de 8 de Março de 1988, toma conhecimento de uma carta
datada de 29 de Janeiro, da Pro-Comissão Instaladora da Terceira
Secção dos Bombeiros Voluntários de Peniche em Serra de El-Rei,
informando da realização, dentro de um curto espaço de tempo, da escritura
definitiva da aquisição de um edifício destinado as referidas
instalações e solicitando que sejam tomadas as medidas atempadas
necessárias, nomeadamente as de natureza orçamental. Não tardou
que a autarquia, meses depois desse conhecimento a Associação dos
Bombeiros Voluntários de Peniche, que já se encontra registado a
favor da mesma Câmara na Conservatória do Registo
Predial o prédio que» vai ser alienado aquela Associação
Humanitária de harmonia com a deliberação tomada em 28 de Agosto
de 1986. A Câmara deliberou, por unanimidade, confirmar a referida
deliberação e celebrar a necessária escritura.
Um dos momentos altos das
comemorações que decorreram na manha do dia 21 de Junho de 1987,
foi a sessão solene que teve lugar no próprio quartel. Durante a
sessão procedeu-se a atribuição de condecorações por
assiduidade, tendo sido distinguidos: com medalha de ouro - 2°
comandante Joaquim Barradas Leitão, bombeiro de 1° classe António
Berto Martins Alfaiate e o motorista auxiliar Hernâni dos
Santos do Carmo; com medalha de Prata: bombeiro de 1° classe, Vítor
Pedro de Almeida Gonçalves
Pereira, os bombeiros de 2°classe José Manuel dos Reis Salgado
Pereira e José António Bruno da Silva o bombeiro de 3° classe,
Joaquim Nicolau Cordeiro dos Santos. Com medalha de cobre, os
bombeiros de 3° classe, Paulo Nuno Ablum Santana, Alberto José
Duarte Cordeiro e Américo António Ablum Esgaio, os motoristas
auxiliares Henrique Carvalho Fonseca Santos, Virgolino Delfim Pereira
e Jorge Manuel do Nascimento Sarreira Pereira. A mesma ‘Ordem de
Serviço’ incluía também um louvor ao chefe Joaquim Rogério
"pela
disponibilidade e dedicações evidenciadas nos 43 anos de serviço”
prestados naquela corporação, o qual, deste modo, passou ao Quadro
Honorário no posto de ajudante de comando.
A 16
de Junho de 1988 assinalaram-se os 59 anos do nascimento da
associação, mas a data foi celebrada pelos BVP no domingo seguinte,
no dia 19. Tal como em anos anteriores, esta foi uma ocasião festiva
de entusiasmo para os então membros do corpo activo, direcção e
fanfarra, bem corno para os respectivos familiares, para reflectir a
acção meritória da corporação a população da cidade, concelho
e não só, pois devemos ter também em conta o apoio prestado pela
corporação as suas congéneres das zonas afectadas pelos fogos de
Verão. Por estas e outras razoes se associou, com afecto e
admiração, a população as cerimónias. Na sessão solene,
realizada no quartel, foram distribuídas as seguintes medalhas a
membros do corpo activo: medalha do ouro (30 anos de serviço) ao
bombeiro de 1° classe, Fernando Luís Malheiros Lopes; medalha de
prata (10 anos de serviço). aos bombeiros de 2° classe, Aníbal da
Silva Ramos e Francisco Geraldes Alfaiate; 3° classe: António José
Adão Cordeiro e Remigio Manuel Codinha Santos, auxiliares Pedro
Manuel da Trindade
Pinto Gomes e Francisco Manuel da Costa Zaragoza, e motorista
auxiliar Artur Alberto Teixeira Gouveia. A medalha de cobre (5 anos
de serviço) aos bombeiros de 3° classe Adriano José da Silva
Trindade, António, Manuel da Si1va Sousinha Brás, Joaquim Livio
Franco Nobre e Heitor Augusto da Silva Trindade.
Em
meados de 1989 começaram os corpos gerentes desta instituição
anotar que; mesmo com ampliações que se fizeram em terrenos
confinantes com o quartel, adquiridos por compra pelo município, as
instalações mostravam-se insuficientes para o grande movimento que
os BVP registavam. Assim, a 24 de Agosto dey1989), a associação
dirigiu uma carta a Câmara Municipal, apresentando alternativas
previstas para a implantação de um novo quartel. Após reunião
camarária realizada a 19 de Setembro de 1989, em satisfação a uma
informação prestada pela Divisão de Habitação e Urbanismo,
datada de 11 daquele mesmo mês, a Câmara Municipal deliberou concordar
com a localização apontada pelos serviços para a implantação do
novo quartel e equipamento de apoio, na zona da Prageira, a sul das
instalações municipais.
