terça-feira, janeiro 25, 2011
No Cais da Memória - Fotografias de Eduardo Gageiro
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terça-feira, janeiro 25, 2011
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Eduardo Gageiro. Retratos com histórias
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sexta-feira, janeiro 14, 2011
Estúdio Raposa » Blog Archive » 021 – Lenda e Raul Brandão
Estúdio Raposa » Blog Archive » 021 – Lenda e Raul Brandão
Uma lenda sobre a criação do Mundo, do Trabalho e da Gravidez segundo os luruparis, povo da Amazónia. A música e de Luís Pedro Fonseca.
De seguida temos palavras de ouro de Raul Brandão que nos descreve a Caparica de há alguns anos atrás. Dai a curiosidade ao compará-la com a Caparica de hoje.
Uma lenda sobre a criação do Mundo, do Trabalho e da Gravidez segundo os luruparis, povo da Amazónia. A música e de Luís Pedro Fonseca.
De seguida temos palavras de ouro de Raul Brandão que nos descreve a Caparica de há alguns anos atrás. Dai a curiosidade ao compará-la com a Caparica de hoje.
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sábado, dezembro 18, 2010
Peniche, pesca em dois tempos
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quinta-feira, novembro 11, 2010
ERA UMA VEZ UMA COMPORTA (Peniche)
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terça-feira, setembro 28, 2010
Exposição de Paris 1937

Quando se trata de economia, todos os governos são bons, pelo menos no que diz respeito a apresentação, temos aqui o balanço que era feito em 1937, da economia portuguesa, na exposição de Paris de 1937
Foto : http://www.flickr.com/photos/biblarte/4996180380/
Foto : http://www.flickr.com/photos/biblarte/4996180380/
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Imigração Portuguesa Nanterre França anos 60
retrouver ce média sur www.ina.fr
Hoje em dia na comunicação social, é de bom tom abordar as condições de vida dos imigrantes, muitos deles vindos de países de leste, as dificuldades de integração no sociedade portuguesa, os problemas de educação dos filhos etc etc.
Talvez desta forma os nossos políticos , queiram mostrar, que hoje somos um pais rico, porque acolhemos os pobres, para quem quiser acreditar......
Estas imagens provenientes do INA francês ( instituto nacional audiovisual) não são da pré historia, têm menos de 50 anos, os médias portugueses raramente abordam o tema, é mais agradável olhar para a miséria dos outros........
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sexta-feira, junho 18, 2010
A IMAGEM DO SANTO PADROEIRO DAS BERLENGAS FOI SALVA PELAS TROPAS LIBERAIS
Por: Fernando Engenheiro Depois de longos 60 anos de domínio filipino (de 1580 a 1640) os espanhóis, a muito custo, foram dispensados de nos governarem.
Foi a partir do dia 1 de Dezembro de 1640, dia fatídico para alguns mas de extrema alegria para a maior parte dos portugueses (alguns não aderiram à revolução - “Ceuta” é disso exemplo!).
Apôs a aclamação como Rei de Portugal de D. João, Duque de Bragança - D. João IV, a quem foi dado o cognome de “Restaurador os portugueses, proclamada a independência de Portugal e terminado o domínio espanhol, tiveram pela frente uma árdua tarefa tendo em conta que os
espanhóis não aceitavam de bom grado a derrota nem o vexame sofrido.
Um dos primeiros cuidados do novo governo foi reequipar militarmente a Nação, na previsão de graves acontecimentos militares.
Peniche, atendendo à sua posição geográfica, não podia deixar de ser objecto de particular atenção pois era um dos pontos mais vulneráveis do reino para os ataques vindos do mar.
Como é sabido foram de grande monta as obras aqui realizadas para transformar Peniche numa das mais importes Praças Fortes do território nacional e, ao mesmo tempo, ordenou ó Soberano, a João Rodrigues de Sá, que fizesse levantar a planta de uma fortificação para a principal ilha do
arquipélago das Berlengas.
A zona escolhida para o efeito, pela sua magnifica posição, constituiria também um dos pontos mais importantes para a defesa da Praça de Peniche já que proporcionava, pelos fogos cruzados com o jà edificado Forte da Victoria, situado no extremo do Cabo Carvoeiro, a defesa de uma grande zona de navegação costeira.
Fazia parte da planta de construção uma pequena capela, espaço onde os seus militares pudessem encontrar conforto espiritual, nas horas de aflição perante as atribuições e responsabilidades que lhes estavam confiadas.
Em homenagem a el-rei D João IV foi escolhido para orago da referida capela SÃO JOÃO BAPTISTA’ incluído no calendário litúrgico a 24 de Junho de cada ano.
A sua presença naquele espaço sagrado como sentinela da toda a ilha prolongou-se por perto de dois séculos, o que lhe proporcionou testemunhar os diversos episódios ali vividos durante tão largo tempo.
Das diversas ocupações que ao longo dos tempos a ilha sofreu destaco a de 22 de Julho de 1833, quando foi aquele espaço ocupado por uma força de engajados liberais, em número de cento e cinquenta, tendo à sua frente o coronel Joaquim Pereira Marinho.
Ali estiveram em observação até que, no dia 25 do mesmo mês, a guarnição - fiel a D. Miguel - que se achava então na Praça de Peniche, uma força de quatro mil homens aproximadamente, abandonou a referida Praça. Era Governador o marechal de campo António Feliciano Teles de Castro Aparício que, com os seus homens se foi juntar a outras forças miguelistas.
O coronel Marinho, que foi previamente avisado deste abandono pelos pescadores Francisco Franco Antão e seus filhos, desembarcou em Peniche com aquele punha do de homens, fazendo flutuar em mais um ponto a bandeira dos liberais.
Ao abandonarem o Forte das Berlengas, então chama do “Forte de São João Baptista” - designação que chegou aos nossos dias - para evitarem qualquer destruição que fosse efectuada por futu
ros ocupantes, em boa hora, resolveram salvaguardar a Sagrada Imagem, bem como as restantes alfaias religiosas Assim as tropas liberais entraram em triunfo em Peniche com a referida imagem que colocaram na Capela da Fortaleza a Capela de Santa Barbara.
Embora nunca lhe tivesse sido destinado espaço próprio no corpo da referida Capela, foi a imagem colocada na sacristia que lhe ficava contígua, por cima do arcaz, com nicho próprio mandado construir para o efeito.
A imagem de São João Baptista do Forte da Berlenga, retirada do culto, faz hoje parte do espólio do Museu Municipal de Peniche onde se encontra devidamente conservada em armazém, esperando um lugar mais adequado à história que a envolve.
APONTAMENTOS DIVERSOS:
No decurso dos anos de 1951 a 1953 a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais procedeu a importantes obras de conservação e restauro do Forte de São João Baptista da ilha da Berlenga, tendo ali sido instalada uma das mais apreciadas Pousadas Nacionais criadas pelo Secretariado Nacional da Informação (SNI).
No espaço onde anteriormente foi a Capela do Forte houve o cuidado, durante o restauro, de conservar a “pia da água benta” junto à porta da entrada, respeitando o seu local original e testemunhando ter ali existido uma casa de oração. Este espaço foi adaptado para servir de sala de jantar da Pousada. Mais tarde a maldade de alguém, decerto com o auxílio de uma marreta, destruiu a única peça que testemunhava ter sido ah a Capela de São João Baptista.
Mantém-se no cimo da muralha que dá para o actual pátio central do Forte (antigo terreiro) o campanário, com posto por duas colunas, onde funcionava o sino. Tinha duas missões distintas o uso dos seus toques: Convidar o pessoal a participar nos actos religiosos que ah se celebraram e substituir a corneta nos alarmes e nos toques militares .
