sexta-feira, novembro 29, 2013
Soldados da Paz com Sede em Peniche IV
terça-feira, novembro 19, 2013
Soldados da Paz com Sede em Peniche III
dando-lhes a devida
assistência; o navio espanhol “Fernando Ibarra” naufragado em
Vale de Janelas a 20 de Dezembro de 1943, que fez a oferta a esta
colectividade humanitária de 1.500$00 pelos serviços prestados; o
vapor francês “Henry Mory” abicado na Papôa a 6 de Outubro de
1931, deram o seu contributo possível no auxilio aos tripulantes;
“João Diogo’ navio português encalhado na Papôa a 8 de Janeiro
de 1963, também lhes prestaram todo o auxílio ao seu alcance; e
tantos outros que o tempo apagou mas que na memória dos membros que
contribuíram nestas façanhas nunca estão esquecidos, recheados das
mais diversas histórias.
Continuava-se por todos os
meios e acções a adquirir verbas para satisfazer as despesas
correntes em especial com fornecedores. A direcção, em sessão
ordinária de 6 de Janeiro de 1941, propôs para se entrar em
negociações de arrendamento do armazém com o seu proprietário
José Gago da Silva, que possuía na Travessa de Nossa Senhora da
Conceição, onde foi a sua fábrica de conservas.
Recordo aqui e presto a
minha devida homenagem a Salvador das Neves, por exercer as funções
de contínuo da sede, a partir de Setembro de 1948, que se prolongou
por mais de três décadas, em substituição de Gabriel Pinto
Vitorino, que foi um servidor exemplar, que la além das funções
para que foi destinado, sempre pronto a servir e estimado por todos
os elementos que constituíam aquela Casa Humanitária. A 11 de
Dezembro de 1949, chegou a Peniche a nova automaca para ser entregue
a esta associação, por deliberação da mesma entidade de 6 de
Novembro do mesmo ano, tendo sido convidadas as entidades oficiais, o
pároco os sócios e a população em geral.
A corporação sentiu
desde logo o seu entusiasmo e a humanitária colectividade viveu um
salutar remoçamento, promessa dum regresso aos tempos em que os
voluntários de Peniche lograram um crédito que os guindou a
invejável altura, renovação que saltava aos olhos dos que de perto
acompanhavam a vida da instrução. O interesse de então não
somente se manteve mas foi avolumado, mercê de um querer forte,
secundado par toda a corporação. A 23 de Julho de 1961, na presença
do ministro das Obras Públicas, Arantes de Oliveira, bem como de um
representante do ministro do Interior (actual Ministério da
Administração Interna) e delegações de dez corporações deste
distrito, fossem benzidas, em frente da sumptuosa Igreja de São
Pedro, desta então vila de Peniche, três novas viaturas: um
auto-tanque pronto-socorro, uma ambulância e um “jeep’ Tiveram
como madrinhas dos respectivos veículos, respectivamente, Mariete
Monteiro Dias Bento (esposa de António da Conceição Bento), Dulce
Freire Vidal de Carvalho filha de Luís Filipe Jordão Vidal de
Carvalho, e Maria da Glória Salvador Henriques, esposa de Aires
Henriques Bolas. Também no mesmo dia foi inaugurada a Casa Escola no
logradouro do futuro quartel, nas imediações da Rua do Martinho Foi
dada aquela construção como pequeno reconhecimento o nome de
António da Conceição Bento, em actividade na presidência da
Câmara Municipal na época.
sexta-feira, novembro 08, 2013
A loja do Laurindo
sexta-feira, novembro 01, 2013
SOLDADOS DA PAZ COM SEDE EM PENICHE PARTE II
estatutos foram
apresentados a 8 de Setembro do mesmo ano, pela comissão
organizadora constituída por: José Júlio Cerdeira, José do
Nascimento Ginja, António Nunes Ribeiro, António Adelino Gomes da
Silva e Aires Henriques Bolas.