Antes
de encerrar a década de 80, com todo o seu trajecto das mais
diversas ocorrências passadas durante aquele espaço de tempo, há
que lamentar e incluir na mesma trajectória a perda de alguns
elementos que serviram por longos anos as mais diversas atribuições
neste organismo ‘do bem-fazer' que já não fazem parte do mundo em
que vivemos: Quintino Augusto de Lemos (bombeiro fundador) nascido a
1 de Abril de 1907 e falecido a 5 de Junho de 1980; José Inácio
Bandeira (bombeiro fundador) falecido a 8 de Novembro de 1980; José
Augusto Leiria, vitima de acidente quando no pronto-socorro da
corporação se dirigia ao local de mais um sinistro, veio a falecer
no Hospital Ade São José, a 12 de Julho de 1984, com 40 anos. O
desditoso bombeiro foi projectado do veiculo onde seguia quando este,
junto da Escola Primária n°1 desta então vila, curvou da Avenida
das Escolas para a Rua Doutor João de Matos Bilhau. Na sua queda
José Leiria bateu com a cabeça no lancil. A vitima entrou para o
Quadro deAuxi1iar do Corpo dos BVP em 1980, tinha feito em Maio o
ultimo exame para bombeiro de 3° classe,- com bom aproveitamento, e
havia pedido a sua passagem para o Quadro Activo, na altura do
acidente, jaz sepultado no talhão dos BVP no Cemitério Municipal de
Santana; Sebastião Maria das Neves, bombeiro de 1° classe, faleceu
a 28 do Setembro de 1986, jaz ‘sepultado no Talhão dos BVP no
mesmo cemitério, Hernâni dos Santos Carmo, motorista auxiliar,
faleceu a 6 de Junho de 1987, jaz sepultado no mesmo Talhão; Carlos
Alberto dos Santos, director, faleceu a 29 de Setembro de 1987, jaz
sepultado no Talhão dos BVP. Para o mesmo talhão foi também a
sepultar Manuel António Malheiros, depois de prolongada doença)
falecido a 20 de Março de 1988. Foi fundador e bombeiro daquela
corporação humanitária, pertencendo desde então ao corpo dos
bombeiros, que sempre serviram com maior dedicação. Exerceu o cargo
de comandante durante cerca de nove anos, até 1958, altura em que
passou ao Quadro Honorário como 1°comandante. Aires Henriques
Bolas falecido a 4 de Maio do 1988, a escassos dias do perfazer 90
anos de idade, também esta sepultado no mesmo talhão. O extinto,
que se encontrava desde 1961, depois de 40 anos ao serviço do
município, deixa o seu nome ligado e a diversas instituições
locais a que devotamente se dedicou durante largas dezenas de anos,
nomeadamente, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Peniche,
de que foi fundador, e, posteriormente, director durante muitas
gerências, até a Santa Casa da Misericórdia, à Associação
recreativa Penichense e ao Grémio do Comércio do Concelho de
Peniche. Manteve durante toda a sua vida o maior interesse por tudo
quanto a Peniche e ao seu progresso dissesse respeito Foi a sepultar
no Cemitério Municipal de Santana, no talhão privativo dos BVP, a
seu pedido, sendo o seu desejo ficar junto dos soldados da paz que
ali encontraram o descanso eterno na sua última morada.
Deixamos para trás
a década de 80 e fizemos o possível e até o impossível de
entrarmos na década quase
segue com o pé direito, espaço de tempo que nos trouxe grandes
recordações, bastantes alegrias,
depois de grandes lutas e trabalho sem cessar, obtivemos a recompensa
de se tornar realidade a construção da nova sede, o edifício agora
na zona da Prageira, que ao longo deste período de tempo, com recuos
e avanços, com a colaboração de todos, e em especial com a própria
autarquia, foi possível levar avante a concretização daquela
grandiosa obra, implantada em terreno cedido pelo município, pela
importância simbólica de mil escudos.
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terça-feira, março 11, 2014
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sexta-feira, dezembro 20, 2013
Soldados da Paz com Sede em Peniche V
Em Maio de 1976,
como já não havia lugar para as viaturas, um grupo de bombeiros, a
que deram o nome de ‘Movimento Pró-Bombeiros
adquiriu e ofereceu à própria corporação uma nova ambulância
devidamente equipada, de marca “Peugeot 504’ Conforme lhes foi
possível, continuaram a proceder a novas aquisições. Em fins do
ano de 1978 foi adquirida uma nova viatura de combate a incêndios.