Actualmente o local onde funcionou a sala de jantar da Pousada serve para espaço de convívio. A sala de jantar do Forte passou a funcionar na antiga cisterna, depois de obras de adaptação.
Foi a partir do dia 1 de Dezembro de 1640, dia fatídico para alguns mas de extrema alegria para a maior parte dos portugueses (alguns não aderiram à revolução - “Ceuta” é disso exemplo!).
Apôs a aclamação como Rei de Portugal de D. João, Duque de Bragança - D. João IV, a quem foi dado o cognome de “Restaurador os portugueses, proclamada a independência de Portugal e terminado o domínio espanhol, tiveram pela frente uma árdua tarefa tendo em conta que os
espanhóis não aceitavam de bom grado a derrota nem o vexame sofrido.
Um dos primeiros cuidados do novo governo foi reequipar militarmente a Nação, na previsão de graves acontecimentos militares.
Peniche, atendendo à sua posição geográfica, não podia deixar de ser objecto de particular atenção pois era um dos pontos mais vulneráveis do reino para os ataques vindos do mar.
Como é sabido foram de grande monta as obras aqui realizadas para transformar Peniche numa das mais importes Praças Fortes do território nacional e, ao mesmo tempo, ordenou ó Soberano, a João Rodrigues de Sá, que fizesse levantar a planta de uma fortificação para a principal ilha do
arquipélago das Berlengas.
A zona escolhida para o efeito, pela sua magnifica posição, constituiria também um dos pontos mais importantes para a defesa da Praça de Peniche já que proporcionava, pelos fogos cruzados com o jà edificado Forte da Victoria, situado no extremo do Cabo Carvoeiro, a defesa de uma grande zona de navegação costeira.
Fazia parte da planta de construção uma pequena capela, espaço onde os seus militares pudessem encontrar conforto espiritual, nas horas de aflição perante as atribuições e responsabilidades que lhes estavam confiadas.
Em homenagem a el-rei D João IV foi escolhido para orago da referida capela SÃO JOÃO BAPTISTA’ incluído no calendário litúrgico a 24 de Junho de cada ano.
A sua presença naquele espaço sagrado como sentinela da toda a ilha prolongou-se por perto de dois séculos, o que lhe proporcionou testemunhar os diversos episódios ali vividos durante tão largo tempo.
Das diversas ocupações que ao longo dos tempos a ilha sofreu destaco a de 22 de Julho de 1833, quando foi aquele espaço ocupado por uma força de engajados liberais, em número de cento e cinquenta, tendo à sua frente o coronel Joaquim Pereira Marinho.
Ali estiveram em observação até que, no dia 25 do mesmo mês, a guarnição - fiel a D. Miguel - que se achava então na Praça de Peniche, uma força de quatro mil homens aproximadamente, abandonou a referida Praça. Era Governador o marechal de campo António Feliciano Teles de Castro Aparício que, com os seus homens se foi juntar a outras forças miguelistas.
O coronel Marinho, que foi previamente avisado deste abandono pelos pescadores Francisco Franco Antão e seus filhos, desembarcou em Peniche com aquele punha do de homens, fazendo flutuar em mais um ponto a bandeira dos liberais.
Ao abandonarem o Forte das Berlengas, então chama do “Forte de São João Baptista” - designação que chegou aos nossos dias - para evitarem qualquer destruição que fosse efectuada por futu
ros ocupantes, em boa hora, resolveram salvaguardar a Sagrada Imagem, bem como as restantes alfaias religiosas Assim as tropas liberais entraram em triunfo em Peniche com a referida imagem que colocaram na Capela da Fortaleza a Capela de Santa Barbara.Embora nunca lhe tivesse sido destinado espaço próprio no corpo da referida Capela, foi a imagem colocada na sacristia que lhe ficava contígua, por cima do arcaz, com nicho próprio mandado construir para o efeito.
A imagem de São João Baptista do Forte da Berlenga, retirada do culto, faz hoje parte do espólio do Museu Municipal de Peniche onde se encontra devidamente conservada em armazém, esperando um lugar mais adequado à história que a envolve.
APONTAMENTOS DIVERSOS:
No decurso dos anos de 1951 a 1953 a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais procedeu a importantes obras de conservação e restauro do Forte de São João Baptista da ilha da Berlenga, tendo ali sido instalada uma das mais apreciadas Pousadas Nacionais criadas pelo Secretariado Nacional da Informação (SNI).
No espaço onde anteriormente foi a Capela do Forte houve o cuidado, durante o restauro, de conservar a “pia da água benta” junto à porta da entrada, respeitando o seu local original e testemunhando ter ali existido uma casa de oração. Este espaço foi adaptado para servir de sala de jantar da Pousada. Mais tarde a maldade de alguém, decerto com o auxílio de uma marreta, destruiu a única peça que testemunhava ter sido ah a Capela de São João Baptista.
Mantém-se no cimo da muralha que dá para o actual pátio central do Forte (antigo terreiro) o campanário, com posto por duas colunas, onde funcionava o sino. Tinha duas missões distintas o uso dos seus toques: Convidar o pessoal a participar nos actos religiosos que ah se celebraram e substituir a corneta nos alarmes e nos toques militares .
Actualmente o local onde funcionou a sala de jantar da Pousada serve para espaço de convívio. A sala de jantar do Forte passou a funcionar na antiga cisterna, depois de obras de adaptação.
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sexta-feira, junho 18, 2010
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sexta-feira, junho 11, 2010
A ORGANIZAÇÃO NACIONAL DA MOCIDADE PORTUGUESA E A SUA PRESENÇA EM PENICHE
Por: Fernando Engenheiro

A Mocidade Portuguesa tinha uma ligação de directa dependência do Ministério da Educação Nacional. Instituída pelo Decreto-Lei n° 26 611, de 19 de Maio de 1936, em 4 de Dezembro do mesmo ano, pelo Decreto n. 27 301 foi aprovado o Regulamento da Organização Nacional Mocidade Portuguesa (MP).
O artigo 1. definia-a como “abrangendo toda a juventude, escolar ou não, e que tinha por fim estimular o desenvolvimento integral da sua capacidade física, a formação do carácter, a devoção à Pátria, o sentimento da ordem, no gosto da disciplina e no culto do de- ver militar. Entretanto, o parágrafo 2. do mesmo artigo prescrevia que a MP cultivaria nos seus filiados ‘a educação cristã tradiciona
l do País e, em caso algum, admitiria nas suas fileiras um indivíduo sem religião.”
À Mocidade Portuguesa pertenciam obrigatoriamente os estudantes ou não, desde os sete aos catorze anos, assim como os que frequentavam o 1. ciclo do ensino secundário.
Consideravam-se quatro escalões, assim denominados: lusitos (7-10 anos), infantes (10-14 anos), vanguardistas (dos 14-17 anos) e cadetes ( com mais de 17 anos).
Quanto à Organização Nacional “Mocidade Portuguesa Feminina” (MPF) foi uma consequência da Obra das Mães pela Educação Nacional. Pretendia o Ministério estimular nas jovens em idade escolar, ‘a formação do carácter, o desenvolvimento da capacidade física, a cultura do espírito e a devoção ao serviço social, no amor de Deus, da Pátria e da Família.”
O Regulamento da Mocidade Portuguesa Feminina impunha como um dos grandes objectivos “definir e fixar a consciência do dever e da responsabilidade da mulher portuguesa na continuidade histórica da Nação.”
O agrupamento das filia das previa quatro escalões: lusitas (7-10 anos), infantas (10-14 anos), vanguardistas (14-17 anos) e lusas (a partir dessa idade). Em Peniche, recordo, nos primeiros anos da frequências da escola primária elementar, aos sábados de manhã, todos os alunos tinham no pátio da Escola Primária n. 1 aulas de “canto coral dadas pelo então professor Matoso. Quanto aos exercícios físicos estavam postos de parte, possivelmente tomando em consideração as grandes crises e a alimentação de grande percentagem dos alunos ser fraca.