Mesma assim, lutava-se com
as escassos espaços na desempenha das funções daquela instituição,
pela aquisição de mais e mais material para o desempenho no serviço
contra os incêndios Em 1935, os Bombeiros Voluntários de Peniche já
possuíam três carros de braçal, que se distinguiam por “bomba
braçal com depósito para
água” (caldeira), “carro escada’ e “material diverso” e na
mesma ano entram em negociações com a firma Guérin, Lda, de
Lisboa, para a compra de uma camioneta de marca “Fargo’ com o fim
de aproveitar o chassis, adaptando-o a pronto-socorro. Por
deliberação camarária de 25 de Fevereiro de 1935, foram concedidos
plenos poderes ao vice-presidente da Câmara, António da Conceição
Bento, que também desempenhava as funções de tesoureiro daquela
corporação, para representar a Câmara junto da referida firma e da
Alfândega de Lisboa para a aquisição do veiculo. Ficou a despesa
por 20.500$00, sendo pagos pela autarquia 15.500$00 e ficando o
restante a cargo da corporação.
À frente deste lutador
incêndio contra o homem, estava a comandar os trabalhos o primeiro
comandante-interino, desde a fundação da corporação, António
Adelino Gomes da Silva, natural da cidade do Porto e residente em
Peniche desde 1923, exercendo a profissão de mecânico numa das empresas de motores
ligadas à pesca. Não se sabe as razões que o levou pouco mais de
dois meses e meio após aquele pavoroso incêndio, a 27 de Novembro
de 1932, passar a exercer naquela instituição o desempenho de
segundo comandante, dando o lugar de primeiro comandante a favor do
tenente Rosa Mendes, com autorização superior do comandante-geral
da Guarda Fiscal.
quarta-feira, outubro 30, 2013
SOLDADOS DA PAZ COM SEDE EM PENICHE
Criada então a Companhia de Incêndios, transformada mais tarde em
Corpo de Bombeiros foi, no entanto, por iniciativa de Guilherme
Cossoul (1828-1880), que se instituiu a primeira associação de
bombeiros que no voluntariado tinha a sua razão de ser. Foi assim
que, de época para época, numa evolução permanente, com a força
de vontade de alguns e o espírito de servir de muitos, que se foram
criando os alicerces e consolidando as estruturas dessas heróicas
corporações de voluntários. Constituem hoje o fulcro, o dinamismo
e a força dessas altruísticas Associações de Bombeiros
Voluntários formadas por homens desinteressados e íntegros, que
sabem dar-se na protecção e defesa do semelhante.
Havia que tomar algumas
previdências para que se criasse um corpo de bombeiros pois os
incêndios eram frequentes. De salientar o incêndio deflagrado de 13
para 14 de Fevereiro de 1922, às 22h00, no armazém de redes das
Armações do Romina, construído em madeira e localizado no exterior
da muralha, no ângulo da muralha a norte, junto à entrada por
Peniche de Cima. Outro ocorrido, em 28 de Outubro de 1926, na
mercearia de José do Rosário, em Peniche de Cima, de que resultou
perda total do seu recheio. Havia assim a grande necessidade de criar
em Peniche, de apoio também ao seu concelho, uma corporação de
bombeiros, a exemplo das sedes de concelho vizinhas, que nos
auxiliavam bastante em casos de emergência. Nesse sentido, em sessão
camarária de 4 de Junho de 1929, presidida por António Maria de
Oliveira, tendo como colaboradores os vogais Joaquim Guilherme Fana
Júnior e Miguel Olavo Franco, foi tomada a seguinte deliberação:
“O Sr. Presidente lamenta que não exista em Peniche uma
corporação de bombeiros e reconhecendo também que a Câmara não
possui rendimentos que lhe bastem para criar uma corporação de
bombeiros municipais, propõe que a comissão Administrativa desta
Câmara tome a iniciativa da organização de tão útil quão
benemérita instituição de forma que ela seja um facto dentro de
pouco tempo. Propõe mais, que para esse fim a Comissão
Administrativa nomeie uma comissão Organizadora que ficara sob o seu
patrocínio a quem serão entregues as verbas que a Câmara for
metendo nos seus orçamentos ajudando assim a criação deste corpo
de bombeiros. Aprovado por unanimidade’.