Ainda na mesma década de 70, no dia do 43° aniversário a 16 de
Junho de 1972, procedeu-se ao descerramento da lapide toponímica que
designa a Rua dos Bombeiros Voluntários, a antiga Travessa do
Matinho, ou seja, aquela onde se estava a construir o novo quartel
dos Bombeiros Voluntários de Peniche e houve uma visita as obras da
mesma unidade.
Em 1973, no dia que
assinala o aniversario seguinte realizou-se, como já vinha sendo
hábito desde o primeiro ano da fundação daquele organismo
humanitário, uma romagem de saudade ao Cemitério Municipal de
Santana e ainda um jantar de confraternização entre directores e
bombeiros num restaurante em Peniche. Também naquele ano foi
assinalado, quatro meses depois destas solenidades, a morte de
António da Graça Baptista, a 9 de Outubro de 1973, com 63 anos de
idade. Foi um brioso soldado da paz, jamais se poupando a esforços
ou sacrifícios onde os seus serviços pudessem ser úteis, sendo
bastante rico o seu ‘curricu1um. Admitido como aspirante nos
Bombeiros Voluntários de Peniche em Dezembro de 1942, foi depois
objecto das seguintes promoções de 3 Classe em 1945, de 2 Classe em
1957, de l° Classe em 1959, subchefe de material por distinção em
1968. Foi ainda distinguido com as seguintes medalhas da associação:
cobre em 1950 pelo seu comportamento exemplar; prata em 1959; ouro em
1969 por ter completado 25 anos de actividade. Modelo de dedicação
à tão nobre causa dos bombeiros, dificilmente o seu exemplo se nos
apagará da memória.
Recordo aqui também
Inácio Luís Ceia, falecido a 28 de Março de 1976, com 67 anos de
idade, não menos importante o seu ‘curriculum’ desde o dia da
fundação, alistado aos 20 anos de idade e que se prolongou pela sua
vida fora. Também na mesma década viram partir da vida presente o
jovem soldado da paz Francisco José Remígio
Garcia, A família testemunhou com o agradecimento ao Comando,
Direcção e à Fanfarra da Associação dos BVP pela homenagem
prestada e outras corporações de bombeiros que acompanharam o
cortejo fúnebre até à inumaçäo
junto dos seus colegas falecidos. Recordo, também, Albertino Jesus
da Silva, bombeiro subchefe incorporado a 15 de Julho de 1947, com
longa actividade, veio a falecer a 8 de Dezembro de 1978, sepultado
junto aos seus colegas no talhão privado dos BVP no Cemitério
Municipal de Santana.
Estamos em 1979. A
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Peniche vai
celebrar meio século de existência, ao serviço do bem comum, no
dia 16 de Junho, a data da grande efeméride. Todas as corporações
do nosso distrito de Leiria se fizeram representar com os seus
respectivos estandartes e elementos que o acompanharam nas viaturas
das suas corporações, que passo a relatar:
Caldas da Rainha,
Bombarral, Nazaré, Batalha, Alcobaça, Porto de Mós,
S. Martinho do Porto, Óbidos, Marinha Grande, Leiria Vieira de
Leiria, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra, Pedrogão Grande,
Pombal e Ancião. De outros distritos vieram corporações de:
Lourinhã, Torres Vedras, Vila Nova de Ourém, Bombeiros Municipais
de Coimbra, Constância, Abrantes, Alenquer, Lisboa (Campo de Ourique
e Funchal. Em lugar de destaque acompanhou a representação no nosso
cinquentenário o estandarte que representa esta corporação e que
os soldados da paz sentem orgulho e que sempre os tem acompanhado
desde a sua fundação nas mais diversas representações, religiosa
civis e militares, transportado pelo porta-estandarte e dois membros
da mesma corporação no papel de guarda de honra. Os olhos dos
honrosos soldados que compõem a instituição brilham ao verem
pender do cimo da lança os mais honrosos galardões que, ao longo
dos tempos. àquela entidade tem sido reconhecida pelas suas
qualidades do bem-fazer.
Considerando a
meritória acção desenvolvida ao serviço do bem comum e o alto
espírito humanitário revelado na defesa de vidas e bens pela
aludida associação, o então ministro da Administração Interna
manifestou púbico apreço de louvor à Associação Humanitária de
Bombeiros Voluntários de Peniche pela prestigiosa acção.
desenvolvida ao longo da sua existência, cujo aniversário assinala,
na certeza de que tal testemunho corresponderá não só à expressão
de um sentimento pessoal, mas também à de um reconhecimento público
que é devido pelo alto espírito de solidariedade humana, de
altruísmo e de abnegação sempre evidenciados pela associação em
causa. Também a Câmara Municipal de Peniche, por unanimidade,
deliberou mandar exarar na acta de 13 de Junho de 1979, um voto de
público louvor e agradecimento àquela benemérita instituição, à
sua direcção, comando e corpo activo, que pela sua abnegação,
coragem e dedicação ao longo de 50 anos devotados ao serviço de
toda a população do nosso concelho, fazendo jus ao seu lema ‘Vida
por vida’, se tornou credora do sentido reconhecimento de todos os
penichences. A autarquia associou-se assim ao carinho dispensado por
todos os munícipes aos ‘nossos’ bombeiros nas comemorações das
suas bodas de ouro, tendo ainda deliberado participar activamente nas
festividades que assinalam a efeméride.