Mas foi a partir do primeiro lustro da década de 50 do século passado que os alunos matriculados na Escola Industrial e Comercial de Peniche, então ainda a funcionar no antigo edifício
escolar da Rua Marques de Pombal e sob a direcção do Dr. Alberto de Marta Louro, começaram a dar os seus primeiros passos na organização da Mocidade Portuguesa.
Fazia parte da matricula no ciclo preparatório, além da despesa de 50$00 como primeira prestação das propinas e de 2$00 para o seguro escolar, também o pagamento de 10$00 para a Mocidade Portuguesa.
Com a construção do novo edifício na antiga Avenida Doutor António de Oliveira Salazar ( actual avenida 25 de Abril) já a Mocidade Portuguesa em Peniche tinha numa sala o seu espaço próprio designado por Centro n. 3 da Mocidade Portuguesa.
Pelo Decreto-Lei n° 47 311 , de 12 de Novembro de 1966, o Governo, a título nacional, procedeu à reorganização da Mocidade Portuguesa, agora em Peniche a cargo da Directora da então Escola Industrial e Comercial, Dra. Rolanda de Barros, no que foi então denominada uma actualização no intuito de renovar a Organização, de a adaptar melhor às circunstâncias dos tempos então presentes e lhe permitir, assim rejuvenescida, servir cada vez melhor o alto ideal da formação da juventude à luz dos imperceptíveis princípios e valores da civilização cristã.
Para Subdelegado Regional foi convidado, quando ainda exerc
ia a presidência camarária, António da Conceição Bento, cargo terá abandonado por motivos de saúde possivelmente em 1970.
Tinha a Mocidade Portuguesa para ambos os sexos as mais diversas actividades desportivas e seus representantes estavam presentes sempre que se verificavam visitas oficiais, bem como em outras cerimónias de relevo, com desfiles nas ruas principais de Peniche, em dias especiais, com destaque para o Primeiro de Dezembro (Dia da Restauração).
Aos jovens era vê-los, com muita alegria, a desfilar comandados pelo Comandante de Falange, pelo Comandante de Grupo, pelo Comandante de Castelo e pelo Chefe de Quina.
É de notar que a Mocidade Portuguesa, que nunca pretendeu ser uma organização paramilitar, procurava incutir na formação da Juventude um ideal nacionalista que a acompanhou até à sua extinção, por ordem da Junta de Salvação Nacional, pelo Decreto-Lei n° 171/74, de 25 de Abril.
O artigo 1. definia-a como “abrangendo toda a juventude, escolar ou não, e que tinha por fim estimular o desenvolvimento integral da sua capacidade física, a formação do carácter, a devoção à Pátria, o sentimento da ordem, no gosto da disciplina e no culto do de- ver militar. Entretanto, o parágrafo 2. do mesmo artigo prescrevia que a MP cultivaria nos seus filiados ‘a educação cristã tradiciona
l do País e, em caso algum, admitiria nas suas fileiras um indivíduo sem religião.”À Mocidade Portuguesa pertenciam obrigatoriamente os estudantes ou não, desde os sete aos catorze anos, assim como os que frequentavam o 1. ciclo do ensino secundário.
Consideravam-se quatro escalões, assim denominados: lusitos (7-10 anos), infantes (10-14 anos), vanguardistas (dos 14-17 anos) e cadetes ( com mais de 17 anos).
Quanto à Organização Nacional “Mocidade Portuguesa Feminina” (MPF) foi uma consequência da Obra das Mães pela Educação Nacional. Pretendia o Ministério estimular nas jovens em idade escolar, ‘a formação do carácter, o desenvolvimento da capacidade física, a cultura do espírito e a devoção ao serviço social, no amor de Deus, da Pátria e da Família.”
O Regulamento da Mocidade Portuguesa Feminina impunha como um dos grandes objectivos “definir e fixar a consciência do dever e da responsabilidade da mulher portuguesa na continuidade histórica da Nação.”
O agrupamento das filia das previa quatro escalões: lusitas (7-10 anos), infantas (10-14 anos), vanguardistas (14-17 anos) e lusas (a partir dessa idade). Em Peniche, recordo, nos primeiros anos da frequências da escola primária elementar, aos sábados de manhã, todos os alunos tinham no pátio da Escola Primária n. 1 aulas de “canto coral dadas pelo então professor Matoso. Quanto aos exercícios físicos estavam postos de parte, possivelmente tomando em consideração as grandes crises e a alimentação de grande percentagem dos alunos ser fraca.
Mas foi a partir do primeiro lustro da década de 50 do século passado que os alunos matriculados na Escola Industrial e Comercial de Peniche, então ainda a funcionar no antigo edifício
escolar da Rua Marques de Pombal e sob a direcção do Dr. Alberto de Marta Louro, começaram a dar os seus primeiros passos na organização da Mocidade Portuguesa.Fazia parte da matricula no ciclo preparatório, além da despesa de 50$00 como primeira prestação das propinas e de 2$00 para o seguro escolar, também o pagamento de 10$00 para a Mocidade Portuguesa.
Com a construção do novo edifício na antiga Avenida Doutor António de Oliveira Salazar ( actual avenida 25 de Abril) já a Mocidade Portuguesa em Peniche tinha numa sala o seu espaço próprio designado por Centro n. 3 da Mocidade Portuguesa.
Pelo Decreto-Lei n° 47 311 , de 12 de Novembro de 1966, o Governo, a título nacional, procedeu à reorganização da Mocidade Portuguesa, agora em Peniche a cargo da Directora da então Escola Industrial e Comercial, Dra. Rolanda de Barros, no que foi então denominada uma actualização no intuito de renovar a Organização, de a adaptar melhor às circunstâncias dos tempos então presentes e lhe permitir, assim rejuvenescida, servir cada vez melhor o alto ideal da formação da juventude à luz dos imperceptíveis princípios e valores da civilização cristã.
Para Subdelegado Regional foi convidado, quando ainda exerc
ia a presidência camarária, António da Conceição Bento, cargo terá abandonado por motivos de saúde possivelmente em 1970.Tinha a Mocidade Portuguesa para ambos os sexos as mais diversas actividades desportivas e seus representantes estavam presentes sempre que se verificavam visitas oficiais, bem como em outras cerimónias de relevo, com desfiles nas ruas principais de Peniche, em dias especiais, com destaque para o Primeiro de Dezembro (Dia da Restauração).
Aos jovens era vê-los, com muita alegria, a desfilar comandados pelo Comandante de Falange, pelo Comandante de Grupo, pelo Comandante de Castelo e pelo Chefe de Quina.
É de notar que a Mocidade Portuguesa, que nunca pretendeu ser uma organização paramilitar, procurava incutir na formação da Juventude um ideal nacionalista que a acompanhou até à sua extinção, por ordem da Junta de Salvação Nacional, pelo Decreto-Lei n° 171/74, de 25 de Abril.
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quinta-feira, maio 27, 2010
Procissão, Portugal
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quarta-feira, maio 26, 2010
NAZARE (1927) [Portugal]
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quarta-feira, maio 26, 2010
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quarta-feira, maio 19, 2010
O DIA PRIMEIRO DE MAIO REPLETO DE SIGNIFICADOS
Por: Fernando Engenheiro
O dia primeiro de Maio é, desde tempos imemoriais, celebrado nalgumas zonas do nosso País com uma festa embora já um pouco em desuso chamada “do Maio” ou “das Maias Tudo aponta ser uma herança deixada pelos Romanos quando da sua permanência por estas bandas.
Com altos e baixos, estas comemorações ou festividades foram no século XV, aos olhos da Igreja Católica - a partir da capital do Reino - consideradas “festas pagãs Possivelmente por darem lugar a excessos, foram proibi das várias vezes e decaíram muito depois do século XIX.