Não tardou que naquele
mesmo mês, no dia 16, fosse criada oficialmente a Associação dos
Bombeiros Voluntários de Peniche, tomando em consideração os
poucos rendimentos que a Câmara Municipal possuía para formar uma
corporação de Bombeiros Municipais, o que acarretaria avultadas
despesas que não estavam ao alcance da autarquia. Foi a sua primeira
sede instalada no edifício dos Paços do Concelho, no rés-do-chão,
funcionando no andar superior o actual salão nobre. Foi a primeira
direcção constituída por António Maria de Oliveira (presidente),
Aires Henriques Bolas (secretário), José Júlio Cerdeira
(tesoureiro), António Adelino Gomes da Silva e António Nunes
Ribeiro (vogais). Entretanto, ingressou como comandante António
Adelino Gomes da Silva, que ficou a chefiar inicialmente os seguintes
bombeiros residentes na área da jurisdição da sede do concelho:
Manuel António Malheiros, Inácio Luís Ceia, José Rosado do Rio,
José Maria Cartaxo, António Martins, Casimiro da Costa, António
Diogo da Costa, Inácio Maria de Abreu, Mário Nobre Leitão, Joaquim
Rodrigues Tormenta, José Inácio Bandeira, Jacinto Inácio de Sousa,
Lino Filipe Franco, Rui Dias Loureiro, Reinaldo Gomes, Ângelo Gaspar
da Mata, Manuel dos Santos Correia, José de Carvalho e Silva, José
Maria das Neves, Joaquim Miguel Sousinha Júnior Quintino Augusto de
Lemos, José Maria de Abreu, Joaquim Leal Paulo, José Pedro Júnior.
Estes elementos desempenhavam as mais diversas profissões, tais
como: carpinteiros da construção civil e de machado pedreiros,
calafates, bem como empresários dos mesmos ramos, marceneiros, entre
outros.
O seu substituto, para
poder desempenhar cabalmente e com eficiência a sua elevada missão,
havia que providenciar a aquisição de apetrechos, mas o dinheiro
era escasso. Assim, no primeiro ano e noutros que se seguiram, para
angariar receitas, realizaram-se quermesses e verbenas, no jardim
público principal, jogos de futebol, gincanas, bailes, cinema,
apresentaram-se grupos dramáticos organizaram-se festas diversas,
incluindo a da “Flor’ e até vacadas. Peniche e a Associação
dos Bombeiros Voluntários em 30 de Setembro de 1932, quis na
interessante festa que a Comissão “Pró Bombeiros” promoveu no
recinto do Jardim Público, na então vila de Peniche, nas noites de
11, 12, 13, 17, 18 e 19 de Setembro de 1932, agradecer a todos quanto
contribuíram para a realização de tais festividades, que só foi
possível com a grande colaboração dada pelas digníssimas
senhoras: Beatriz de Bellegard Bello, Maria Emília Belo Dias,
Adelaide Ferreira B de Carvalho Oliveira, Felicidade Rosa Mendes,
Heloisa Jordão Vidal de Carvalho, Beatriz Andrade, Clotilde Sampaio
Sena, Jovite Ângela de Abreu Trindade, Graziela da Fonseca Martins,
Berta da Fonseca Martins, Sofia da Fonseca Martins, Olga Reis, Maria
de Lourdes Bello, Maria Antónia Belo Dias, Maria Emília Santos
Conceição, Maria da Graça Henriques, Ricardina Amaral, Lídia
Andrade, Violeta Andrade, Maria Thereza Stichaner Roth, Lúcia
Parreira, Aura Figueiredo de Magalhães, Ruth Paúrcio
Vidal de Carvalho, António Nunes Ribeiro, José Júlio Cerdeira e
José do Nascimento Ginja. Com toda a boa vontade dos participantes
rendeu esta festa, 11.951$58, sendo um grande contributo para os
apetrechos de incêndios a favor daquela instituição. Também todas
as receitas em posse da Comissão Pró-Monumento
a Jacob Rodrigues Pereira, por ter sido posta de parte a ideia da sua
construção, reverteram a favor dos bombeiros (continua no próximo
número).ssos e Maria Cristina Parreira. E, também, a Comissão Pró-Bombeiros, constituída pelos excelentíssimos senhores: Joaquim Fana Júnior, Armando Sampaio Sena, António Adelino Gomes da Silva, António Luiz Pereira Montez, Tenente Rosa Mendes, Alberto Monteiro de Proença, Doutor José Bonifácio da Silva, Carlos Henrique Tavares Freire de Andrade, Doutor Carlos Henrique Graça, Aires Henriques Bolas, José Lopes, João Couceiro, António Mateus Dias, José Ac
sexta-feira, agosto 23, 2013
Limpeza, Higiene e Saneamento Básico em Peniche
O grande passo que Peniche conquistou ao longo dos anos.