Em sessão solene,
no prolongamento do dia das festividades, foi entregue pelo
representante do Conselho Administrativo da Liga dos Bombeiros
Portugueses, a medalha de ouro, duas estrelas, por relevantes
serviços prestados à causa do ‘soldado da paz’ e do
voluntariado português, ao comandante em actividade desde 1958, Luís
Filipe Jordão Vidal de Carvalho, natural e residente em Peniche,
entidade que quis satisfazer esta oferta por unanimidade em
deliberação de 15 de Junho de 1979. Não foram esquecidos pela
organização os sócios fundadores daquela fundação humanitária
na entrega de medalhões e galhardetes: Aires Henriques Bolas,
Joviano Passos Coelho, Acácio Sousa Lacerda, Augusto Santana Veloso,
José Manuel dos Santos Ginja, José Maria de Carvalho Oliveira,
Joaquim Guilherme Fana Júnior e Afonso Leitão Costa. Também os
bombeiros fundadores foram reconhecidos com as mesmas ofertas:
Quintino Augusto de Lemos, José Rosa do Rio, Ângelo Gaspar da Mata,
Manuel Miguel, José Inácio Bandeira, Lino Filipe Franco a Manuel
Malheiros. Com o mesmo reconhecimento foram abrangidos os bombeiros
auxiliares: Manuel Lopes Leitão e Inácio Gonçalves, bem como os
bombeiros fora do activo incluídos no Quadro Honorário: António
Belarmino Rodrigues, vulgo António Serafim, Luís da Costa, vulgo
Luís Caseiro, José Rosado do Rio e Manuel António Malheiros. Não
foram esquecidas algumas firmas e particulares com lembranças
alusivas àquela efeméride: Manuel Mamede & Irmão, Lda, Victor
João Albino de Almeida Baltazar, Alcides dos Santos Martins, Américo
Mendes Machado, António de Matos Leitão, António Rodrigues, vulgo
António Minó, Francisco
de Jesus Salvador, Jacinto Teodósio Ribeiro Pedrosa, Joaquim Leitão,
José da Conceição Fernandes Bento, viúva de Miguel Rocha, Renato
Pereira Fortes, Rui Vitorino Leitão, Luís Manuel Judas Botelho,
Banco Português do Atlântico, Carlos Norberto Freitas Mota e
presidente da Câmara Municipal de Peniche, António Assalino Rosa
Alves.
As promoções
também estavam na ordem do dia. Assim, foram promovidos a bombeiros
de 3° Classe: António José Chagas Mesquita, José Manuel Franco,
Francisco Luís Dias Cândido, Carlos Manuel Tomás de Sousa Pedro
Manuel da Conceição Rogério, Carlos Alberto Remigio Garcia e Mário
Manuel Marques; bombeiros de 2° Classe:
Francisco Manuel da
Costa Zaragoza, Pedro de Almeida Gonçalves Pereira, José Ribeiro
Jorge e Edmundo da Conceição Morgado; por último, a bombeiro de la
Classe foi promovida António Berto Martins Alfaiate. Havia agora que
fazer a entrega das condecorações aos soldados da paz, considerado
sempre um ponto alto de reconhecimento no cumprimento dos seus
deveres, confirmando nos seus juramentos o seu dever cumprido. Assim,
com a medalha de cobre (uma estrela) foram condecorados os bombeiros
do Quadro Auxiliar: António Garcia Couto, Joaquim São Bento
Correia, Nelson Rocha, Joaquim Hermenegildo Cadilha Leitão e Manuel
Lino Trindade Franco; a bombeiro de 1° Classe: António Berto
Martins Alfaiate e Gabriel Vitorino Viola; a bombeiro de 2° Classe:
José Ribeiro Jorge, Edmundo da Conceição Morgado e Francisco Luís
da Silva. Com medalha de prata (duas estrelas) foi distinguido o
bombeiro de 1° Classe António Filipe das Neves e bombeiro de 2°
Classe Gabriel Vitorino Finalmente, com a medalha de ouro (duas
estrelas) foram distinguidos o chefe Elísio Vieira Carriço, chefe
Narciso Augusto Rosa de Castro e o subchefe José Alexandre.
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Cabo Carvoeiro
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