Uma carta régia de 14N111/1402 determinava aos juízes e às câmaras que impusessem as maiores penalidades aos que tivessem em menos conta o que se estabelecera:
“que nô cantassem mayas, nem Janeiras, e outras cousas q eram contra a ley de deus. A festa tinha variantes mas, em geral, constava da coroação com flores de uma rapariga de 10 ou 12 anos, ‘a maia que se enfeitava com vestido branco, jóias, fitas e flores, sendo colocada num trono florido, e em frente da casa onde ela ficava dançava se durante todo o dia.
Em Peniche, nos elementos que me foi possível consultar existem registos de documentos de despesa da Câmara Municipal que podem estar relacionados com estas festas. Passo a citar um registo lançado em 5/6/1814: “1814 - 1 de Maio - para as luminárias pela paz geral - 6$710
Os ecos destas celebrações chegaram até aos nossos dias em todo o distrito de Leiria. Destaco a Nazaré (e Peniche pelas influências do povo daquela vila) onde todos madrugavam no primeiro dia do mês para evitar que o “maio os encontrasse na cama portas eram enfeitadas com flores. amarelas - maias - e enfeitavam também os carros de tracção animal.
Também Peniche, na década de 20 do século passado, foi testemunha de cortejos de flores organizados pelos seus novos habitantes provenientes do Norte do País que aqui fixaram residência trazendo das suas terras os seus usos e costumes.
Mas o dia primeiro de Maio não é só por isto que é lembrado. Por ironia do destino neste mesmo dia, mas em 1886, Chicago estava a ferro e fogo.
A luta dos trabalhadores naquela cidade dos Estados Unidos, situada na margem do lago Michigan, pela jornada das oito horas de trabalho estava a aquecer. Entrou em ebulição quando os patrões das Moagens McCormick contrataram “amarelos” para substituir os trabalhadores em greve e encheram as redondezas da fábrica com pistoleiros. Os trabalhadores, principalmente anarquistas alemães e checos, responderam com uma enorme manifestação no dia 1 de Maio, e ali se mantiveram, cercando a fábrica, de noite e de dia. Dois dias depois, a polícia abriu fogo e matou diversos trabalhadores.
Novas manifestações se seguiram de que resultou a morte de sete policias, pelo lançamento de uma bomba de uma das ruas circundantes.
As autoridades aproveitaram o facto para decapitar o movimento, prendendo oito dos seus mais carismáticos lideres. Levados a tribunal, sete deles foram condenados por assassínio. Quatro foram enforcados.
O dia l° de Maio - o Dia Mundial dos Trabalhadores tem, assim, a sua origem nos “mártires de Chicago
Em Portugal, logo a partir de 1890, o l° de Maio foi adoptado como data de manifestações proletárias, que se traduziam em “paralisação geral do trabalho como afirmação internacional de consciência revolucionária dos trabalhadores que aspiram à sua emancipação.
Em Peniche pouca aderência tiveram estas manifestações. Nos princípios do século vinte não era terra industrializada. Só a partir de, praticamente, 1915 com a implementação aqui da industria das conservas, surgiram os sindicatos a preocuparem-se com os seus trabalhadores.
Durante o regime que no País que se prolongou até Abril de 1974, pouco ou nada se falava do Dia do Trabalhador. Em Peniche, lembro-me de que a única casa que respeitava este dia dando tolerância de ponto aos seus trabalhadores era a Tipografia Penichense, de António Pereira Coutinho, sita na Rua dos Hermínios.
Lisboa parou com as suas grandes manifestações. Nunca era esquecido o seu grande líder “José Maria Fontana, primeiro propagandista do movimento operário em Portugal, com uma coroa de flores no seu monumento sito no antigo Largo da Cruz do Taboado, em Lisboa, cuja l° pedra fora lançada, no dia 1. de Maio de 1904, em terreno particular oferecido pelo proprietário Sabino de Sousa.
A partir de 1974 foi avivado o significado do dia 1. de Maio feriado nacional - como Dia do Trabalhador. Continua este dia a ser escolhido pelos trabalhadores dos mais diversos ramos de actividade, acompanhados pelos dirigentes das organizações sindicais onde se filiam, para, em todo o País mas especialmente nos grandes centros urbanos, promoverem manifestações e apresentaram reivindicações.
Com altos e baixos, estas comemorações ou festividades foram no século XV, aos olhos da Igreja Católica - a partir da capital do Reino - consideradas “festas pagãs Possivelmente por darem lugar a excessos, foram proibi das várias vezes e decaíram muito depois do século XIX.
Uma carta régia de 14N111/1402 determinava aos juízes e às câmaras que impusessem as maiores penalidades aos que tivessem em menos conta o que se estabelecera:
“que nô cantassem mayas, nem Janeiras, e outras cousas q eram contra a ley de deus. A festa tinha variantes mas, em geral, constava da coroação com flores de uma rapariga de 10 ou 12 anos, ‘a maia que se enfeitava com vestido branco, jóias, fitas e flores, sendo colocada num trono florido, e em frente da casa onde ela ficava dançava se durante todo o dia.
Em Peniche, nos elementos que me foi possível consultar existem registos de documentos de despesa da Câmara Municipal que podem estar relacionados com estas festas. Passo a citar um registo lançado em 5/6/1814: “1814 - 1 de Maio - para as luminárias pela paz geral - 6$710
Os ecos destas celebrações chegaram até aos nossos dias em todo o distrito de Leiria. Destaco a Nazaré (e Peniche pelas influências do povo daquela vila) onde todos madrugavam no primeiro dia do mês para evitar que o “maio os encontrasse na cama portas eram enfeitadas com flores. amarelas - maias - e enfeitavam também os carros de tracção animal.
Também Peniche, na década de 20 do século passado, foi testemunha de cortejos de flores organizados pelos seus novos habitantes provenientes do Norte do País que aqui fixaram residência trazendo das suas terras os seus usos e costumes.
Mas o dia primeiro de Maio não é só por isto que é lembrado. Por ironia do destino neste mesmo dia, mas em 1886, Chicago estava a ferro e fogo.
A luta dos trabalhadores naquela cidade dos Estados Unidos, situada na margem do lago Michigan, pela jornada das oito horas de trabalho estava a aquecer. Entrou em ebulição quando os patrões das Moagens McCormick contrataram “amarelos” para substituir os trabalhadores em greve e encheram as redondezas da fábrica com pistoleiros. Os trabalhadores, principalmente anarquistas alemães e checos, responderam com uma enorme manifestação no dia 1 de Maio, e ali se mantiveram, cercando a fábrica, de noite e de dia. Dois dias depois, a polícia abriu fogo e matou diversos trabalhadores.
Novas manifestações se seguiram de que resultou a morte de sete policias, pelo lançamento de uma bomba de uma das ruas circundantes.
As autoridades aproveitaram o facto para decapitar o movimento, prendendo oito dos seus mais carismáticos lideres. Levados a tribunal, sete deles foram condenados por assassínio. Quatro foram enforcados.
O dia l° de Maio - o Dia Mundial dos Trabalhadores tem, assim, a sua origem nos “mártires de Chicago

Em Portugal, logo a partir de 1890, o l° de Maio foi adoptado como data de manifestações proletárias, que se traduziam em “paralisação geral do trabalho como afirmação internacional de consciência revolucionária dos trabalhadores que aspiram à sua emancipação.
Em Peniche pouca aderência tiveram estas manifestações. Nos princípios do século vinte não era terra industrializada. Só a partir de, praticamente, 1915 com a implementação aqui da industria das conservas, surgiram os sindicatos a preocuparem-se com os seus trabalhadores.