São poucas as pessoas que se lembram de Peniche de outros tempos,
com referencia ainda a nos princípios do segundo quartel do século
passado, só nos resta os conhecimentos dos elementos que nos
ficaram. Temos que dar a mão a palmatoria, ao recordarmos a passagem
por Peniche, em Agosto 1919, do escritor Raùl Brandão, autor do
livro “ Os pescadores”. No seu desabafo, fazendo referência à
pouca higiene desta península, dizia: “ Peniche é horrível,
cheira que tromba”. Em contrapartida, de visita à ilha do Baleal,
escrevia: “que é a mais linda praia da terra portuguesa”. O
escritor deu uma no cravo e outra na ferradura para não ficarmos
muito magoados. Não vou discutir o que era Peniche na época, mas ao
que tenho conhecimento, Raul Brandão não deixa de ter razão,
declarações que possivelmente não apanharam a municipalidade de
surpresa.



terça-feira, agosto 13, 2013
Praia da Nazaré anos 1950?
sexta-feira, agosto 09, 2013
Praia do Baleal Peniche
sexta-feira, junho 07, 2013
Migração Nazarena que Peniche recebeu durante o século XX
sábado, março 24, 2012
Ford Lusitana, Lisboa, Portugal
domingo, setembro 11, 2011
Antiga Lota de Peniche
sexta-feira, setembro 09, 2011
Doutor João Matos de Bilhau Livro dos Quintanistas de Medicina 1936 -1937




segunda-feira, junho 27, 2011
Região Oeste Óbidos
Cartaz publicitárioFotógrafo: Estúdio Horácio Novais.
Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Horácio Novais, 1930-1980.
sexta-feira, maio 20, 2011
O Tempo Tem Valor


Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais: 1933-1983.
"A Exposição Universal do novo século é para Leroy a oportunidade de desenvolver a Leroy 01, o relógio mais complicado do mundo. O resultado de 3 anos de pesquisas reúne 25 sistemas, 975 peças, num mecanismo de 4 níveis contido numa caixa de ouro de 228 gramas de peso e de 7cm de diâmetro. Esta peça encomendada por um coleccionador português recebeu o grande prémio da Exposição Universal e foi o rei D. Manuel de Portugal, cliente fiel da marca, que estando em Paris se propôs fazer o transporte do relógio para Portugal. Tendo sido assim que convocado alguns dias mais tarde para o Palácio de Lisboa, O Sr. Carvalho Monteiro recebeu das mãos do seu soberano, o prestigiado objecto. Actualmente esta obra-prima encontra-se em exposição no Museu do Tempo do Palácio Granvelle, em Bensançon, França" - Trad. do catalog., a partir do site: www.l - leroy.com - montres l. leroy
Fotos & Texto: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
http://www.flickr.com/photos/biblarte/with/5725806483/
quarta-feira, maio 04, 2011
Sobrevoando Peniche Portugal - Flying Over Peniche Portugal
domingo, abril 24, 2011
Descarga de Peixe em Peniche anos 1970
sexta-feira, abril 22, 2011
Ilha do Baleal 1939 (Peniche)
quinta-feira, abril 21, 2011
Missão Científica a Peniche 1908


Missão científica a Peniche, um dos automóveis que conduziu os membros da missão 1908.
Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/
terça-feira, abril 19, 2011
Portinho do Meio 1970 (Peniche)


Embarcações e Pescadores de Peniche
Autor: Pastor, Artur, 1922-1999
Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/





