Durante o regime que no País que se prolongou até Abril de 1974, pouco ou nada se falava do Dia do Trabalhador. Em Peniche, lembro-me de que a única casa que respeitava este dia dando tolerância de ponto aos seus trabalhadores era a Tipografia Penichense, de António Pereira Coutinho, sita na Rua dos Hermínios.
Lisboa parou com as suas grandes manifestações. Nunca era esquecido o seu grande líder “José Maria Fontana, primeiro propagandista do movimento operário em Portugal, com uma coroa de flores no seu monumento sito no antigo Largo da Cruz do Taboado, em Lisboa, cuja l° pedra fora lançada, no dia 1. de Maio de 1904, em terreno particular oferecido pelo proprietário Sabino de Sousa.
A partir de 1974 foi avivado o significado do dia 1. de Maio feriado nacional - como Dia do Trabalhador. Continua este dia a ser escolhido pelos trabalhadores dos mais diversos ramos de actividade, acompanhados pelos dirigentes das organizações sindicais onde se filiam, para, em todo o País mas especialmente nos grandes centros urbanos, promoverem manifestações e apresentaram reivindicações.
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quarta-feira, maio 19, 2010
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terça-feira, maio 18, 2010
A LEGIÃO PORTUGUESA EM PENICHE REPRESENTADA PELO SEU NÚCLEO MILITAR
Por: Fernando Engenheiro
A designação de “Legião Portuguesa” foi dada no século XIX às tropas portuguesas que, sob o comando do tenente-general marquês de Alorna, D. Pedro de Almeida, serviu nos exércitos de Napoleão, distinguindo-se em várias campanhas. Foi criada por Decreto de 18/5/1 808. Anos depois, quando a reacção absolutista põe no poder os inimigos da revolução liberal de 1820, alguns dos oficiais mais distintos da Legião Portuguesa foram mortos: o marquês de Loulé, em Salvaterra, Gomes Freire de Andrade, em S. Julião da Barra.
A partir da aprovação da Carta Constitucional da Monarquia Portuguesa, decretada a 29/4/1826, foram a “Legião Portuguesa” foi extinta e foram incluídos no exército português todos os seus membros que aderiram à nova constituição politica em auto de juramento por imposição superior.
Decorrido mais de um século, já depois de se encontrar em vigor a Constituição Política de 1933, quando a Guerra Civil que assolou Espanha poderia pôr em causa o regime de Salazar, a mesma designação foi dada a uma nova força criada para defesa do regime que foi chamado de Estado Novo. Em 31/10/1936 era constituída pelo então Ministro do Interior Dr. Mário Pais de Sousa, a Junta Central da Legião Portuguesa, que veio a ser empossada no dia 9 de Novembro daquele ano.
A instrução militar dos filiados teve inicio a 15 de Novembro, no quartel de Artilharia 3, enquanto os legionários da Brigada Naval treinavam no Quartel do Corpo de Marinheiros em Alcântara.
Rapidamente por todo o País foram criados núcleos da nova Legião e também em Peniche se constituiu um grupo de voluntários para a formação do núcleo concelhio.
Este teve o seu espaço próprio, com secretaria e sala para reuniões, bem como sala de convívio no rés-do-chão de um prédio arrendado a Mário Dâmaso Xavier Carneiro, situado na Rua Marques de Pombal (onde mais tarde de 1950 a 1996 funcionou o Posto da Policia de Segurança Pública).
Foi seu primeiro comandante e instrutor o Tenente Luís Pedroso da Silva Campos que manteve estas actividades por longos anos.
Havia, nos primeiros tempos da organização, um clima de euforia patriótica e de marcada animadversão à doutrina comunista. Para isto muito contribuía o que se ia sabendo dos horrores da guerra civil espanhola.
As manhãs dos Domingos eram consagradas a exercícios em que participava boa parte da elite da terra, funcionários do Estado, patrões, gente abastada e alguns profissionais liberais.
A antiga fábrica de conservas do Visconde de Trovões, já desactivada, foi cedida pelo seu então proprietário, Cláudio Leitão, para os exercícios Ali compareciam largas dezenas de pessoas, dos mais variados estratos sociais, com o fim de assistirem ao treino dos legionários.
Houve um fervente ideal em prol da Legião Portuguesa que, a partir do final da Guerra Civil de Espanha foi, pouco a pouco, esmorecendo, na medida em que a oposição à União Soviética tinha como principal força motriz a ameaça resultante da presença das Brigada Vermelhas à
s portas do nosso país. Com o progressivo desinteresse geral, o núcleo local da Legião encerrou a sua sede na Rua Marquês de Pombal.
Mesmo assim Peniche manteve a sua formação de milícias, criada em 30/9/1936, pelo Decreto Lei n. 27 058, passando a sua sede para parte do piso superior do quartel da Guarda Nacional Republicana, com entrada pela Rua António Cervantes.
Foi seu comandante, até à extinção em 1974, pelo Decreto-Lei n. 171/74, na sequência da Revolução de 25 de Abril, João Correia Martins Cavalheiro, natural do lugar de Coimbrã, deste Concelho.
E bem possível que, nos últimos tempos, os membros que constituíam o que restava ao núcleo tivessem como missão uma acção policial da colaboração com a Policia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) na vigilância e repressão das forças da oposição, mantendo o seu Serviço de Informações e uma vasta rede de informadores.
Em casos especiais, a Legião foi também utilizada, a nível nacional, como força de choque na repressão de manifestantes e de instituições criadas por oposicionistas ao regime.
Colaboradores ou não colaboradores, a sua principal função era, no seu entender, “defender a Pátria, a moral cristã e a autoridade e liberdade da Terra Portuguesa. Impunha-se repudiar e combater, em todos os campos, as doutrinas subversivas, nomeadamente o comunismo e o anarquismo
A partir da aprovação da Carta Constitucional da Monarquia Portuguesa, decretada a 29/4/1826, foram a “Legião Portuguesa” foi extinta e foram incluídos no exército português todos os seus membros que aderiram à nova constituição politica em auto de juramento por imposição superior.
Decorrido mais de um século, já depois de se encontrar em vigor a Constituição Política de 1933, quando a Guerra Civil que assolou Espanha poderia pôr em causa o regime de Salazar, a mesma designação foi dada a uma nova força criada para defesa do regime que foi chamado de Estado Novo. Em 31/10/1936 era constituída pelo então Ministro do Interior Dr. Mário Pais de Sousa, a Junta Central da Legião Portuguesa, que veio a ser empossada no dia 9 de Novembro daquele ano.
A instrução militar dos filiados teve inicio a 15 de Novembro, no quartel de Artilharia 3, enquanto os legionários da Brigada Naval treinavam no Quartel do Corpo de Marinheiros em Alcântara.
Rapidamente por todo o País foram criados núcleos da nova Legião e também em Peniche se constituiu um grupo de voluntários para a formação do núcleo concelhio.
Este teve o seu espaço próprio, com secretaria e sala para reuniões, bem como sala de convívio no rés-do-chão de um prédio arrendado a Mário Dâmaso Xavier Carneiro, situado na Rua Marques de Pombal (onde mais tarde de 1950 a 1996 funcionou o Posto da Policia de Segurança Pública).
Foi seu primeiro comandante e instrutor o Tenente Luís Pedroso da Silva Campos que manteve estas actividades por longos anos.
Havia, nos primeiros tempos da organização, um clima de euforia patriótica e de marcada animadversão à doutrina comunista. Para isto muito contribuía o que se ia sabendo dos horrores da guerra civil espanhola.
As manhãs dos Domingos eram consagradas a exercícios em que participava boa parte da elite da terra, funcionários do Estado, patrões, gente abastada e alguns profissionais liberais.
A antiga fábrica de conservas do Visconde de Trovões, já desactivada, foi cedida pelo seu então proprietário, Cláudio Leitão, para os exercícios Ali compareciam largas dezenas de pessoas, dos mais variados estratos sociais, com o fim de assistirem ao treino dos legionários.
Houve um fervente ideal em prol da Legião Portuguesa que, a partir do final da Guerra Civil de Espanha foi, pouco a pouco, esmorecendo, na medida em que a oposição à União Soviética tinha como principal força motriz a ameaça resultante da presença das Brigada Vermelhas à
s portas do nosso país. Com o progressivo desinteresse geral, o núcleo local da Legião encerrou a sua sede na Rua Marquês de Pombal.Mesmo assim Peniche manteve a sua formação de milícias, criada em 30/9/1936, pelo Decreto Lei n. 27 058, passando a sua sede para parte do piso superior do quartel da Guarda Nacional Republicana, com entrada pela Rua António Cervantes.
Foi seu comandante, até à extinção em 1974, pelo Decreto-Lei n. 171/74, na sequência da Revolução de 25 de Abril, João Correia Martins Cavalheiro, natural do lugar de Coimbrã, deste Concelho.
E bem possível que, nos últimos tempos, os membros que constituíam o que restava ao núcleo tivessem como missão uma acção policial da colaboração com a Policia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) na vigilância e repressão das forças da oposição, mantendo o seu Serviço de Informações e uma vasta rede de informadores.
Em casos especiais, a Legião foi também utilizada, a nível nacional, como força de choque na repressão de manifestantes e de instituições criadas por oposicionistas ao regime.
Colaboradores ou não colaboradores, a sua principal função era, no seu entender, “defender a Pátria, a moral cristã e a autoridade e liberdade da Terra Portuguesa. Impunha-se repudiar e combater, em todos os campos, as doutrinas subversivas, nomeadamente o comunismo e o anarquismo
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quinta-feira, maio 06, 2010
A POLÍCIA INTERNACIONAL E DE DEFESA DO ESTADO (P.I.D.E..) E O SEU POSTO POLICIAL EM PENICHE
Por: Fernando Engenheiro 

Não é fácil, digamos mesmo possível, a governação de um país em regime ditatorial sem que os seus dirigentes disponham de um serviço secreto de informações tentando captar e limitar o livre pensamento dos cidadãos Oposicionistas ou de quantos pretendam preservar as liberdades cívicas que os regimes democráticos consagram.
No nosso país, depois da Constituição Política de 1933, no regime criado por Oliveira Salazar, foi, pelo Decreto-Lei n° 35 046, de 22 de Outubro de 1945, criada a Policia internacional e de Defesa do Estado (PIDE), que substituiu a Policia de Vigilância e Defesa do Estado (PIDE), tendo herdado toda a sua estrutura, métodos e funções.
Tratava-se de uma policia política cuja principal função consistia na repressão de qualquer forma de oposição ao Estado Novo, embora as suas funções fossem além das de policia política pois era igualmente responsável pelo controlo de estrangeiros e fronteiras, pela informação e contra-espionagem, pelo combate ao terrorismo e pela investigação de crimes contra a segurança do Estado. O seu trato era temido pela utilização das mais diversas formas de tortura e foi responsável por alguns crimes sangrentos. As suas atitudes perante as presas, por vezes inocentes, que caiam nas suas garras de carrascos, eram temi das por invocarem o que reza a história da ‘A inquisição do Santo Oficio” (parente muito próximo - abolida no nosso país em 5/4/1821) — quanto ao castigo dos cidadãos pelo seu livre pensamento.
Pela doutrina política da época era-nos imposto como obrigação olhar sempre em frente, por outras palavras, éramos obrigados a estudar pela cartilha do seu agrado. Só assim lhes era possível conseguir atingir os seus objectivos, tanto para o mal como para o bem, mas sempre a seu favor.
Diversos factores terão contribuído para a criação em Peniche de uma brigada da PIDE, nomeadamente a existência aqui de uma prisão onde cumpriam penas presos políticos provenientes dos mais diversos pontos do país, com grande movimento de visitas de familiares — que nas vésperas dos dias estipulados para as visitas ficavam muitas vezes hospedados em casas particulares — mas terá sido a célebre fuga de prisioneiros verificada em 1961 , nos quais se integrava o Secretário-geral do PCP, Dr. Álvaro Cunhal, que, alertando para conveniência de uma vigilância externa da Fortaleza, terá levado o Poder Central a estabelecer nesta então Vila um Posto daquela polícia.
Assim, depois de concluídas obras de adaptação num rés do chão de um prédio particular,
propriedade de Alberto Monteiro de Proença, sito na então Avenida Engenheiro Frederico Ulrich (actual Avenida do Mar), rés do chão que tinha servido como armazém de ferro e outros materiais extraídos de embarcações naufragadas e que foi cedido para o efeito a titulo de aluguer, em 18/1/1965, foi inaugurado o Posto da Policia Internacional e de Defesa do Estado em Peniche.
Em cerimónia simbólica foi entregue o espaço ao Chefe da Brigada, Cleto e aos demais membros que a constituíam pelo seu então Director Major Silva Pais. Foi este acto assinalado com a presença de diversas entidades nacionais, distritais e concelhias. Da parte da PIDE, além do referido Director, estiveram presentes o Inspector Superior Agostinho Barbieri, o Subdirector Sachetti e o Inspector Adjunto Pereira de Carvalho. Como convidados, o Governador Civil do distrito
- Dr. Olimpio Duarte Alves, o Presidente da Câmara
- Victor João Albino de Almeida Baltazar, o Capitão do Porto de Peniche
- l. Tenente António Manuel da Cunha E. de Andrade e Silva, o Director da Cadeia do Forte de Peniche
- Capitão Manuel E. Falcão e outras mais diversas entidades civis e militares.
Apôs o encontro de todas estas entidades no Posto cuja inauguração se celebrava foi servido um esmerado cocktail no Restaurante “Nau dos Corvos
Poucos meses depois foi o Chefe da Brigada substituído por Joaquim Perestelo Biscaia, seguiu-se-lhe Rogério de Jesus Batista e, por último, Pompilio Gabriel do Rosário.
o Posto foi extinto em 1974, na sequência da Revolução de 25 de Abril, pelo Decreto-Lei n° 171/74, já então com a designação de DIRECÇÃO-GERAL DE SEGURANÇA (entre 1969 e 1974) e a funcionar ultimamente no andar superior de um outro prédio particular sito na Rua 13 de Infantaria e pertencente aos herdeiros de António Andrade.
APONTAMENTOS DIVERSOS
Apôs a Revolução que teve lugar no dia 25 de Abril de 1974, entre as medidas assumidas pela Junta de Salvação Nacional dela resultante figura a extinção da polícia política, então denominada PIDE-DGS. Os elementos daquela Junta, presidida por António de Spinola e constituída por Rosa Coutinho, Pinheiro de Azevedo, Costa Gomes, Silvério Marques, Galvão Teles, para evitarem quaisquer represálias contra os agentes da policia política e a sua perseguição, determinaram o seu aprisionamento - em princípio no forte de Caxias e posteriormente em Peniche, logo que as prisões da Fortaleza foram desocupadas pelos antigos presos políticos, onde permaneceram cerca de 2 anos.
Quero deixar claro, que de todos os elementos da policia política que por cá exerceram suas funções poucas queixas temos a registar das suas pouco agradáveis atitudes perante a sociedade, atendendo a que a população de Peniche não lhes dava razões para isso, agindo sempre com o máximo cuidado quando notava a sua presença. Alguns elementos até por cá formaram família e por cá fixaram residência integrando-se perfeitamente na sociedade.
o mesmo não se dirá dos “informadores alcunhados por “BUFOS ovelhas ranhosas sempre prontas à denúncia e a prejudicar quem quer que fosse, presentes nos ambientes mais recatados e onde menos se esperava.
No nosso país, depois da Constituição Política de 1933, no regime criado por Oliveira Salazar, foi, pelo Decreto-Lei n° 35 046, de 22 de Outubro de 1945, criada a Policia internacional e de Defesa do Estado (PIDE), que substituiu a Policia de Vigilância e Defesa do Estado (PIDE), tendo herdado toda a sua estrutura, métodos e funções.
Tratava-se de uma policia política cuja principal função consistia na repressão de qualquer forma de oposição ao Estado Novo, embora as suas funções fossem além das de policia política pois era igualmente responsável pelo controlo de estrangeiros e fronteiras, pela informação e contra-espionagem, pelo combate ao terrorismo e pela investigação de crimes contra a segurança do Estado. O seu trato era temido pela utilização das mais diversas formas de tortura e foi responsável por alguns crimes sangrentos. As suas atitudes perante as presas, por vezes inocentes, que caiam nas suas garras de carrascos, eram temi das por invocarem o que reza a história da ‘A inquisição do Santo Oficio” (parente muito próximo - abolida no nosso país em 5/4/1821) — quanto ao castigo dos cidadãos pelo seu livre pensamento.
Pela doutrina política da época era-nos imposto como obrigação olhar sempre em frente, por outras palavras, éramos obrigados a estudar pela cartilha do seu agrado. Só assim lhes era possível conseguir atingir os seus objectivos, tanto para o mal como para o bem, mas sempre a seu favor.
Diversos factores terão contribuído para a criação em Peniche de uma brigada da PIDE, nomeadamente a existência aqui de uma prisão onde cumpriam penas presos políticos provenientes dos mais diversos pontos do país, com grande movimento de visitas de familiares — que nas vésperas dos dias estipulados para as visitas ficavam muitas vezes hospedados em casas particulares — mas terá sido a célebre fuga de prisioneiros verificada em 1961 , nos quais se integrava o Secretário-geral do PCP, Dr. Álvaro Cunhal, que, alertando para conveniência de uma vigilância externa da Fortaleza, terá levado o Poder Central a estabelecer nesta então Vila um Posto daquela polícia.
Assim, depois de concluídas obras de adaptação num rés do chão de um prédio particular,
propriedade de Alberto Monteiro de Proença, sito na então Avenida Engenheiro Frederico Ulrich (actual Avenida do Mar), rés do chão que tinha servido como armazém de ferro e outros materiais extraídos de embarcações naufragadas e que foi cedido para o efeito a titulo de aluguer, em 18/1/1965, foi inaugurado o Posto da Policia Internacional e de Defesa do Estado em Peniche.Em cerimónia simbólica foi entregue o espaço ao Chefe da Brigada, Cleto e aos demais membros que a constituíam pelo seu então Director Major Silva Pais. Foi este acto assinalado com a presença de diversas entidades nacionais, distritais e concelhias. Da parte da PIDE, além do referido Director, estiveram presentes o Inspector Superior Agostinho Barbieri, o Subdirector Sachetti e o Inspector Adjunto Pereira de Carvalho. Como convidados, o Governador Civil do distrito
- Dr. Olimpio Duarte Alves, o Presidente da Câmara
- Victor João Albino de Almeida Baltazar, o Capitão do Porto de Peniche
- l. Tenente António Manuel da Cunha E. de Andrade e Silva, o Director da Cadeia do Forte de Peniche
- Capitão Manuel E. Falcão e outras mais diversas entidades civis e militares.
Apôs o encontro de todas estas entidades no Posto cuja inauguração se celebrava foi servido um esmerado cocktail no Restaurante “Nau dos Corvos
Poucos meses depois foi o Chefe da Brigada substituído por Joaquim Perestelo Biscaia, seguiu-se-lhe Rogério de Jesus Batista e, por último, Pompilio Gabriel do Rosário.
o Posto foi extinto em 1974, na sequência da Revolução de 25 de Abril, pelo Decreto-Lei n° 171/74, já então com a designação de DIRECÇÃO-GERAL DE SEGURANÇA (entre 1969 e 1974) e a funcionar ultimamente no andar superior de um outro prédio particular sito na Rua 13 de Infantaria e pertencente aos herdeiros de António Andrade.
APONTAMENTOS DIVERSOS
Apôs a Revolução que teve lugar no dia 25 de Abril de 1974, entre as medidas assumidas pela Junta de Salvação Nacional dela resultante figura a extinção da polícia política, então denominada PIDE-DGS. Os elementos daquela Junta, presidida por António de Spinola e constituída por Rosa Coutinho, Pinheiro de Azevedo, Costa Gomes, Silvério Marques, Galvão Teles, para evitarem quaisquer represálias contra os agentes da policia política e a sua perseguição, determinaram o seu aprisionamento - em princípio no forte de Caxias e posteriormente em Peniche, logo que as prisões da Fortaleza foram desocupadas pelos antigos presos políticos, onde permaneceram cerca de 2 anos.
Quero deixar claro, que de todos os elementos da policia política que por cá exerceram suas funções poucas queixas temos a registar das suas pouco agradáveis atitudes perante a sociedade, atendendo a que a população de Peniche não lhes dava razões para isso, agindo sempre com o máximo cuidado quando notava a sua presença. Alguns elementos até por cá formaram família e por cá fixaram residência integrando-se perfeitamente na sociedade.
o mesmo não se dirá dos “informadores alcunhados por “BUFOS ovelhas ranhosas sempre prontas à denúncia e a prejudicar quem quer que fosse, presentes nos ambientes mais recatados e onde menos se esperava.
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terça-feira, abril 06, 2010
Refugees in Caldas da Rainha
http://resources.ushmm.org/film/display/main.php?search=simple&dquery=Portugal-Europe%27s+Crossroads&cache_file=uia_yzTpKl&total_recs=7&page_len=25&page=1&rec=2&file_num=1103
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segunda-feira, abril 05, 2010
Costa Marítima Portuguesa: Nazaré
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domingo, março 28, 2010
Peniche - Fabricantes de rendas
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quinta-feira, março 25, 2010
A CRUZ VERMELHA PORTUGUESA SEUS PRÉSTIMOS NESTA REGIÃO
Por: Fernando Engenheiro
A Cruz Vermelha Portuguesa foi fundada em 11 de Fevereiro de 1865, com sede em Lisboa na Praça do Comércio. Rapidamente se criaram Delegações suas nas mais diversas cidades e vilas de Portugal, nas quais se incluía Funchal, Macau e Ponta Delgada.
A Cruz Vermelha, como organização internacional de socorro e caridade, foi fundada pelo jovem genebrês Henri Dunant que, horrorizado pelo quadro desolador dos campos semeados de feridos na Batalha de Solferino (1859), travada entre os hostes de Napoleão III e os Austríac
os, concebeu a ideia e pôs em prática a fundação de uma associação de caridade e socorro aos feridos.
A sua ideia foi imitada por outros países e ampliados os seus objectivos depois da Primeira Grande Guerra Mundial (1914/1918). Desde então, a Cruz Vermelha achou-se presente em todas as calamidades: guerras, epidemias, acidentes, terramotos, inundações, incêndios, etc. A organização presta assistência médica aos necessitados, reparte medicamentos pelos países que enfrentam uma contenda, intercede para suavizar as condições dos prisioneiros, negocia a troca de prisioneiros de guerra e actua como intermediário entre estes e as suas famílias.
Raros os países do mundo civilizado onde não existem delegações nacionais e regionais, que celebram, muitas vezes, assembleias para organizar a assistência ao próximo num sentido cada vez mais efectivo. Prova disso é a criação de hospitais, dispensários, bancos de sangue para transfusão, postos de guarda nas estradas e nos espectáculos com grande afluência de p equipas de transporte de feridos e enfermos para centros hospitalares próprios ou alheios, etc.
A Cruz Vermelha tem a sua sede em Genebra, no antigo edifício da Sociedade das Nações. Adoptou como emblema a bandeira suíça com as cores invertidas, ou seja, uma cruz vermelha sobre fundo branco. Nalguns países é utilizado outro símbolo mas a organização é a mesma. Por exemplo: no mundo muçulmano no lugar da cruz é usado o crescente vermelho e no mundo judaico é usada a estrela de David, em vermelho sobre o mesmo fundo branco.
A Câmara Municipal de Peniche, a partir de 1911 , ainda administrada por Comissão Administrativa que se seguiu à Implantação da Republica, quis manifestar o apreço por aquela benemérita instituição, fazendo-se sócia colaboradora. Refira se que, por Portaria datada de 31/12/19
20, o Ministério do Interior, presidido pelo ministro Liberato Damião Ribeiro Pinto, reconhecendo os bons serviços prestados por este Município àquela organização, agraciou-o com um Diploma, datado de 1/2/1921, da Cruz Vermelha de Dedicação, acompanhado do respectivo galardão em esmalte com as 5 quinas.
Teve o núcleo inicial da Cruz Vermelha Portuguesa em Peniche uma preciosa colaboração com a sub-comissão da Cruzada das Mulheres Portuguesas, sediada em Peniche, que tinha como Presidente D. Etelvina d'Assunção Guizado, em actividade directa ou indirectamente relacionada com a Primeira Grande Guerra Mundial (1914/1918) realizando peditórios a favor da famílias pobres dos militares mobilizados.
A Câmara Municipal de Peniche, quando completou vinte anos da sua Ligação à organização como sócia colaboradora, voltou a ser agraciada pelo Ministério do Interior pelos bons serviços prestados ao próximo, desta vez com a “Cruz Vermelha de Mérito conforme diploma passado por aquela entidade a 8/1/1931 , sendo ministro António Lopes Mateus.
Com a criação dos Bombeiros Voluntários de Peniche, em 1929, novas ideias surgiram e se concretizaram nos transportes de doentes em viaturas próprias com que alguns elementos passaram a colaborar com esta humanitária instituição.
A Cruz Vermelha Portuguesa, nos tempos mais difíceis, nunca deixou de colaborar com a Comissão Municipal de Assistência deste Concelho sempre que lhe era possível com o envio de medicamentos para os mais necessitados.
São exemplo disso as remessas de estreptomicina para os doentes afec
tados pela tuberculose (documento de despesa da Comissão Municipal de Assistência de Peniche datado de
11/6/1952)..
Em tempos mais recentes é igualmente notável a acção desenvolvida pelo Núcleo da Cruz Vermelha no Concelho de Peniche que, nunca interrompendo a sua meritória actuação, se encontra em fase de renovação.
A Cruz Vermelha é, assim, entre nós, uma das instituições de beneficência que, com o seu voluntariado, estão sempre prontas a prestar apoio aos mais carenciados.

A Cruz Vermelha Portuguesa foi fundada em 11 de Fevereiro de 1865, com sede em Lisboa na Praça do Comércio. Rapidamente se criaram Delegações suas nas mais diversas cidades e vilas de Portugal, nas quais se incluía Funchal, Macau e Ponta Delgada.
A Cruz Vermelha, como organização internacional de socorro e caridade, foi fundada pelo jovem genebrês Henri Dunant que, horrorizado pelo quadro desolador dos campos semeados de feridos na Batalha de Solferino (1859), travada entre os hostes de Napoleão III e os Austríac
os, concebeu a ideia e pôs em prática a fundação de uma associação de caridade e socorro aos feridos.A sua ideia foi imitada por outros países e ampliados os seus objectivos depois da Primeira Grande Guerra Mundial (1914/1918). Desde então, a Cruz Vermelha achou-se presente em todas as calamidades: guerras, epidemias, acidentes, terramotos, inundações, incêndios, etc. A organização presta assistência médica aos necessitados, reparte medicamentos pelos países que enfrentam uma contenda, intercede para suavizar as condições dos prisioneiros, negocia a troca de prisioneiros de guerra e actua como intermediário entre estes e as suas famílias.
Raros os países do mundo civilizado onde não existem delegações nacionais e regionais, que celebram, muitas vezes, assembleias para organizar a assistência ao próximo num sentido cada vez mais efectivo. Prova disso é a criação de hospitais, dispensários, bancos de sangue para transfusão, postos de guarda nas estradas e nos espectáculos com grande afluência de p equipas de transporte de feridos e enfermos para centros hospitalares próprios ou alheios, etc.
A Cruz Vermelha tem a sua sede em Genebra, no antigo edifício da Sociedade das Nações. Adoptou como emblema a bandeira suíça com as cores invertidas, ou seja, uma cruz vermelha sobre fundo branco. Nalguns países é utilizado outro símbolo mas a organização é a mesma. Por exemplo: no mundo muçulmano no lugar da cruz é usado o crescente vermelho e no mundo judaico é usada a estrela de David, em vermelho sobre o mesmo fundo branco.
A Câmara Municipal de Peniche, a partir de 1911 , ainda administrada por Comissão Administrativa que se seguiu à Implantação da Republica, quis manifestar o apreço por aquela benemérita instituição, fazendo-se sócia colaboradora. Refira se que, por Portaria datada de 31/12/19
20, o Ministério do Interior, presidido pelo ministro Liberato Damião Ribeiro Pinto, reconhecendo os bons serviços prestados por este Município àquela organização, agraciou-o com um Diploma, datado de 1/2/1921, da Cruz Vermelha de Dedicação, acompanhado do respectivo galardão em esmalte com as 5 quinas.Teve o núcleo inicial da Cruz Vermelha Portuguesa em Peniche uma preciosa colaboração com a sub-comissão da Cruzada das Mulheres Portuguesas, sediada em Peniche, que tinha como Presidente D. Etelvina d'Assunção Guizado, em actividade directa ou indirectamente relacionada com a Primeira Grande Guerra Mundial (1914/1918) realizando peditórios a favor da famílias pobres dos militares mobilizados.
A Câmara Municipal de Peniche, quando completou vinte anos da sua Ligação à organização como sócia colaboradora, voltou a ser agraciada pelo Ministério do Interior pelos bons serviços prestados ao próximo, desta vez com a “Cruz Vermelha de Mérito conforme diploma passado por aquela entidade a 8/1/1931 , sendo ministro António Lopes Mateus.
Com a criação dos Bombeiros Voluntários de Peniche, em 1929, novas ideias surgiram e se concretizaram nos transportes de doentes em viaturas próprias com que alguns elementos passaram a colaborar com esta humanitária instituição.
A Cruz Vermelha Portuguesa, nos tempos mais difíceis, nunca deixou de colaborar com a Comissão Municipal de Assistência deste Concelho sempre que lhe era possível com o envio de medicamentos para os mais necessitados.
São exemplo disso as remessas de estreptomicina para os doentes afec
tados pela tuberculose (documento de despesa da Comissão Municipal de Assistência de Peniche datado de11/6/1952)..
Em tempos mais recentes é igualmente notável a acção desenvolvida pelo Núcleo da Cruz Vermelha no Concelho de Peniche que, nunca interrompendo a sua meritória actuação, se encontra em fase de renovação.
A Cruz Vermelha é, assim, entre nós, uma das instituições de beneficência que, com o seu voluntariado, estão sempre prontas a prestar apoio aos mais carenciados.
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terça-feira, março 23, 2010
Costa Marítima Portuguesa: Nazaré



Fotos: Galeria de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
http://www.flickr.com/photos/biblarte/
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domingo, março 21, 2010
Costa Marítima Portuguesa: Nazaré



Fotos: Galeria de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
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